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14 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por augusto josé sá campello, em 27/06/2012 às 18:18
Boa tarde. Teminha difícil, hein? A começar por uma constatação : o Brasil urbanizou-se. Segunda constatação : a estrutura de propriedade de terras próprias para a agropecuária não é uniforme no nosso país. Terceira constatação : o latifundio improdutivo ainda existe em algumas regiões de nosso país. Terceira constatação : uma propriedade agrícola, de pequena a média, só é produtiva na medida em que diversas condições coexistam. O modelo adotado nos últimos trinta a quarenta anos, pelos sucessivos governos, foi o da grande propriedade produtiva voltada para exportações.....e por aí vai.=== Mas, o amigo Claudio Lessa está apenas parcialmente certo. A pequena propriedade agrícola pode funcionar e funciona. Mas, ela tem o que os técnicos chamam de "vocação" e ambientação. Um exemplo esclarece : não adianta criar gado de corte em cima de pequenas propriedades. Monocultura? Só funciona em e para nichos de mercado. A ambientação, ....aí a porca torce o rabo. (estou usando um termo, digamos, mais compreensível; o correto seria algo como fatores determinantes) que não são poucos. Vão desde o tipo de solo, situação geográfica, até o escoamento. Passando, é claro, pela técnica agrícola e o financiamento. É aí que a porca torce o rabo. Hoje, para um governo que honre suas calças, tudo isto é caro, técnico e só funciona a longo prazo.==== Uma outra característica da "ambientação" é a proximidade de centros consumidores e/ou estrutura de escoamento - estradas e transporte especializado. Eu disse especializado.=== Tudo isso somado, não há capital - dinheiro. São poucos os estados da federação que podem e/ou poderiam montar a estrutura necessária. Menos ainda os municípios.==== Tem solução? Tem sim. Mas vai exigir uma vontade política distribuída entre os entes federativos que.....não existe e dificilmente existirá. Agricultura e/ou agropécuária de sucesso, de medio e pequeno porte é algo a longo prazo. Político pensa por tempo de mandato. Ajscampello
Por Vinícius Aires Staub, em 22/09/2011 às 13:56
Cláudio, seguindo essa linha de raciocínio, você também seria contra o pequeno comércio? Tem que ser tudo Pão de Açucar e Wall Mart? Já trabalhei no pequeno comércio. Emprega muito mais que o grande varejo. E, se os salários e oportunidades de crescimento são às vezes menores que em grandes empresas, as condições de trabalho são mais dignas. Tem outra, sem o pequeno comércio não existiria livre iniciativa. Existiria meia dúzia de donos de supermercados, e ninguém nunca ia conseguir entrar no negócio: só milionários que já fossem parte do oligopólio em outra área! Os cartéis, os oligopólios, os conglomerados, tudo isso é tendência, tudo isso surge naturalmente. Já a tendência natural das pequenas empresas, que empregam mais, tornam o mercado mais competitivo, e são uma forma de crescimento pessoal para o empresário, é de desaparecerem. Por isso as pequenas empresas devem ser protegidas. Digo o mesmo pras pequenas propriedades. Elas são tão benéficas pra sociedade quanto as pequenas empresas. E a tendência é desaparecerem. A diferença entre empresas e propriedades rurais é que o número de empresas pode ser infinito, mas terra, só tem um determinada quantidade no Mundo... a tendência é que todas as terras de um país fiquem nas mãos de poucas empresas ou fazendeiros.
Por Lucas Aly, em 10/08/2011 às 14:39
Em resumo, você é contra a Reforma Agrária que vem da década de 30, porém é à favor dos Grandes Latifúndios, "algo" lá do período da colonização do Brasil... entendi...
Por erikssom patos , em 08/08/2011 às 22:00
Não sou contra nem a favor, e acho que o Brasil perdeu o bonde da historia na questão fundiária, bem no período do segundo império – Dom Pedro II – na epoca da libertação dos escravos. A elite e o poder político do Brasil perdeu essa chance de imitar os americanos que 26 anos antes promoveu uma ampla e irrestrita reforma agrária cobrando apenas US$ 1,25. Claudio Lessa, acho que se deve despir de qualquer preconceito e ideologia sobre a questão da reforma agrária, e o argumento de que você utilizou para justificar ser contra “... e concordar com subemprego , hoje o pequeno propietario rural e igual a um pequeno propietario de loja , quanto menor o negocio mais difil de manter pois tem de ser produtivo...” é um contracenso e não corresponde a realidade do contexto da economia de mercado, porque essa ideia prossupoe a priori de que só é viável os negocios de grande escala, que no caso do setor rural corresponde ao agro-negocio representado no latifúndio que é base do modelo exportador que o Brasil adotou desde a época da produção de açúcar no nortedeste brasileiro do perio colonial, e no setor industrial que corresponde as multinacionais e aos grandes grupos empresarial nacional moderno. Então em sua visão a economia de pequena escala está fora da ‘economia de mercado’, com isso você deixa de ver quais os fatores conjunturais ou estruturais que possam influir beneficamente ou maleficamente este grau de manisfestação da economai em uma dada sociedade. Desculpa se estou enganado, mas foi isso que percebi nos seus argumentos, uma analogia para justificar a não reforma agrária. Pode ser que de fato a reforma agraria nos dias atuais não dê certo mesmo, mas também pode ser o modelo adotado o motivo do fracasso, somado a essas condições a atuação das forças políticas e sociais do país tem propiciado o arrastamento por demais prolongado, o que parece que não ocorreu em outras partes do mundo.
Por Claudio Lessa, em 02/08/2011 às 22:28
Por Aristotoles coimbra Acho que reforma agraria no mundo atual é apoiar o pequeno produtor a não se tornar um futuro “suburbano” nas grandes cidades.Distribuir terras nos moldes atuais acho que alem de não resolver o problema , o governo arranja outro.Sustentar paternalmente o assentado
Por Claudio Lessa, em 02/08/2011 às 22:26
@tiagojpmdb Por roberto ochoa, em 27/07/2011 às 18:18. Creio que os idealizadores desses projetos, como no passado o PROALCOOL, são patriotas sinceros. Porém, acredito ser um pouco ingênua qualquer idéia cujo sucesso dependa de uma mudança na ordem econômica mundialmente considerada. Ora, quando se fala em BIOCOMBUSTÍVEIS, fala-se numa indústria que certamente tem muito a crescer no futuro. Só que o erro desses programas é tentarem juntar no mesmo pacote componentes que, se não são resultado ideologia, no mínimo dependeriam de mudanças de paradigma que não podem ser estabelecidas a partir do simples querer do Governo. Senão, vejamos. Busca-se a mudança de uma matriz energética. Só isso já arrostaria interesses muito poderosos. Só que, ainda por cima, a produção deve ser feita no âmbito da AGRICULTURA FAMILIAR! Ora, convenhamos! Se já é difícil a competição internacional dos grandes produtores de commodities agrícolas tradicionais para exportação (soja, arroz e outras) , o que dizer de pequenos agricultores familiares, estimulados a produzir uma nova commoditie, ainda não consolidada, e para a qual, a plena aceitação por parte de grandes países importadores (China, EUA, Europa) depende ainda de uma radical mudança de matrizes energéticas de outros países. Embora bem-intencionado, o projeto parece idealista demais. Ou ainda é resultado da conversa de LUla com Obama, em que esse último acenou que os EUA poderiam tornar-se parceiros do Brasil nessa área. Tudo balela! O que o Governo Obama fez foi injetar dinheiro em indústrias poluentes, como as falidas GM e Ford. Segue importando gasolina da Venezuela. Estimulou o megaespeculador George Soros a colocar dinheiro na Petorbrás. Portanto, a excessiva politização das diretrizes econômicas do Governo, sempre resulta num enorme desperdício de recursos da Nação, ambientais e econôimicos. Talvez, o Governo alcançasse resultados muito mais expressivos, se buscasse a organização dos agricultures familiares para constituir verdadeiras empresas de agronegócio, democratizadas, através de cooperativas ou outras formas de associação, para atendimento do mercado interno e externo, fomentando a produção de alimentos em grande escala, com distribuição pelo próprio Governo, já que o problema desses agricultores é acesso ao mercado interno e externo. Seria uma estatização justificável. No ramo da bioenergia, deveria o governo buscar capitais privados, como alternativa à produção das grandes empresas do agronegócio, em periodos onde o preço das commodities está em baixa e o câmbio desfavorece a exportação. Há grandes queixas desses setores, pelo aumento na importação do arroz, do milho, soja e outros essenciais à agroindústria, além do baixo preço mínimo. Parece haver sempre um preconceito do governo relativamente ao agronegócio, enquanto mantém a pequena agricultura em estado de baixo desenvolvimento, com baixa produtividade, além de não enfrentar as dificuldades inerentes à estruturação da família rural, criando instrumento para evitar com pulverização das propriedades rurais.
Por Claudio Lessa, em 02/08/2011 às 22:03
@octaviohenrique Falar de reforma agraria ‘e dificil pois (assunto tabu) pois falar que contra algo que visivelmente , pelo ao menos na teoria, ajudaria os de menor renda no campo, parece ir contra algo socialmente aceito. Porem a realidade do campo n~ao ‘e para amador, hoje s’o produz ou ‘e viavel com tecnologia e dinheiro para investir, infelismente , uma pessoa que recebe esta terra nao tem nenhum dos dois. A realidade ‘e que ‘e mais barato gerar empregos do que distribuir terra, este povo que esta cadastrado nunca teve VOCA’CAO para agricultor…esse povo tem origem na periferia das grandes e pequenas cidades..sao urbanos…dai a dificuldade em ficar na terra…. Tem ainda os sindicatos que viraram um encosto de pessoas que sugam e se aproveitam desta massa de manipula’cao, agindo a mando de partidos politicos, pendendo para um lado ou outro dependendo dos interesses economicos locais.. Responder
Por Claudio Lessa, em 02/08/2011 às 22:02
@professora Falar de reforma agraria 'e dificil pois (assunto tabu) pois falar que contra algo que visivelmente , pelo ao menos na teoria, ajudaria os de menor renda no campo, parece ir contra algo socialmente aceito. Porem a realidade do campo n~ao 'e para amador, hoje s'o produz ou 'e viavel com tecnologia e dinheiro para investir, infelismente , uma pessoa que recebe esta terra nao tem nenhum dos dois. A realidade 'e que 'e mais barato gerar empregos do que distribuir terra, este povo que esta cadastrado nunca teve VOCA'CAO para agricultor...esse povo tem origem na periferia das grandes e pequenas cidades..sao urbanos...dai a dificuldade em ficar na terra.... Tem ainda os sindicatos que viraram um encosto de pessoas que sugam e se aproveitam desta massa de manipula'cao, agindo a mando de partidos politicos, pendendo para um lado ou outro dependendo dos interesses economicos locais..
Por Victor Picanço, em 29/07/2011 às 19:23
Estatuto da Terra (Lei 4.504/64) Art. 1° (...) § 1° Considera-se Reforma Agrária o conjunto de medidas que visem a promover melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade.
Por Rafael Oliveira, em 29/07/2011 às 17:24
Acho justo negociar e distribuir terras improdutivas à camponeses que necessitam de solos para se sustentarem e para morarem. Mas, sou contra o atual sistema de reforma agrária no Brasil, representado pelo MST (Eu e 57% da população - que acha o movimento mais político do que social, e muito violento também). Portanto, acho que deveríamos discutir o papel dos movimentos sociais, pois a distribuição de terras é uma boa ideia para o povo e para a economia brasielira. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/25-anos-mst-invasoes-badernas-desafio-lei