Política

Por Victor Castro, em 09/05/2012 às 09:36  / 24 opiniões.

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    24 opiniões publicadas

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    Por Sven Hitz, em 08/05/2012 às 22:42

    Considerando o que tenho lido em língua portuguesa, o seu texto é no aspecto técnico, porém no conteudístico é um tanto fora da "realidade". Primeiro vem a sugestão de estados dentro de estados, como o projeto "Neudeustchland" que só podem funcionar se o resto da sociedade continuar o seu curso normal, já que não é possível viver isoladamente. Não tem essa de não pode ou não consegue competir no sistema "capitalista". O mundo não se trata de aventar realidades paralelas. Ou vai ou vai. Em Roma não havia uma comunidade hippie para os que fossem fracos. Sociedades tem as suas demandas. Ou você se adapta ou você perece ou pede bolsa família. Trata-se da luta para sobreviver, e porque as crianças carentes tem o direito ao lugar comum das mesmas oportunidades, se seus pais não cuidaram para que assim o fosse ? Quem vai gerar todas essas oportunidades, inclusive a sua de estudar na Sorbonne, senão for o dinheiro ? Lembre-se que o dinheiro não cai em árvores e a cada índividuo cabe proporcionalmente àquilo que ele colabora no sistema econômico.

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    Por Victor Castro, em 09/05/2012 às 09:05

    @sven Mais outro exemplo: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2005/10/17/21290-exclusivo-plantacoes-em-meio-ao-concreto-a-agricultura-urbana-ganha-espaco-nas-cidades-brasileiras.html

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    Por Victor Castro, em 09/05/2012 às 09:02

    @sven Sven, quando partimos do pressuposto coletivo de que todos podem e devem competir no mercado de trabalho, acabamos gerando políticas sociais voltadas para essa inserção, quando poderíamos ter políticas sociais voltadas para o fortalecimento econômico de microcomunidades, urbanas mesmo, que produzissem de forma autossustentável sua comida, seu lazer, sua cultura. É tornar periferias e subúrbios espaços autossuficientes em bens e serviços, para que as pessoas só venham para o "mercado capitalista" se tiverem ambição para tanto. Ocorre que, para que haja esse modelo microrregional de economias sinérgicas e autossuficientes, precisamos do subsídio estatal, pois faz-se necessário um capital de giro e um investimento inicial que uma empresa privada, voluntariamente, não faria. Não estou falando de um Estado mantendo essas pessoas como num enorme Bolsa-Família (transferência direta de renda). Estou falando de uma política pública de emancipação econômica dessas comunidades, e para isso, pode haver investimentos simples. Em Portugal, há uma ONG que mantém hortas em periferias pobres, para os mendigos e sem-teto tirarem dali o seu sustento. É um exemplo...

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    Por Sven Hitz, em 09/05/2012 às 09:36

    @victorcfs A sua ideia é muito bonita e eu aplaudo. Não vejo contudo cogência. O governo não está interessado e fomentar o desenvolvimento de comunidades carentes, pois o propósito único dele é sobreviver. Hoje ele o faz por meio do suporte de grupos muito ricos, que, quando precisam, são socorridos. Vide quanto bancos e indústrias automobilística (em particular, porém não só) receberam nos últimos anos. Um estado genuinamente preocupado com outros interesses e que não fosse "social" da mesma forma que o bradesco é "verde", precisaria ser refundado em outras bases, à partir de outros grupos. Mesmo assim, não haveria como deixar pessoas fora do sistema. Sistemas de governo são por excelência totalizantes. Por mais que professores marxistas de escola possam falar de comunidades autônomas ou grupos autóctones, isso não funciona.

    Por José Antônio da Conceição, em 09/05/2012 às 00:02

    @sven Sua análise iniciou com certa profundidade, buscando fundamentos. Mas ao final apenas afirmou e deixou sem resposta algumas questões básicas: Todos são remunerados (pela valia correta) por aquilo que colaboram no sistema econômico? Esta remuneração, sendo em moeda (fabricada) como é que acontece o processo que fabrica mais ou menos moeda? De quem é o PODER de fabricação? Quando recém saida da máquina de fabricação, a moeda pertence a quem? De que modo é "colocada" em circulação e "passa" a pertencer a alguém? Se escassa a moeda, o efeito é o mesmo que se nota nas mercadorias escassas? Se abundante a moeda, o efeito é mesmo que acontece com mercadoria abundante?

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    Por Sven Hitz, em 09/05/2012 às 09:25

    @joseantonio400 Olá, minha resposta tinha por próposito refutar algumas proposições gerais e não me enveredar pela teoria econômica ou por como ocorre a transformação dos diversos valores em um preço, ou pelo papel dos bancos centrais em economias contemporâneas. Na Alemanha de Hitler o dinheiro pertencia ao governo e os bancos tradicionais foram mandados embora, daí grande parte da hostilidade dos adversários. E o medo que tinham da moda pegar. O sujeito começou a fazer a economia funcionar a partir de "vales", tickets trocados por mercadorias. Bem diferente da sofisticação de um Federal Reserve. O ponto principal que eu gostaria de colocar, é que independentemente de qual sejam as diretrizes e de quem esteja no poder, o funcionamento otimizado do universo econômico, o até mesmo qualquer funcionamento razoável, só pode ocorrer na medida em que as pessoas tenham "skills" que sejam mercadológicamente relevantes para o mundo em que vivem. Eu sou relativamente bom com um arco-e-flecha, mas para viver me didico a publicações de livros, por ser algo em demanda. Portanto, não vejo como possível a inserção econômica de quem não tenha como contribuir com alguma habilidade relevante para o todo. Nós vivemos em um mundo que praticamente tudo foi reduzido a um mercado, mas mesmo que recuperassemos suas dimensões políticas, sociais e culturais, ainda assim não seria possível basear o modelo ecônomico em caridade.

    Por Victor Castro, em 09/05/2012 às 09:06

    @joseantonio400 Aí é que está, José: quem destina a moeda é o Governo, ao pre-definir os gastos públicos através da Lei Orçamentária. Se um Governo gastar menos com manutenção da máquina administrativa e com subsídios a grandes empresários (apoiadores da base governista), sobra mais dinheiro para investimentos sociais.

    Por Sergio Zamprogno, em 08/05/2012 às 13:44

    O que é opressão pelo capital? Eu não entendi. Eu entendo que o cidadão possa ser oprimido por leis, orgãos poderosos, estruturas governamentais que se dão o direito de controlar varios aspectos da sua vida, etc... No entanto, eu não compreendo alguem se sentir oprimido pelo fato de um terceiro ter dinheiro.

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    Por Victor Castro, em 08/05/2012 às 18:28

    @szamp Acho que o Estado pode sim intervir na economia, mas para fomentar cooperativas de produção em comunidades pobres, oferecendo serviços de turismo, logística, gastronomia, artesanato, transportes, além de oficinas de artes e esportes. É uma forma de criar uma economia paralela, à parte do mercado tradicional, de modo a sustentar e fazer circular moeda entre aqueles que não podem ou não querem competir no sistema capitalista.

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    Por roberto argento filho argento, em 08/05/2012 às 17:13

    @szamp: "Dinheiro não traz felicidade", diz o dito popular; mas abre um baita leque de oportunidades e escolhas. Sacou?

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    Por Victor Castro, em 08/05/2012 às 15:34

    @szamp A limitação do acesso a bens, serviços (públicos e privados), oportunidades e qualidade de vida, não se limita a questões supérfluas, Sérgio. Eu não posso ter a Ferrari do Thor Batista, ok. Mas uma criança de uma periferia distante que tem que comer o pão que o diabo amassou para ir e voltar da escola, e tem que competir em pé de igualdade com um filho da classe média ou média alta com toda a estrutura de logística e habitação, tende a, em regra, ver reproduzida essa desigualdade nas gerações vindouras, e tende a ver frustrados alguns de seus planos. Não precisa ir longe. Eu mesmo, por não ter dinheiro, nunca fiz um intercâmbio na vida, enquanto meus pais se matavam para pagar meu colégio particular (e meus colegas de sala foram para Finlândia, Suécia, EUA, Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha, esses só os que lembrei agora). Dois amigos meus largaram a faculdade e foram cursar a Sorbonne, em Paris, não porque sejam mais inteligentes que eu, mas porque seus pais podiam pagar a estadia deles lá, e tinham amigos influentes no Rotary, no Governo, etc.. Então, a opressão do capital se manifesta na medida em que bens, serviços (públicos e privados), oportunidades e qualidade de vida, em caráter não-supérfluo, deixam de ser providos a um indivíduo, em razão da sua situação econômica.

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    Por roberto argento filho argento, em 07/05/2012 às 16:51

    "Só há um caminho para a LIBERDADE" - A Morte. - Pirou? Fumou?. Claro, sei que não. - Somos todos conservadores. Rupturas, sim, mas que não sejam grandes ou radicais e que sejam as, apenas, suficientes para "o bem de todos e felicidade geral da nação". . . o chato é que estamos caminhando (inexoravelmente?) para a opressão pelo capital, pelo Estado ou por uma coletividade qualquer.

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    Por José Antônio da Conceição, em 07/05/2012 às 22:33

    @victorcfs O fato de nosso discurso utópico servir de inocente útil, NÃO é razão para que a gente se cale. Se falando a situação tá ruim, ficará péssima se nos calarmos.

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    Por José Antônio da Conceição, em 07/05/2012 às 21:07

    @argento E... não poderíamos traçar uma rota (via Educação e criticidade) que mostrasse para os do topo e os da base da pirâmide, que estamos TODOS numa mesma nave, que chamamos de planeta? Utopia? sonho unicamente meu?

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    Por roberto argento filho argento, em 08/05/2012 às 00:34

    @joseantonio400; Nosso. E, copiando e colando, vai: “A vida do homem, como a de qualquer outro organismo, depende, do ponto de vista material, de haver suficiente combustível (alimentação) para que ele sobreviva, mas depende, também, do ponto de vista do organismo, de ele tomar as ações necessárias para se apropriar desse combustível e fazer dele uso apropriado. Se ele não escolher viver, a natureza se encarrega dele" (,de sua morte, liberdade definitiva). - mas antes, por egoísmo da razão, não sem luta.

    Por Victor Castro, em 07/05/2012 às 22:21

    @joseantonio400 Meu também, José Antonio. Mas entendi a reflexão do Argento. No fim, nosso discurso utópico pode servir de inocente útil a disparates autoritários de alguns líderes mal-intencionados.

    Por Jose Reis Barata Barata, em 07/05/2012 às 14:55

    Victor, calma. Você certamente não é tão ingênuo quanto tenta. Como discutir liberdade sem conceituá-la; quando se a confunde com, bem aproximadamente, desobediência civil? S. Mill inicia "Ensaio sobre a Liberdade" avisando;" A luta entre a Liberdade e Autoridade é a característica mais consciente das épocas da história...". Rousseau em "Contrato Social - se, como autorizas supor: liberdade é uma ação livre - observa nela duas causas necessárias: "Uma moral, a saber, a vontade que determina o ato,; outra, física, o poder que a executa." E exemplifica:"Que um paralítico deseje correr e um homem ágil não o queira, ambos ficarão no mesmo lugar". Em termos absolutos há somente uma liberdade que iguala e por isto mesmo natura o homem: a de pensar. Em um universo de indivíduos não há igualdade, consequentmente liberdade.

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    Por Victor Castro, em 07/05/2012 às 16:00

    @jose-reis-baratabarata Mas aí está o papel histórico do Estado: garantir o livre arbítrio do indivíduo. Na 1ª Geração Constitucional, através das liberdades civis e políticas (surge a democracia representativa). Na 2ª Geração Constitucional, na ampliação do acesso a serviços básicos, como saúde, educação, lazer, emprego e renda. Na 3ª Geração Constitucional, a qual (ainda) vivemos, os direitos difusos: meio ambiente, cultura, diversidade racial, sexual, ideológica. O problema é que hoje temos uma sobreposição da 3ª Geração sobre a 2ª, e da 2ª sobre a 1ª. Esquecem-se os ideológos do pós-modernismo que a 1ª Geração é a mais essencial de todas, pois é a que nos difere dos homens das cavernas e das tiranias, e só atingindo a plenitude desta podemos avançar às demais. Mas, por outro lado, a plenitude da 1ª Geração Constitucional só é atingida com algumas medidas pontuais da 2ª e da 3ª. Não deixa de ser um ciclo curioso...

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    Por Jose Reis Barata Barata, em 07/05/2012 às 16:58

    @victorcfs, termino de incluir uma "opinião" sobre o interessante e importante texto de FHC que, creio, muito auxilia discutir "liberdade e igualdade".

    Por Obi Ser Vando, em 07/05/2012 às 13:01

    Freeconomy, ou economia grátis, é ainda mais radical do que os outros sistemas alternativos, que se baseiam em trocas, em que se dá mas com a expectativa de receber algo em troca. Aqui a ideia é dar sem expectativas, dar apenas pelo prazer de dar. É um movimento baseado no ideal de pay it forward, como no filme Favores em Cadeia (no Brasil, Corrente do Bem), em que se eu te fizer um favor e quiseres retribuir, então eu peço-te para ajudares alguém que esteja precisando de ajuda. continua em http://aprendersemescola.blogspot.com.br/2009/06/economia-da-generosidade-ii.html

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    Por Victor Castro, em 07/05/2012 às 13:55

    @feliz Obi, deve haver uma análise integrada dos recursos naturais, tecnológicos e humanos de cada microrregião, para que sejam aproveitados de forma sinérgica, rumo a uma constante de produção de riqueza, adaptando-se a pauta de planejamento econômico num nível micro (o único que realmente funciona) à tal mão invisível (leia: relação oferta x demanda) de cada momento.

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    Por José Antônio da Conceição, em 07/05/2012 às 12:15

    De acordo com Souza Santos, sociólogo português, é possível reconhecer que “as instituições existentes estão a desempenhar pior o seu papel, sendo-lhes cada vez mais difícil conter a frustração dos cidadãos”. Por isso, “se as instituições existentes não servem, é necessário reformá-las ou criar outras”. Para o sociólogo português, até que se conclua o processo de reforma das instituições e de revisão de suas capacidades, “é legítimo e democrático atuar à margem delas, pacificamente, nas ruas e nas praças”, sinalizando um período “pós-institucional” Nossa maior questão sociológica a ser resolvida é a crença cega que temos nas instituições. Nenhuma delas pode ser classificada como "exclusivamente humana", por estar cuidando unicamente dos interesses humanos, do cidadão, da pessoa, indiferente de credo, raça, ideologia, local de nascença, nome de família ou diplomas pendurados na parede. Quero inferir na modificação do status quo vigente, mas me recuso a viver em "colônias, como imensas aldeias hippies/indígenas". Já estou numa colônia, numa grande famiília denominada SERES HUMANOS.

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    Por Victor Castro, em 07/05/2012 às 13:56

    @joseantonio400 O que questiono, José, é porque somente índios e quilombolas podem (são obrigados a) viver à margem do sistema capitalista, enquanto nós temos que nos sujeitar a toda essa loucura do dia-a-dia das grandes cidades.

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    Por Victor Castro, em 07/05/2012 às 11:39

    Mas não, jamais caminhar rumo ao autoritarismo das microcoletividades. Esse não é o caminho, em que pese ser a tradução mais habitual que os defensores da "democracia direta" (leia-se: ditadura das minorias organizadas) dão aos movimentos "primaverísticos" mundo afora. Há várias utopias possíveis, mas somente uma pode efetivamente libertar o Homem do julgo do próprio Homem.

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