Educação

Por Vinícius Andrade, em 18/06/2012 às 21:30  / opine.

Greve nas universidades federais: está tudo tão tranquilo…

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“A reunião que estava programada para esta terça-feira (19) entre o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e representantes dos professores e servidores para discutir a greve nas universidades federais foi adiada. Uma nova data ainda não foi marcada, mas segundo a assessoria da secretaria do ministério, o encontro deverá ser realizado ‘na semana que vem’”. A greve iniciada em 17 de maio atinge 55 instituições federais de ensino superior.” (Portal G1)

Uma greve que já dura um mês e atinge mais de um milhão de pessoas.
Alunos que lutaram para entrar nas “renomadas” universidades federais e agora estão apreensivos em relação ao seu futuro. A mídia, tão combativa na greve dos metroviários, se cala. Não existe cobrança.
Nem quero aqui eleger culpados, se governo ou professores. Mas é de uma morosidade irritante a forma que estão lidando com essa situação. As reuniões são sempre adiadas e quando, raramente, acontecem, nada se decide.
Se a greve fosse feita pelos alunos, com certeza haveria mais protestos, mais quebra-pau, mais cobrança e mais culpados – como aconteceu no episódio da última sexta-feira, na Unifesp de Guarulhos. A prisão de um pequeno grupo de estudantes ganhou espaço nos jornais. Por quê? Houve tumulto, agressão de policiais e boa parte da universidade quebrada pelos alunos manifestantes. Ingredientes indispensáveis para uma boa e verdadeira greve.
Talvez seja por isso que a greve dos professores ainda não teve a repercussão que deveria ter. Afinal, está tudo tão tranquilo, né?!

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