Servidor público, greve e editorial de O Globo.
Faço alusão a : “Greves colocam Dilma em encruzilhada (Editorial)”
Perdão, nunca vi tanta perfídia ou ignorância; tanto mito, hipocrisia, cinismo e inverdades em tão poucas linhas. Torna-se necessário escolher palavras para não ser censurado.
Lê-se logo de início: “…primeiro ano de governo, Dilma teve de enfrentar a questão ética e política de conviver ou não com “malfeitos”” Ora! Primeiro ano? Nem trégua foi celebrada ainda! Se o pano já fechou, não sabia. Pelo que se sabe o Congresso está somente gozando de prazeroso recesso. Afinal, ninguém é de ferro, tudo cansa, mesmo o ócio.
Em seguida avisa o editorial que ela, a presidANTA: “…tem de enfrentar corporações sindicais atuantes no funcionalismo, bastante fortalecidas nos últimos nove anos de compartilhamento de poder em Brasília.”
Contradição em seus próprios termos, pois, logo em seguida, reconhece: “Acostumadas às benesses obtidas na gestão Lula, principalmente no fim do último governo, categorias de servidores querem continuar a avançar sobre o Orçamento”
Pergunto: Dilma e Lula têm origem onde? Em entidades filantrópicas, messiânicas, jardim da praça, ou nas masmorras a que foram levados por atos terroristas, e , logo em seguida, infiltrados no sindicalismo nascente, fizeram dele trampolim para o Poder? Quem pariu Mateus que o embale. Segura que o filho é dela. Quem alimentou a cobra que se nutra do veneno. Quem foi que proporcionou o absurdo APARELHAMENTO DO ESTADO BRASILEIRO nunca visto na história deste país? Quem foi que sevou sindicatos cooptados, terceirizações, corruPTos, ONGs, aloprados e uma crescente legião de desocupados levados ao vício e ao ócio sustentados pelo suor e sangue de quem trabalha sob o dístico de um demagógico assistencialismo governamental covarde e torpe que avilta a consciência de um povo miserável? Não há que ser economista para saber que dinheiro não dá em pé de árvore.
A interesseira miopia do que segue é implacável: “para reduzir custos das empresas afetadas pela desaceleração. Só as duas medidas provisórias de incentivo aprovadas na Câmara esta semana implicam renúncia fiscal de R$ 20 bilhões”
É preciso uma ingenuidade que supera o ridículo e vai além para não perceber que essa decisão em nada acrescenta ao salário represado por decreto seja do setor privado ou do público que se põe como questão.
Só posso creditar essa despudorada defesa ao fato de que a presidANTA – via corruPTa cooPTação dos demais poderes – detém a chave do cofre ou a caneta que sanciona ECs, MPs e decretos.
Agora o pior, a irresponsabilidade crucial e fatal do artigo de O Globo: “Pode haver uma ou outra disparidade dentro do setor público, mas os servidores ganham, na grande maioria das funções, mais que o assalariado das empresas privadas em atividades idênticas”
Grande e irresponsável inverdade. Se se supõe aplicável ao nível federal, finge desconhecer a situação de miséria e indignidade em que sobrevive a grande massa estadual e municipal do serviço público diretamente ligada ao povo: saúde, segurança e educação.
No âmbito federal, será, um servidor concursado, ganhar mais que um semelhante do setor privado ao receber máximo algo em torno de 2.500 dólares (que sequer alcança dois mínimos dos países capitalistas civilizados globalizados) aos 35 anos de serviço um profissional de nível superior pós-graduado? É mais do que paga o setor privado em semelhante situação? É assim no O Globo? Ainda que seja. O setor privado remunera mal – se considerado o mundo capitalista civilizado globalizado – porque o governo freia por decreto o SALÁRIO MÍNIMO; ESTORQUE O TRABALHADOR; REMETE PARA O EXTERIOR O QUE LHE É DEVIDO; APRESSA A MORTE OU TORNA VIL A VIDA DOS APOSENTADOS também por decreto e conivência de congressistas traidores e vendilhões.
Não sem frear o rol de impropriedades que no popular é denominado mentira, avocam dissidências sociais: “E ainda têm a vantagem da estabilidade”. Bem, estabilidade é um instituo que tem significado impreciso e dúbio, quase sempre confundido com vitaliciedade. Em estrito senso não há estabilidade no serviço público no sentido de que não possa ser demitido. Qualquer servidor pode sim e é demitido nos moldes da inciativa privada com a insuperável distinção que no serviço público o “patrão” é a lei, ou seja, o povo. Daí, servidor público, servidor do povo. Mesmo na inciativa privada o patrão não sentencia “justa causa”; tão-somente, alega. Filosoficamente pensando: estabilidade deve ser criticada ou exigida para todos? Será honesto, virtuoso não querer que o outro tenha o que tem ? Inversamente: não seria mais honesto e virtuoso pretender que todos adquiram direitos semelhantes, iguais? Sim, poderia, nesses viciosos termos, alegar o servidor público: e o seguro desemprego? E o FGTS?
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4 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por augusto josé sá campello, em 19/07/2012 às 16:41
Boa tarde. Seria curioso se não fosse revoltante. A grande maioria dos servidores públicos, ativos ou aposentados ganham mal. Há, contudo, no serviço público federal distorções de remuneração impensáveis, criadas por "penduricalhos legais" criados para facilitar a vida dos detentores do poder. Assim, se uma carreira, dentro de um ministério pode alavancar os interesses do poder, paga-se melhores salários, criam-se gratificações. Se um outro segmento é "dominado" por funcionários que são filiados a partidos da coligação - melhor remuneração. E, por cima de tudo isto, os execráveis CARGOS COMISSIONADOS. Aqueles que são de livre nomeação. E, para piorar a coisa, há uma espécie de central sindical de servidores públicos federais que é "governista". Não faz greve sem o beneplácito do poder. O que estamos vendo, não se iludam é uma luta dentro do sindicalismo. Quem fomenta as atuais greves - algumas até justas, são facções mais extremadas que foram ou se sentem alijadas da partilha do poder. Este sindicalismo mais extremado aliás, está usando uma velha tática, exatamente a de iniciar a coisa toda a partir de uma greve justa. O editorial do O Globo, que li, me cheira a manobra. Não tenho saco para reproduzir aqui a análise do mesmo. Ajscampello
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Por Jose Reis Barata Barata, em 19/07/2012 às 17:59
@ajcampello ,nada contra O Globo, tudo contra a mentira do editorial.
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Por augusto josé sá campello, em 02/08/2012 às 16:17
@jose-reis-baratabarata Boa tarde. Amigo Jose Reis Barata Barata. Quem redigiu este Editorial fez péssimo jornalismo. Paciência. Mas, muita coisa que aparece na grande mídia tem o cheiro da incapacidade. Aquela incapacidade atribuída a um grande tribuno do passado : ...é um mar que se atravessa com água pela canela. E a questão tende a piorar. Veja bem Brasília pariu mais um programa. Tem um nome/sigla esquisito. Mas vai servir para ...o controle de nossas fronteiras. Lembra da estória dos VANTs> Pois é. Vai viabilizar o uso destas aeronaves não tripuladas e....dos recursos humanos e materiais necessários em terra. Aí, você pode pensar : militares, polícias. As greves destes dois últimos segmentos Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal....já estão no horizonte. Ninguém quer ir para a fronteira. Os demais, das forças armadas, não têm opção. Contam apenas com vagas promessas de reaparelhamento,etc. Ajscampello
Por roberto argento filho argento, em 19/07/2012 às 15:51
Por Jose Reis Barata Barata, em 19/07/2012 às 11:29 / opine. Servidor público, greve e editorial de O Globo TAMANHO DA FONTE: A-A+ Servidor público, greve e editorial de O Globo. Faço alusão a : “Greves colocam Dilma em encruzilhada (Editorial)” Perdão, nunca vi tanta perfídia ou ignorância; tanto mito, hipocrisia, cinismo e inverdades em tão poucas linhas. Torna-se necessário escolher palavras para não ser censurado. Lê-se logo de início: “…primeiro ano de governo, Dilma teve de enfrentar a questão ética e política de conviver ou não com “malfeitos”” Ora! Primeiro ano? Nem trégua foi celebrada ainda! Se o pano já fechou, não sabia. Pelo que se sabe o Congresso está somente gozando de prazeroso recesso. Afinal, ninguém é de ferro, tudo cansa, mesmo o ócio. Em seguida avisa o editorial que ela, a presidANTA: “…tem de enfrentar corporações sindicais atuantes no funcionalismo, bastante fortalecidas nos últimos nove anos de compartilhamento de poder em Brasília.” Contradição em seus próprios termos, pois, logo em seguida, reconhece: “Acostumadas às benesses obtidas na gestão Lula, principalmente no fim do último governo, categorias de servidores querem continuar a avançar sobre o Orçamento” Pergunto: Dilma e Lula têm origem onde? Em entidades filantrópicas, messiânicas, jardim da praça, ou nas masmorras a que foram levados por atos terroristas, e , logo em seguida, infiltrados no sindicalismo nascente, fizeram dele trampolim para o Poder? Quem pariu Mateus que o embale. Segura que o filho é dela. Quem alimentou a cobra que se nutra do veneno. Quem foi que proporcionou o absurdo APARELHAMENTO DO ESTADO BRASILEIRO nunca visto na história deste país? Quem foi que sevou sindicatos cooptados, terceirizações, corruPTos, ONGs, aloprados e uma crescente legião de desocupados levados ao vício e ao ócio sustentados pelo suor e sangue de quem trabalha sob o dístico de um demagógico assistencialismo governamental covarde e torpe que avilta a consciência de um povo miserável? Não há que ser economista para saber que dinheiro não dá em pé de árvore. A interesseira miopia do que segue é implacável: “para reduzir custos das empresas afetadas pela desaceleração. Só as duas medidas provisórias de incentivo aprovadas na Câmara esta semana implicam renúncia fiscal de R$ 20 bilhões” É preciso uma ingenuidade que supera o ridículo e vai além para não perceber que essa decisão em nada acrescenta ao salário represado por decreto seja do setor privado ou do público que se põe como questão. Só posso creditar essa despudorada defesa ao fato de que a presidANTA – via corruPTa cooPTação dos demais poderes – detém a chave do cofre ou a caneta que sanciona ECs, MPs e decretos. Agora o pior, a irresponsabilidade crucial e fatal do artigo de O Globo: “Pode haver uma ou outra disparidade dentro do setor público, mas os servidores ganham, na grande maioria das funções, mais que o assalariado das empresas privadas em atividades idênticas” Grande e irresponsável inverdade. Se se supõe aplicável ao nível federal, finge desconhecer a situação de miséria e indignidade em que sobrevive a grande massa estadual e municipal do serviço público diretamente ligada ao povo: saúde, segurança e educação. No âmbito federal, será, um servidor concursado, ganhar mais que um semelhante do setor privado ao receber máximo algo em torno de 2.500 dólares (que sequer alcança dois mínimos dos países capitalistas civilizados globalizados) aos 35 anos de serviço um profissional de nível superior pós-graduado? É mais do que paga o setor privado em semelhante situação? É assim no O Globo? Ainda que seja. O setor privado remunera mal – se considerado o mundo capitalista civilizado globalizado – porque o governo freia por decreto o SALÁRIO MÍNIMO; ESTORQUE O TRABALHADOR; REMETE PARA O EXTERIOR O QUE LHE É DEVIDO; APRESSA A MORTE OU TORNA VIL A VIDA DOS APOSENTADOS também por decreto e conivência de congressistas traidores e vendilhões. Não sem frear o rol de impropriedades que no popular é denominado mentira, avocam dissidências sociais: “E ainda têm a vantagem da estabilidade”. Bem, estabilidade é um instituo que tem significado impreciso e dúbio, quase sempre confundido com vitaliciedade. Em estrito senso não há estabilidade no serviço público no sentido de que não possa ser demitido. Qualquer servidor pode sim e é demitido nos moldes da inciativa privada com a insuperável distinção que no serviço público o “patrão” é a lei, ou seja, o povo. Daí, servidor público, servidor do povo. Mesmo na inciativa privada o patrão não sentencia “justa causa”; tão-somente, alega. Filosoficamente pensando: estabilidade deve ser criticada ou exigida para todos? Será honesto, virtuoso não querer que o outro tenha o que tem ? Inversamente: não seria mais honesto e virtuoso pretender que todos adquiram direitos semelhantes, iguais? Sim, poderia, nesses viciosos termos, alegar o servidor público: e o seguro desemprego? E o FGTS?
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