Política

Por Jose Reis Barata Barata, em 07/12/2011 às 17:54  / 10 opiniões.

Partido político, uma discussão necessária

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“As convicções são inimigas da verdade mais perigosas que as mentiras…Não foi a luta das opiniões que tornou a história tão violenta, mas a luta da fé nas opiniões isto é, nas convicções. – Nietzsche”.

Nascemos em determinada época, encontramos um mundo e passamos a tê-lo como verdade; com se sempre tivesse sido daquela maneira com seus institutos, instituições, valores, comportamentos, etc. E, muito provável, incontáveis desaparecem, morrem com essa impressão. O Direito que é o próprio Estado, nos moldes postos muito contribui para essa nefasta observação.
O modismo dos partidos políticos é ostensivo. Ninguém, ou poucos discutem sua natureza, necessidade; menos se conhece de sua recente formação.
Weber atribui a formação dos partidos e com eles a figura do boss (“empresário político capitalista , que busca votos eleitorais em benefício próprio, correndo os riscos e perigos próprios dessa atividade- Weber”) ao início do século passado, primeiras décadas. Portanto, recente como muito do que nos cerca e que pensamos eivado de eternidade. Sem dúvida que o advento da ciência (racionalização e a intelectualização) muito contribuiu para essa visão divaricada.
Nada de ideológico, como se faz pensar, motivou os primórdios partidários. Mas sim e essencialmente o interesse e o interesse econômico. Mais uma vez dando razão a Marx que coloca o econômico como principal determinante do mais: político, jurídico, social, religioso…
Nesse imbróglio de cunho eminentemente político-partidário ( promiscuidade legislativo executivo em nome de uma fantasiosa “governabilidade”), o que chama atenção são paixões e lealdades pessoais sem nenhuma importância para o Brasil transformadas em disputa franca e aberta. Como se viu, natural. (segue no comentário a seguir)

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    10 opiniões publicadas

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    Por Luiz Felipe, em 07/12/2011 às 17:54

    Por Eder Fonseca, em 07/12/2011 às 17:49, 1 comentário. Nos quatro anos de governo Dilma a distribuição do fundo partidário, garantido por lei, chegará a R$ 800 milhões. A média anual é de R$ 200 milhões dados aos 28 partidos por ano. No ano passado, o PT levou R$ 23 milhões, o PMDB, R$ 22 milhões, o PSDB, R$ 22 milhões e o DEM, mais de R$ 14 milhões. O PCdoB, envolvido até o pescoço no escândalo das ONGs do Ministério do Esporte, levou R$ 3,5 milhões em 2010 e até agosto deste ano, R$ 5,8 milhões. Os nanicos também não podem se queixar: este ano, o PTC já levou R$ 1,5 milhão, o PHS, R$ 1,9 milhão, o PSDC, R$ 760 mil e o PSTU, R$ 592 mil. Para esse ano O Brasil tem, hoje, 27 partidos que podem receber dinheiro do Fundo Partidário que, neste ano, já foram brindados com R$ 204,9 milhões e deverão alcançar, até dezembro, R$ 301,5 milhões. O PT é o campeão de verbas recebidas, com R$ 33,6 milhões, seguido pelo PMDB, com R$ 26 milhões e, depois, o PSDB com R$ 23,6 milhões. Nanicos também fazem a festa. O PRTB de Levi Fidelix, aquele do aero-trem, já levou R$ 1 milhão e o PSDC de José Maria Eymael, outros R$ 788,5 mil. Muito ou pouco? se olharmos o que os mesmos tem oferecido à população(saúde ruim, escola deficiente, além é claro da corrupção em todos as legendas), são valores estratosféricos. Eder Fonseca é fundador do portal Panorama Mercantil. Seu perfil no Twitter é @ederoficial

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    Por Luiz Felipe, em 07/12/2011 às 17:10

    Irmão Reis, partido político, na forma que aí está, a nosso ver, é mais uma ficção idealizada pelo capitalismo, como mais um de seus muitos instrumentos que visa a sua proteção, posto que só se chega aos poderes, executivo e legislativo, via dinheiro em abundância, e nenhum capitalista, em sã consciência, investe em comunista, ou anarquista, ou o raio que o parta. Mas, como tudo na vida a gente faz um calculo e Deus faz o Cálculo, o modelo político-partidário-eleitoral que aí está, talvez não interesse mais nem mesmo ao próprio capitalismo, posto que passou a produzir joio em abundância de modo a causar ódio social até mesmo contra o capitalismo que tem lá o seu lado bom também. O partidarismo-político-eleitoral que aí está virou banditismo e não consegue produizir outra coisa senão bandidocracia. Portanto, estou com o HoMeM do Mapa da Mina e não abro, no PNBC e também na Meritocracia Eleitoral, para que possamos chegar à Democracia Real.

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    Por Luiz Felipe, em 07/12/2011 às 17:10

    Irmão Reis, partido político, na forma que aí está, a nosso ver, é mais uma ficção idealizada pelo capitalismo, como mais um de seus muitos instrumentos que visa a sua proteção, posto que só se chega aos poderes, executivo e legislativo, via dinheiro em abundância, e nenhum capitalista, em sã consciência, investe em comunista, ou anarquista, ou o raio que o parta. Mas, como tudo na vida a gente faz um calculo e Deus faz o Cálculo, o modelo político-partidário-eleitoral que aí está, talvez não interesse mais nem mesmo ao próprio capitalismo, posto que passou a produzir joio em abundância de modo a causar ódio social até mesmo contra o capitalismo que tem lá o seu lado bom também. O partidarismo-político-eleitoral que aí está virou banditismo e não consegue produizir outra coisa senão bandidocracia. Portanto, estou com o HoMeM do Mapa da Mina e não abro, no PNBC e também na Meritocracia Eleitoral, para que possamos chegar à Democracia Real.

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    Por Jose Reis Barata Barata, em 07/12/2011 às 16:25

    Aberto um bom debate pelo irmão Tiago, ainda que preambular. Digamos que concorde, em tese e embora algumas lacunas provavelmente pela exiguidade de espaço, inclusive com a conclusão: " E o único modo de escapar disso como sociedade é como indivíduo nãoreconhecer nenhum tipo de instituição que tenha por objetivo congelar a marcha da reforma do pensamento humano.". Como viver e conviver? A anarquismo é interessante .Mas, nada mais que uma utopia, ingênua; alegre e festiva utopia que a razão não acolhe. Mesmo porque, diversamente fosse e considerando a verdade de que o homem repudia o árduo, o difícil, regras, o trabalhoso já se teria transformado em realidade desde (1817-1862) com Henry David Thoreau com "A desobediência civil" afirmando que a prisão: " é o único lugar num Estado escravo em que um homem livre pode viver com honra." Haja prisão e...mortos. Sem dúvida que a força está em substância com o povo, contudo, no Estado ela está organizada e os implementos de violência não são ficções. Irmão, o que me motiva é algo atualizado, mas chão, tentar aproximações públicas do Estado Brasileiro.Discuti-lo objetivamente.

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    Por Tiago Blanco Pinheiro Puglia, em 07/12/2011 às 17:24

    @jose-reis-baratabarata Como viver e conviver? É na resposta que encontro a essa pergunta que está minha mais profunda discordância em relação a Marx - não se pode dar às condições materiais o monopólio das causalidades. A busca da resposta sobre como viver e conviver certamente passa pelo acesso aos "meios de produção", seja da subsistência ou daquilo que a excede. Mas não nasce aí nem aí morre. Essa discussão é inescapavelmente religiosa (e não me refiro aqui à religião como instituição comprometida com o congelamento da reforma do pensamento - essa sim é ópio do povo na mesma medida que um congresso nacional ou uma corte real). As questões sobre o modo correto de EU viver não pertencem ao monarca, aos juízes, aos congressistas ou aos chefes de estados; não pertencem a padres, nem bispos, não dizem respeito a pastores nem presbíteros. Pertencem exclusivamente a MIM e àquilo que eu vier a chamar (ou tratar como) Deus. E isso não digo como quem afirma uma contingência histórica mas uma realidade da condição humana. Contingência histórica é a existência de governos. Se eu assumo que é a CF o conjunto de regras que deve reger meu comportamento, eu a trato como um tipo de deus. Se eu afirmo que há uma ética universal impressa nas leis da natureza imanente, é à natureza que trato como deus. Se é à Igreja que dou essa honra, a Igreja é deus. Se me convenço que são os meus interesses que definem tais balizas, meu umbigo é deus (Paulo de Tarso). Exemplo absolutamente claro disso é a execução de Jesus - não reconheceu a ninguém o DIREITO de exercer poder sobre outrem (nem sobre si mesmo) e foi por isso executado. Fora Jesus de Nazaré um John Doe de Pittsburg morreria frito na cadeira por crime de traição. O âmbito político da história de Jesus é de uma gravidade convenientemente ignorada entre os cristão justamente porque coloca sobre os lombos de cada um que se diz crente a obrigação de concordar com Thoreau - viver com honra sob um governo leva à cadeia (viver com honra em uma igreja leva à excomunhão). Viver com honra é não aceitar a terceirização das autoridades nem das responsabilidades - nenhum eleito nem nenhum fardado tem o direito de existir (o que têm é poder para existir). Então, pra encerrar, reafirmo minha posição de que a chave para o sucesso de nossas vidas como raça humana sobre o planeta é que abandonemos os modelos governamentais e que cheguemos a uma tal situação por meio de atitudes individuais de não reconhecimento de autoridade humana sobre nós - juntamente com a aceitação das conseqüências (eis aí o tomar a cruz e segui-lo). O governo não tem condições de entregar os resultados que, em tom de promessa, justificam sua existência. Sou anarquista porque sou cristão. A responsabilidade sobre o problema que está perto de mim é minha e a escolha do modo como eu devo viver é minha - sou réu diante do Criador, apenas. Não posto com finalidades de interromper a conversa apenas de externar minha posição pessoal, que é em outra direção. PS: Utopia é, no meu entendimento, um nome que se dá a uma idéia na qual não se está disposto a investir.

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    Por Gustavo Adolpho Junqueira Amarante, em 07/12/2011 às 16:20

    Não sei se os partidos são realmente necessários; preciso refletir mais sobre isso. O que sei é que ainda que sigamos com os partidos que aí estão, eles, os partidos, e nós, o povo, deveríamos estar sujeitos à mesma lei, e na mesma intensidade e do mesmo modo. Temos boas leis, mas permitimos que não sejam cumpridas; temos bons juízes, mas permitimos que os maus permaneçam ativos; temos uma enorme massa crítica que ainda não se percebeu dona do poder, que delega a representantes; e temos uma enorme população carente de formação e informação para poder exercer melhor suas escolhas e seu papel fiscalizador. Mas vejo que seguimos adiante.

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    Por Jose Reis Barata Barata, em 07/12/2011 às 16:35

    @gaja ,irmão,pertinente participação, é isso que precisamos discutir, compreender. Sem dúvida que uma elite crítica e participante é crucial Embora , saibamos, que a introversão é característica muito observável em intelectuais. Certo é que, me parece, a só via de concitações m0rais é infantil. Distintamente, desde Cristo e o mundo seria outro com a Bíblia. O crime é algo natural.Desde que em termos suportáveis cujos limites foram delegados ao Direito que educa, mas, não transforma os homens. Talvez, como defendo, na profunda insegurança jurídica patrocinada pelo governo resida o foco da grave conjuntura de violência. sds.

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    Por Tiago Blanco Pinheiro Puglia, em 07/12/2011 às 13:56

    VII. A clareza e a força da Razão dependem do cultivo do conhecimento. A possibilidade de extensão de nosso progresso no cultivo do conhecimento é ilimitada. Disso segue: 1. Que as invenções humanas, e os modos de existência social, são suscetíveis a melhoria perpétua. 2. QUE AS INSTITUIÇÕES CALCULADAS A FIM DE DAR PERPETUIDADE A QUALQUER MODO PARTICULAR DE PENSAMENTO, OU CONDIÇÃO DE EXISTÊNCIA, SÃO PERNICIOSAS. (Inquérito Acerca da Justiça Política [no Prólogo], GODWIN William, 1793) O excerto acima é parte de um dos textos considerados fundadores da tradição anarquista moderna. Discutia a conveniência da existência de um governo sobre uma sociedade pressupondo que a única finalidade aceitável como justificativa de existência de um governo seria "a maior soma de felicidade possível para a maior quantidade possível de pessoas" (GODWIN, 1793). Enuncia como conclusão princípio que o autor considera universal: instituições que buscam perpetuar um modo de pensar são perniciosas, as gerações dos filhos não devem se ver obrigadas a cumprir as leis estipuladas por seus pais. Por qual motivo? Nada na vida estaciona, por que deveria estacionar o modo de pensar? Já no fim do séc. XVIII o princípio é conhecido e no início do XXI permanece ignorado. E permanecendo ignorado vemos o sucesso de instituições projetadas para congelar o modo de pensar de seus adeptos em torno da suposta necessidade de instituições desse tipo (o bom e velho argumento cíclico e vazio - "a sociedade precisa de nós porque sem nós ela não consegue existir e ela não consegue existir sem nós poque ela precisa de nós"). A República já nos ensinava que o sucesso da polis depende da "boa educação" das próximas gerações - e o que se chama "boa educação" nada mais é que a educação para um papel político, econômico e social determinado à revelia do arbítrio do indivíduo que será educado. Permitam que se sigam três gerações sob uma tal condição e os governantes serão para sempre governantes, junto com os seus. A corrupção governamental é inescapável posto que o poder corrompe. O poder estabelecido há umas poucas gerações tem plenas condições de se se fazer perceber como realidade eterna. E o único modo de escapar disso como sociedade é como indivíduo nãoreconhecer nenhum tipo de instituição que tenha por objetivo congelar a marcha da reforma do pensamento humano.

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    Por José Antônio da Conceição, em 07/12/2011 às 14:16

    Tiago, "não deixar congelar a marcha da reforma do pensamento humano" seria (ou é) o único caminho. Há montanhas a remover e muitos muros ideológicos e cercas mentais a derrubar. Li hoje um comentário do Gustavo Adolpho no blog dele, comemorando que o time dos que optaram pelo caminho das ideias está aumentando. http://www.observadorpolitico.org.br/2011/12/as-liberdades-individuais-e-o-estado/ Vale a pena lutar para que outros, por meio de visão crítica e questionamentos corretos, entendam a situação reinante e consigam se mover na direção da solução.

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    Por Jose Reis Barata Barata, em 07/12/2011 às 08:06

    Partido político, uma discussão necessária. (continuação) A cultura política brasileira não foge à regra. Contempla partidos políticos como meros grupos circunstancias de interesses no mais das vezes escusos; de poder pelo poder com os bônus que disso resulta para um determinado grupo e aderentes cooPTados. As raízes embrionárias que existiram foram arrancadas pelo Regime Militar. O que sobrou desse lamentável assassinato cultural foram alegóricos saudosismos históricos sem conteúdo. Sendo este um significativo e impensado aspecto negativo legado do Regime de exceção. O eleitor brasileiro não vota em partido; vota em nomes, em mitos de algum modo fabricados pela demagogia sobre os escombros de graves questões sociais; vota como militante ou por interesse outro direto ou reflexo. Raramente pensa como povo enquanto elemento principal de uma Nação. O único e mais recente embrião partidário (eleito por muitos de nós pela bandeira), o PT, guindado ao poder fracassou e agoniza nas mãos de um grupo traidor, corruPTo, despreparado e oportunista.

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