Política

Por Jose Reis Barata Barata, em 08/02/2012 às 08:16  / opine.

E o feitiço virou contra feiticeiro

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• E o feitiço virou contra feiticeiro
Acredito que sempre haverá um espaço para que se discuta sem paixão. Aqui, que não se cogite do anarquismo com sua conotação generalizada e extremista sequer, também, pelo outro limite,a subserviência oportunista, covarde e vil.
Bem situa a greve dos policiais quem a coloca tendo como pano de fundo que a solução só poderá advir em conjunto, ou seja, considerando o serviço público como um todo que é e que os tão endeusados governos civis (todos, a partir do Marajá caçador de marajás) se obstinaram em inverter, não ver, dividindo para enfraquecer e que resultou no inverso: aparelhamento, politização, insatisfação e desordem que já se faz presente e real de modo irreversível com o agravante da alarmante INSEGURANÇA JURÍDICA proporcionada pelo Estado.
PEC 300 ou mil ou dos professores que espertos governadores insistem em não cumprir somente acirrarão os ânimos e terminarão pondo em confronto os hoje em greve, militares, contra os concidadãos e congêneres civis grevistas de amanhã
Seria muito interessante que os militares em greve refletissem sobre isto;
“PICOLÉ NO, DOS OUTROS É REFRESCO!”
Ainda aqui e alhures já fiz editar uma opinião bem aplicável às lideranças civis:
“Militar, comando, greve e o Estado de Direito.
Qual militar – preparado que é para a violência – não pensa nos exatos limites do Estado de Direito que lhe dá legitimidade?
Militar que age isolado, fora da instituição não é militar, é marginal.
Poder é violência e “nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas enquanto o grupo se conserva unido – H Arendt”
O militar no garantir o povo, garante o Estado que é o próprio Direito. Entretanto é preciso fazer imperiosa distinção entre a legalidade que advém do Direito e a que, além disto, também é legítima. O Direito pensado sempre como legítimo torna-se instrumento de opressão, dominação e não tecedura democrática e republicana; de soberania popular. Representação não é sinônimo de legitimidade.
Certo que cada um não pode tomar em suas mãos a legitimidade, fazê-la objeto, coisa particular. Especialmente em ambiente militar cujos pilares repudiam terminantemente o individualismo. Individualmente, portanto, não, mas: até que ponto o Direito não pode ser alvo de sublevação institucional – como se percebe ser o caso – que os altos comandos, covardemente, por não tomarem para si a discussão distanciam–se da tropa que têm o dever moral e legal de liderar?”
Penso que os comandos militares (por sua própria culpa, oportunismo (PONGADOS EM FINANCEIRAMENTE COMPENSADORES CARGOS POLÍTICOS, etc.); leniência, talvez) vão ter que aprender a conviver, na prática, com um poder paralelo: PARTIDO MILITAR BRASILEIRO. Algo que tenha influência direta no poder político de modo legal e não com o disfarçado e marginal nome de sindicato, associação, etc.
Caso contrário, é a ruPTura da ordem; a duplicidade de comando ou…o país sem direção, na contramão, na direção de uma revolução.

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