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Por Ronaldo Pimenta, em 14/06/2012 às 15:20 / 3 opiniões.
Uma ação na justiça, iniciada por uma moradora da vila Anta, impede o funcionamento da moderna hidrelétrica, situada na divisa entre os estado do Rio de Janeiro e o de Minas Gerais, no médio rio Paraíba do Sul. A usina já deveria estar gerando energia em sua capacidade plena desde janeiro deste ano. No entanto, por não cumprir suas obrigações junto às comunidades atingidas pela obra, Furnas vê-se metida num imbróglio que poderia muito bem ter evitado. Tudo gerado pela irresponsabilidade dos dirigentes da própria estatal. Quais seriam, de fato, os valores perdidos, até o momento, com a inoperância do empreendimento? Por que foi necessária a ação popular para que Furnas passasse a realizar obras de saneamento e outros compromissos assumidos à época da contratação da obra?
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3 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por Lauro Schmitz, em 17/06/2012 às 12:53
Vou tentar me ater à pergunta. Toda Usina Hidrelétrica no Brasil começa a operar fora do cronograma de obra previsto. A resposta é complexa, assim como a construção de uma usina. Mas trocando em miúdos, há as questões técnicas e as políticas. Técnica O cidadão que comentou que barrageiro "se acha deus", deve estar se referindo às frentes políticas (negociações com empreiteiras, fornecedores, cidades, estados, órgãos ambientais, etc) pois se está se referindo ao corpo técnico, vou aqui defender minha "classe": "barrageiro" (eu trabalho na parte de hidromecânicos e de equipamentos de içamento) não se acha nada! Ele vai lá, faz o que tem que ser feito e parte pra outra obra. Simples assim. Não tem "mimimi". Somos as formiguinhas que garantem uma das tantas complexas etapas do fornecimento de energia elétrica, que não pode parar e tem que crescer. Até quando, eu não sei (essa eu boto na conta do Papa). Como falei, os "mimimis" o "barrageiro" não tem tempo pra ficar filosofando. Não temos tempo pra tomar caipirinha na Rio+20!! Pois então. Questões puramente de engenharia podem atrasar uma obra, pois cada local tem suas peculiaridades e desafios bem como é impossível em todas as etapas de uma mega obra não ter algum imprevisto - e que ocorre bem em cima do caminho crítico do cronograma. Política O que percebo (de longe, porque a sujeira é grande) em construção de usina são dois problemas que, infelizmente, vão ser sempre assim, por melhor que seja o projeto da usina - o projeto pode estar um brinco, o estado da arte, as ações mitigatórias todas planejadas. Não tem jeito: sempre empaca. Um dos problemas é aquela parte que, por direito, deve ser mitigada, mas por questões de "olho grande", sempre tenta fazer com que seu quinhão seja mais do que o justo. É do seu Zé que vive numa tapera ao lado do rio à empreiteira que sempre ameaça parar a obra porque seu pleito abusivo não será pago como ela quer. Daí já dá pra imaginar a quantidade de gente querendo um pedacinho maior do bolo. O outro problema é o nosso tão conhecido jeitinho brasileiro... corrupto e burocrata de ser. Uma usina afeta muita gente... e muita gente "importante", influente e esperta o suficiente para empacar a obra caso seu quinhão não seja fornecido. Dica: o seu Zé geralmente é só um laranja... Uma usina necessita de CENTENAS de autorizações (até para apertar um parafuso). Podemos aqui já imaginar a proporção de salafrários com poderes de parar uma obra caso não levem o seu. Dica: a calamidade está nos órgãos ambientais... Enfim, acho que não respondi a pergunta! O rastreamento do problema citado (o da moradora da Vila Anta) já é deveras complexo, cheio de meandros. Mas acho que expus a visão de um "barrageiro" (que, aliás, não acredita em deuses).
Por augusto josé sá campello, em 15/06/2012 às 12:07
Bom dia. O desmando ou mal feito de Furnas se inscreve na categoria da mentalidade de barrageiro. Barrageiro é quem constrói barragens. Acham-se deuses.=== São resquícios de uma cultura na qual alguns podem mais que outros. A cidadania, como imperativo da convivência, respeito à Lei, aos contratos legítimos e ao outro, não faz parte desta nossa cultura, até hoje. Ajscampello
Por milton valdameri, em 15/06/2012 às 09:38
Ronaldo, entendo que a explicação é "simplícia", pois Furnas é uma vila de antas. KKKKKKKKKKKKKK