Política

Por Otávio Augusto, em 10/11/2011 às 14:37  / opine.

Bibi Contra o Muro

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Tensão no Oriente Médio.

IAEA fez o relatório, dia 17 será analisado, mas todos sabemos o que vai ser considerado: O Irã ainda tem condições de continuar, e pode estar tentando fazer a bomba.
A resposta de Israel? O natural ataque preventivo (vide Moshe Dayan), Bibi Netanyahu não descarta a possibilidade de intervenção militar no Irã, mesmo com o parecer contrário dos especialistas militares e do serviço de inteligência. Os EUA são um aliado poderoso, mas estão perdendo força, se Israel atacar, os EUA vão junto, mas não vão com um “sorriso no rosto”, vão amargurados.

A Autoridade Palestina vem ganhando apoio, ou ao menos tirando apoio de Israel, Brasil já decretou apoio, França pretende apoiar, e o Reino Unido já disse: Abstenho. Alguns consideram esse abster pouco, mas não é, é um passo enorme, mostra que até mesmo os aliados mais fiéis estão recuando, mostra que a postura de Netanyahu é não apenas contra a Palestina, mas até mesmo contra o próprio Estado de Israel. E a própria população sabe disso, apesar do resgate de Shalit ter abrandado um pouco a rejeição de Bibi, o povo dá cada vez mais sinais de insatisfação contra as medidas que contribuem para a impossibilidade da paz, em outras palavras, os assentamentos e a brutalidade.

Se Israel atacar o Irã abertamente, não apenas perderá tempo e recursos, como fomentará o ódio ao Estado Judeu, que acabará tão politicamente isolado que nem ao menos os EUA poderão fazer algo.

A balança do poder será afetada se houver uma bomba iraniana, mas Israel trouxe isso a sí mesmo, quando as adquiriu e se tornou o que em inglês chamam de “warmonger”, um instigador da guerra, criamos um ciclo de violência e pagaremos por isso, algo como chamam na Índia de Karma.

“E onde criaram um deserto, eles chamaram de paz.” Tacitus

Shalom!

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