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Cracolândia: O problema não vai acabar, diz dependente.

Por Observador Político, em 06/01/2012 às 11:23, 32 comentários.

Em 3 de janeiro, a Polícia Militar de São Paulo deflagrou uma operação com o objetivo de combater o tráfico e o consumo de crack na região conhecida como Cracolândia, centro de São Paulo. O Observador Político foi conferir de perto a situação com um objetivo: escutar os dependentes. A reportagem foi feita durante dois dias, 4 e 5 de janeiro. Apesar de muitas conversas “em off” com usuários, as dificuldades para se captar imagens e depoimentos em vídeo foram muitas. A maioria dos dependentes repudiam as equipes de reportagem. Em sua visão, as reportagens são invasivas e a falta de crack tem aumentado a agressividade dos usuários. Desse modo, a gravação do vídeo não pôde ser feita na rua, tendo como fundo o ambiente da Cracolândia. Apenas um dependente, Paulinho, aceitou falar para a câmera do videorrepórter Mario Palhares, mas seu depoimento consegue resumir e representar as histórias da Cracolândia.

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Por Sergio Oliveira, em 09/01/2012 às 12:37

Enquanto os otários como o do vídeo usarem drogas, o problema nunca vai acabar.

Por Antonio Junior, em 07/01/2012 às 17:05

Ao contrário das mentiras expostas aqui, países que adotam políticas permissivas estão sofrendo com um aumento absurdo do número de consumidores e revendo suas políticas. Na Holanda, o número de usuários de maconha entre jovens passou de 17% para 44% e a política local agora é a de rezuzir o número de "coffehouses"; Também ao contrário, o consumo de drogas na Holanda é maior que o consumo de drogas em outros países europeus, passando de 12 para o 5 mercado consumidor na Europa. E vejam só, mesmo em Portugal, as estatísticas atuais demonstram que as políticas precisam ser revistas, pois o número de usuários de drogas também tem aumentado passando de 8% para 12% entre 2001 e 2007, período em que foi iniciada a política de descriminalização dos usuários...E em Portugal existem punições sim aos usuários, apesar da descriminalização do uso das drogas. Agora defendem que a política antidrogas deve envolver educação, prevenção, tratamento de usuários dependentes e leis mais rígidas, determinando que nenhum aspecto unilateralmente pode erradicar as drogas... ou seja, a mesma política adotada pelos EUA, em linhas gerais... A liberação do comércio, a permissividade com o consumo e a frouxidão das leis só favorecem ao aumento do consumo. Nenhum país poderia adotar medidas unilaterais para conter o comércio ilegal de drogas, legalizando-o, e assim, as políticas convencionais, que incluem sim o controle de fronteiras, a repressão ao tráfico, medidas educativas e o tratamento de dependentes devem ser mantidos pela força da realidade, e não do lobby...

Por luiz alayon, em 07/01/2012 às 10:07

Mais do que política sanitarista denomina-se "higienópolista", prevalecendo a selvagem política imobiliária das hienas já conhecidas que assolam às "gdes cidades em desenvolvimento" destes Brasis

Por Carlos Roberto Gomes, em 07/01/2012 às 09:48

As drogas são um problema do estado quando o mesmo não vigia, fiscaliza, prende e pune quem trafica, transporta e vende as drogas ilícitas. É problema da sociedade quando a mesma consome esses produtos. Quanto ao usuário o mesmo precisa de tratamento, mas, também, de punição, afinal adquiriu um produto que é proibido o seu consumo por lei, resumindo, transgrediu e todo transgressor merece punição. Na Revista Época de 14 de novembro de 2011 tem uma entrevista com o traficante “Nem” o mesmo diz que tem um lucro bruto de um milhão de reais por mês com a venda de cocaína e ecstasy. É muito dinheiro e certamente esse dinheiro não só sustenta o tráfico, mas, deve sustentar outras estruturas ocultas pelo mundo afora. Enquanto o estado não atuar na vida do cidadão levando água, saneamento básico, moradia, educação, dando condições dignas de viver a todos o tráfico vai continuar recrutando crianças e jovens carentes nas cidades para vender seus subprodutos. Porque o produto principal (cocaína) quem tem o dinheiro para consumir sabe como comprar sozinho.

Por Antonio Junior, em 07/01/2012 às 07:05

Essa tragédia do crack demonstra exatamente o contrário do que pregam os defensores de políticas liberals com as drogas. Eases mentirosos, aproveitadores e oportunistas usam dados de países do tamanho de Sergipe, que já haviam controlado o consumo e o tràfico, e já haviam construido uma rede de apoio aos usuarios dependentes. O Brasil demonstra o resultado da falta de controle, da falta de repressão, da permissividade cumplice do governo federal com o trafico e com a producao illegal de drogas dos nossos vizinhos de fronteiras. Enfim, a desonestidade intelectual, e o oportunismo em usar esse tema em discussōes políticas, com a com,eta irresponsabilidade pelo resultado levou o Brasil a essa tragédia. Será que o governo via realmente assumir a responsabilidade na apoio a eases viciados, na repressāo ao tráfico e diminuição do consumo.

Por Sylvio Nobrega, em 06/01/2012 às 23:34

Eu, que não sou dependente como o Paulinho também digo - o problema não vai acabar. A cracolândia é o final de uma corrente. Essa corrente se inicia quando a droga entra pelas fronteiras mal guardadas do Brasil. Os dependentes são vítimas do governo federal. O Brasil tem que endurecer com os países produtores de coca e guarnecer as fronteiras. A polícia cumpre ordens e, convenhamos, sem hipocrisia, quem quer conviver com a visão do inferno que é a cracolândia? Os que são contra a ação dos podêres competentes neste caso têm outra solução? Neste caso nenhum outro tipo de choque resolveria (educação, conscientização, etc). Neste caso a m... já está feita. Quanto ao tratamento compulsório, também sou à favor. Tenho alguns amigos cujos filhos tiveram de ser internados à força, caso contrário estariam até hoje roubando suas casas para comprar crack pois lhes faltam períodos de lucidez para concluirem que precisam de ajuda. Lembrem-se, o Brasil não produz coca.

Por ricardo duarte contrera, em 06/01/2012 às 17:51

A solução é tratar o dependente e inclusive ajudá-lo no vício. Explico: Na Suécia, o dependente de Heroína acorda e vai para um centro de tratamento onde pega revistas subsidiadas pelo governo para vender e sustentar o vício. Após conseguir o dinheiro, ele compra a droga e faz uso da mesma no mesmo centro, supervisionado pelos médicos e enfermeiros. Lá ele pode se banhar e está mais aberto a aceitar o tratamento para sair do vício. É caro, mas é mais efetivo para retirar as pessoas do vício e digno para o viciado ao meu ver. Não combate o tráfico, mas convenhamos, enquanto houver demanda, haverá oferta.

Por augusto josé sá campello, em 06/01/2012 às 17:27

Boa tarde. Mais uma discussão a respeito de drogas. Alguns, me parece, começam a pensar um tanto melhor. Felizmente. Não, o problema, ou melhor todos os problemas relativos ao uso de drogas não vão desaparecer ou encontrar solução com base na teoria da "bala de prata". Esclarecendo, é uma teoria da qual alguns gostam muito. Você dá um tiro com a bala de prata e mata tudo o que há de ruim. As cracolândias têm o péssimo hábito de mudar de endereço. Dependentes químicos de alcool, cocaína e derivados (crack e oxi), anfetaminas, barbitúricos e outros de poder viciante semelhante, não se viciaram por acaso. São tres grandes grupos de fatores que levam alguém a viciar-se : fatores físicos (desconfia-se hoje de predisposição genética, inclusive) e de personalidade, a presença articulada e proativa do tráfico, a ausência de vontade política de realmente dar soluçôes aos problemas intercorrentes. Um abraço pesaroso. A J S Campello

Por Viviane Markutis, em 06/01/2012 às 16:41

Será que o acúmulo de visitas se dá apenas no centro de São Paulo? É obvio que o problema não foi solucionado, nem será. Ainda temos que evoluir muito no quesito conscientização e educação para que o número de viciados se reduza. Quem se vicia, buscou a droga por qual motivo? Espancar e/ou prender, as pessoas da área da cracolândia é o mesmo que tomar aspirina quando sem tem dor de cabeça.. a dor passou mas ela volta.

Por r. jorge sozo, em 06/01/2012 às 15:27

Quem falou em resolver o problema do crack em São Paulo? O abjetivo era apenas retomar a área central, medida reclamada pela população e imprensa. Quanto aos usuários, não é correto trata-lo apenas como pobres doentes, ninguém "pega" dependência química, como acorre com a malaria, gripe... É necessário querer começar e hoje em dia todos sabem as suas consequências. Quem entrar nessa"vida" se prepara para o pior, o que não pode é o cidadão de bem que estuda, trabalha e enfrenta todos os problemas da vida moderna sem transgredir as leis, ser refém de pessoas que optam por um caminho errado.

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