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, Pay Day Loans, [url=\"http://www.speedypaydayca | , em 28/08/2012 às 23:16, 49 opiniões.
TquLJa msaeikdsiqjw, [url=http://lnnhymzutznk.com/]lnnhymz | , em 28/08/2012 às 23:16, 49 opiniões.




Tem algo a dizer?
49 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por erikssom patos , em 15/08/2012 às 16:29
["Nem sempre. Pode haver inflação cambial, inflação por demanda, inflação especulativa (que pode ser uma ou outra das anteriores, etc). A inflação não aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Ela aumenta a quantidade de papel. Papel que se desvaloriza. Logo, você aumenta o papel do dinheiro, mas não o seu poder de compra."] ................................................................................................................................................................................................. As vezes a gente faz um comentário tão rápido e não presta atenção em certos aspectos do assunto que está comentando, essa resposta do Victor sobre a proposição 1 lançada pelo Wemerson escapou algumas nuances que merecem serem comentadas. Se formos prestar atenção nesta resposta: "... A inflação não aumenta a quantidade de dinheiro na economia. (...)", e logo em seguida ele dá resposta do porque a quantidade de dinheiro não é aumentada devido a inflação, nota se que o Victor não respondeu o item da proposição 1, porque a sua afirmação diz que a inflação é causa e não efeito como diz o texto proposto pelo tópico. É evidente que a inflação não causa o aumento de dinheiro, pois é o aumento da quantidade dinheiro que causa a inflação, é o contrario do que o nosso amigo afirma, inflação é efeito. Também é evidente de que não há apenas uma forma de dinheiro no mercado, mas o principal deles, o mais primário, o mais liquido de todos, para onde todos correrão em ultima instancia, é o que mais provoca fricção na economia, que é o papel moeda, M1, os demais estão encima desse, especulando constantemente numa esperança a qualquer hora se tornar liquido como esse. Quando o governo está caminhando num processo de politica monetária de franca expansão da base monetária segundo necessidades ou por questões de concepção econômica adotada, como a que foi realizada em 1995 por exemplo, (não se compara a expansão monetária deste período com as praticadas antes do plano real, que eram uma verdadeira loucura em que a base variava a mais de 3 mil vezes por ano!) a inflação no período só não foi maior, devido ao financiamento externo com uma balança comercial negativa, portanto os produtos importados ajudaram em parte a conter a inflação. Neste ano de 1995 a base monetária iniciou em janeiro expandindo 711% (com base na media dos dias uteis dentro do mês, e baseada na variação em acumulado nos últimos 12 meses), e veja só, essa expansão vinha descendo ladeira abaixo desde a implantação do plano real em julho de 1994, em junho deste ano a expansão da base com os mesmos princípios do entre parenteses, tinha sido de 4.922%, loucura não?! Pois é, encerrou o ano de 1995 em dezembro com uma expansão anual da base monetária de apenas 27,4%, e a inflação que tinha atravessado em 1994 no acumulado dos últimos 12 meses acima de 2000%, na sua maioria dos meses, veio descendo ladeira abaixo e fechou o ano de 1995 em apenas 22,41 (IPCA)! Inflação é efeito e não causa.
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Por Victor Castro, em 28/08/2012 às 23:11
@patos Depende, Erikssom. Como eu disse abaixo, em um cenário de hiperinflação, o Governo usa a impressão de papel-moeda para cobrir a inflação pretérita, ao invés de apertar os cintos e repor o passado de irresponsabilidade fiscal que gerou a inflação original. A inflação pode ser causa (I1) e efeito (I2).
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Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 22:32
Estou simplesmente abismado de verificar como os economistas atuais, principalmente no Brasil, mais especificamente ainda os professores acadêmicos estão alheios a visão clássica de economia. Como os clássicos estão fazendo falta.
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 21:18
Victor, em sua resposta aos enunciados descritos pelo Wemerson você responde para o item 1, dizendo que a inflação tem outras causas além da expansão monetária, e evoca a questão do cambio, além da demanda e a especulação. Acontece que a inflação de demanda é provocada pela oferta artificial de credito (para isso criam dinheiro escritural via as reservas fracionarias que os bancos praticam de acordo com os depósitos compulsórios), essa criação de dinheiro sem lastro significa expansão da base monetária, justamente no M1. O problema, eu não sei se é os economistas que não querem explicar, ou se eles não manjam mesmo esses fenômenos que ocorrem no campo da coisa em si. Por que a demanda provoca a inflação e porque a demanda vem da expansão da oferta artificial do governo ou dos bancos o que dá no mesmo? A explicação é simples, quando a oferta de credito é provocada pela criação de dinheiro do nada, essa quantidade adicional de moeda não corresponde a uma quantidade de produtos equivalentes no mercado, então o que vai acontecer com as pessoas tomando dinheiro emprestado e saindo por aí querendo consumir?! Evidentemente a quantidade de produtos está bem menos do que a procura, e claro não dá outra, os preços aumentam, então os economistas keynesianos dizem tá vendo isso é inflação de demanda. Não é. Agora presta atenção, se essa mesma oferta de créditos vem de uma poupança voluntaria do publico em geral, o fenômeno muda de figura, e ai você passa a compreender porque não existe inflação de demanda como querem, porque a poupança voluntaria significa que quem poupa está deixando de consumir algum serviço ou produto que já foi gerado na economia, então quem for tomar emprestado vai na verdade fazer a vez de quem deixou de consumir para poupar, viu como é simples, isso não provoca inflação, mas faz a economia continuar a crescer de forma sustentável. Então a oferta artificial através das reservas fracionarias e colocadas no mercado para empréstimos, sejam para consumo ou para produção acabam gerando distorções no mercado e geralmente é a inflação devido ter estimulado o consumo também de forma artificial.
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Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 21:48
Observação para posteriormente voltar a questão do cambio sob uma ótica diferente da que expôs abaixo. Está ocorrendo já algum tempo algo referente ao banco central quanto a intervenção no cambio, porque esta instituição vem adquirindo muitas reservas, e isso tem que ser analisado em separado.
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Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 21:30
O que acontece com o cambio? Se cambio provocasse inflação a China estaria com uma hiper inflação, porque o que entra de dólares na economia deles não está no gibi, no entanto essa entrada de dólares e que são em parte trocados pela moeda interna deste país, não provoca inflação, tudo isso é muitos simples, o dinheiro gerado pela entrada do dólar corresponde a uma produção real de produtos ou serviços e não a uma criação artificial. O inverso também é verdadeiro. Isso tanto acontece lá como aqui no Brasil, aqui em proporções menores é claro. O que provoca inflação é a falta de reserva como lastro do real ou de qualquer outra moeda.
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Por Victor Castro, em 28/08/2012 às 23:16
@patos Correção: "adquirir insumos EXTERNOS se torna mais barato" - isso inclusive diminui a pressão inflacionária (oooooooooooh, que obviedade eu disse, né? rsrsrsrs)
Por Victor Castro, em 28/08/2012 às 23:08
@patos Erikssom, desculpe a demora, simplesmente esqueci este tópico. Veja primeiro esse link, você vai entender o que estou falando: http://www.observadorpolitico.org.br/2012/01/a-china-e-a-crise-na-zona-do-euro/ Bom, vamos lá: o que eu quis dizer é que com um alto índice de poupança interna você consegue valorizar o câmbio, o que é uma boa pro trabalhador, sempre (por mais que o Eike Batista e o Blairo Maggi digam que não). Hoje o que salva a Europa é o câmbio valorizado, pois só isso permite ao Governo fechar as contas no fim de cada ano fiscal - porque adquirir insumos internos de torna mais barato, além de forçar um maior índice de transferência de capital via turismo (serviços mais caros = mais dinheiro deixado pelos turistas). Só que, quando um país tem um câmbio subvalorizado, como a China, esse superávit na transação cambial (que tem lastro na rolagem da dívida pública ou nas existência de reservas internacionais) se dá às custas da não valorização do câmbio, o que prejudica o trabalhador. Então, não dá pra exagerar em nenhuma das doses: nem querer ter uma supervalorização do valor de face do título da dívida pública, com subvalorização do câmbio (pois isso prejudica o trabalhador), nem supervalorização do câmbio sem lastro real (o que aconteceu com o Brasil em 99 e com a Argentina em 2001), pois isso come as reservas no curto prazo, gerando um risco de bolha inflacionária e o risco de curralito. Isso tudo eu estou falando num cenário de inflação estável. Na hiperinflação você tem cadeias sucessórias de indexação, que podem ser rompidas de forma brusca (como o Brasil fez em 93) ou de forma gradual (como fizeram os países do Leste Europeu no fim dos anos 90, com a ajuda financeira do FMI, sob orientação de Clinton, um grande humanista e um verdadeiro estadista) - mas não sem uma brusca perda de poder de compra do trabalhador, que é quem sempre paga o pato pela irresponsabilidade fiscal pretérita. A inflação pode decorrer de muitos fatores, mas a hiperinflação, aquela que vivemos no Brasil, decorreu de uma tradição decenal de irresponsabilidade fiscal generalizada nos 03 níveis federativos, de uma anarquia cambial que teve consequências em cascata. Sugiro assistir ao documentário "Laboratório Brasil", que pode ser baixado gratuitamente no site da TV Camara. Abraço.
Por erikssom patos , em 15/08/2012 às 00:25
Victor, tenho que ser honesto contigo e com os demais, eu não tenho uma compreensão sobre como funciona completamente o cambio, o que eu sei é parcial e não me dá subsídios para argumentar contigo concordando ou discordando sobre essas afirmações, por isso eu fiz aquela observação posteriormente ter avançado alguma coisa sobre o cambio e a inflação. Eu gosto muito de estudar casos e traduzir isso para uma linguagem compreensível em que a maior parte das pessoas possam compreender. Por gentiliza, se você puder demonstrar com casos para ilustrar como funciona alguns casos de cambio e a inflação demonstre por favor.
Por Victor Castro, em 14/08/2012 às 22:33
@patos É o contrário, Erikssom. Reservas internacionais = lastro real da moeda = superávit na transação cambial = valorização no médio prazo. É como uma poupança forçada, tirada do poder de compra do trabalhador.
Por Victor Castro, em 14/08/2012 às 20:31
"1. Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e de crédito criado em decorrência desta criação adicional de dinheiro. A principal e mais visível consequência da inflação é a elevação dos preços. Portanto, uma inflação de preços — atenção para o termo correto — é causada unicamente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia." - Nem sempre. Pode haver inflação cambial, inflação por demanda, inflação especulativa (que pode ser uma ou outra das anteriores, etc). A inflação não aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Ela aumenta a quantidade de papel. Papel que se desvaloriza. Logo, você aumenta o papel do dinheiro, mas não o seu poder de compra. "2. A quantidade de dinheiro na economia é uma variável decorrente das políticas monetárias do governo — mais especificamente, de seu Banco Central." - Sim. Mas essa variável pode ser decorrente de omissão ou ação do Banco Central: omissão, por exemplo, em ao identificar uma desvalorização especulativa do câmbio, ou uma inflação por demanda, não restringir o acesso ao crédito, valorizando assim o valor de face da taxa de câmbio. "3. Um dos principais motivos para a criação de mais dinheiro é a existência de um orçamento deficitário por parte do governo." - Geralmente é isso mesmo. Um Governo com alto índice de poupança consegue suprir déficits de infraestrutura com novos investimentos, céleres e eficientes. "4. As causas da inflação de preços não são, como se diz frequentemente, “múltiplas e complexas”; elas são simplesmente a consequência inevitável de uma criação excessiva de dinheiro. Não existe algo como “inflação gerada pelo aumento dos custos”." - Vide tópico 2. "5. Controles e congelamentos de preços não podem interromper ou arrefecer a inflação de preços. Eles podem, no máximo, atrasar a sua manifestação. Pior ainda: eles irão sempre desorganizar a economia." - Fora que eles irão jogar o mercado cambial para a clandestinidade, o que se reflete também sobre a produção e o comércio. É um desastre que une insegurança jurídica, desrespeito à livre iniciativa, e confisco indireto de poupança (com a limitação nominal do lucro, à revelia do aumento clandestino de preços de matérias-prima). "6. Uma prolongada inflação nunca “estimula” a economia. Ao contrário, ela desequilibra e desorganiza a estrutura produtiva da economia, direcionando a produção e o emprego para investimentos que mais tarde revelar-se-ão insustentáveis, gerando prejuízos, desperdício de recursos escassos e maior desemprego." - E ela faz a dívida pública aumentar em caráter exponencial. "7. Para se evitar estragos irremediáveis, a noção de que expansões monetárias podem estimular permanentemente a economia deve ser irreversivelmente rejeitada. Por fim, o orçamento do governo deve ser equilibrado o mais rapidamente possível, e não de maneira gradualista e indolor." - O orçamento deve se adaptar à realidade de poder de compra do Governo. É lição básica de economia: só se faz endividamento se houver lastro no médio e longo prazo para pagamento (e não rolagem).
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 21:52
@victorcfs, o governo endivida porque pode fazer dinheiro, isso não é novidade para ninguém. Uma inflação só interessa ao governo e a mais ninguém.
Responder
Por erikssom patos , em 15/08/2012 às 00:15
"A Inflação interessa ao Governo Só e Quando ele Quer ou Necessite ser Financiado (quando gasta muito ou mal) - Jhon Maynard Keynes (minha Opinião) foi um 171" ................................................................................................................................................................ roberto argento, concordo plenamente contigo, foi o que eu disse para o Victor na mensagem abaixo. Os estudos de caso são claros, basta verificar os históricos de inflação e os históricos das bases monetárias, fica claro os reflexos ocorrendo na economia de preços sejam imediatamente ou com atrasos de até um ano.
Por erikssom patos , em 15/08/2012 às 00:11
"@patos Concordo, mas não é a única origem da inflação." ............................................................................................................................................................... Vitor é possível demonstrar que não é só a expansão da base monetária a responsável pela inflação? E gostaria de ver essa argumentação com base em fatos, porque esta demonstrado que a expansão é acompanhada de inflação. Porque do contrario existe provas, por exemplo, as variações dos valores do M1 são acompanhadas dos índices de inflação, inclusive fica demonstrado claramente os aceleramentos e desaceleramentos dos anos de 2009 e 2011 e os respectivos índices do PIBs e dos índices de inflação, é impressionante ver como funciona. Gostaria de ver no caso do cambio, porque eu não tenho esses estudos. Se você tiver e quiser passar para a gente ver...
Por roberto argento filho argento, em 14/08/2012 às 23:58
@patos A Inflação interessa ao Governo Só e Quando ele Quer ou Necessite ser Financiado (quando gasta muito ou mal) - Jhon Maynard Keynes (minha Opinião) foi um 171
Por Victor Castro, em 14/08/2012 às 22:30
@patos Concordo, mas não é a única origem da inflação.
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 14/08/2012 às 19:31
Muitos economistas supõem que, toda vez que as autoridades recorrerem à expansão do crédito, períodos de boom e de depressão se sucederão, numa alternância quase regular. Presumem eles que os efeitos futuros da expansão do crédito serão idênticos aos que foram observados desde o fim do século XVIII na Inglaterra e desde meados do século XIX na Europa ocidental e central e na América do Norte. Mas devemos questionar se as circunstâncias ainda seriam as mesmas?! Veja bem, creio que o problema do Brasil, a cerca da principal causa inflacionaria, esta nessa expansão de crédito sem a devida cogitação. É oportuno frisar que o boom na economia Brasileira começa a evidenciar problemas antigos. E para os observadores onde, de forma sucinta, esta a principal causa da inflação brasileira e com tentar solucionar, isto é, minimizar os efeitos negativos causados pela mesma? Sds.
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 14:07
Muitos países, como os estados unidos, e alguns da Europa por exemplo, pode de um certa forma, se dar o luxo de praticar politicas econômicas insensatas por um tempo mais prologado, o que evidentemente não pode ocorrer com todos os países do mundo, incluso o Brasil. Mas, mesmo esses países mais ricos, por mais que eles possam prolongar por mais tempo com esbanjamentos e com politicas expansionistas e de endividamento, não podem fazer isso indefinidamente, em economia não se pode fazer milagres, a conta sempre chega mais cedo ou mais tarde. E as politicas inflacionistas sempre acarretam prejuízos para os mais pobres, geralmente transferem renda e as concentra, além de provocar grandes distorções nos processos em si. Nós brasileiros vivenciamos esse fenômeno inflacionista nas ultimas 4 décadas do seculo XX.
Responder
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 14/08/2012 às 12:14
Contrariamente à definição popular, inflação não é um aumento generalizado nos preços, mas sim aumentos na quantidade de dinheiro criado "do nada". Inflação é um ato de fraude, de peculato. Sob um padrão-ouro, inflação é um aumento na oferta de certificados de ouro não lastreados por ouro. Sob um padrão-papel, inflação é um aumento na oferta de cédulas de papel e dígitos eletrônicos nas contas-correntes. Em regra, um aumento generalizado e contínuo nos preços decorre de um aumento contínuo na quantidade de dinheiro. Os malefícios que a maioria das pessoas atribui a aumentos nos preços são, na realidade, gerados por aumentos na quantidade de dinheiro criado do nada. Por conseguinte, políticas de combate à inflação que não identifiquem corretamente o que é inflação irão apenas piorar as coisas. Quando a inflação é vista como um aumento generalizado nos preços, então qualquer coisa que contribua para um aumento nos preços é chamada de inflacionária. Não mais são o banco central e o sistema bancário de reservas fracionárias as fontes da inflação, mas sim várias outras causas. Nesta abordagem, não apenas o banco central nada tem a ver com a inflação, como na verdade ele passa a ser visto como o grande guerreiro que combate a inflação. Sobre esta questão, Mises escreveu, Para evitar levar a culpa pelas conseqüências nefastas da inflação, o governo e seus seguidores recorrem a um truque semântico. Eles tentam mudar o significado dos termos. Eles chamam de "inflação" aquilo que é justamente a consequência inevitável da inflação: o aumento dos preços. Eles se esforçam ao máximo para relegar ao esquecimento o fato de que esse aumento de preços é produzido justamente pelo aumento da quantidade de dinheiro e de substitutos monetários na economia. E eles nunca mencionam este aumento. Eles culpam as empresas e os empresários por esse aumento do custo de vida. Este é o clássico exemplo do ladrão que grita "pega ladrão!". O governo, que é quem produziu a inflação ao multiplicar a oferta monetária, incrimina os produtores e os mercadores, e se jacta de ser o grande paladino dos preços baixos.
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 13:49
Penso que o economista Von Mises foi um dos pensadores modernos que mais contribuiu para esclarecer de forma bastante profunda e cientifica muitas questões econômicas, inclusive sobre as causas da inflação e do que ela é de fato. Em um dos seus pensamentos postulado em uma de suas obras, ele diz claramente de que a moeda é uma commoditie, ou seja, ela é também uma mercadoria como qualquer uma outra, apenas tem a função de servir de meio de troca comum no processo econômico. Segundo ele quando a moeda é de curso forçado, e na condição de meio comum de troca, qualquer alteração na sua quantidade altera também o seu valor, o que varia no caso é o tempo de reflexo dessa variação entre a quantidade anterior e a posterior, que dependem de outros fatores imponderáveis, mas que mais cedo ou tarde os valores surgem na moeda posteriormente. Não é necessário ter muito conhecimento de economia para verificar a assertiva de Mises no seu postulado, porque uma das leis econômicas mais tradicionais e proposta por Say, a lei da procura (demanda) e da oferta, mostra claramente que se a oferta de moeda é elástica ou aumentada o seu valor também é logo alterado, e geralmente quem primeiro poe a mão sobre esse novo adicional é que leva a melhor, porque neste momento da transação o valor da moeda ainda não sofre as alterações de valor, isso soa como uma axioma como é na geometria.
Responder
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 14/08/2012 às 12:10
A economia apenas proclama as seguintes verdades. Com efeito vou compartilhar o que Ludwig von Mises explana; elencado em cinco tópicos : 1. Um governo, ao adotar uma política inflacionista ou deflacionista, não está promovendo o bem estar do público, o bem comum ou os interesses da nação em geral. Está meramente favorecendo um ou alguns grupos da população à custa de outros grupos. 2. É impossível saber previamente que grupos serão favorecidos por uma específica medida inflacionária ou deflacionária, e em que extensão. Esses efeitos dependem do conjunto de circunstâncias do mercado considerado; dependem também, em grande medida, da velocidade do movimento inflacionário ou deflacionário e podem sofrer uma total reversão no curso desses movimentos. 3. Em qualquer grau, uma expansão monetária resulta em investimentos errôneos e insustentáveis, além de gerar um consumo excessivo de bens. A nação, como um todo, fica mais pobre e não mais rica. 4. Uma inflação contínua acaba provocando uma alta incontrolável nos preços, além de levar à completa ruína do sistema monetário. 5. A política deflacionária é onerosa para o Tesouro e impopular junto às massas. Por outro lado, a política inflacionária é vantajosa para o Tesouro e bastante popular entre os ignorantes. Na prática, o perigo da deflação é apenas ligeiro, enquanto o perigo da inflação é enorme
Responder
Por José Antônio da Conceição, em 14/08/2012 às 11:59
O Observador político (sem querer evidentemente) parece que reinventa a roda. Temas passam, temas voltam. Depois de amanhã, completa-se UM ANO que fiz a seguinte pergunta aqui no OP: "O QUE É O DINHEIRO?" http://www.observadorpolitico.org.br/grupos/economia/forum/topic/o-que-e-o-dinheiro ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Reproduzo aqui: Faz tempo que procuro uma resposta concisa e verdadeira para esta pergunta. Lendo no http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/esfriamento-global/ encontrei a opinião do Nick que quase responde, mas ainda não explica a questão sob o ponto de vista que eu almejo. Eis o que o Nick escreveu: Se nós imaginarmos um Brasil sem absolutamente nenhuma porta aberta, um país auto-contido e sem comércio exterior, fica mais fácil entender como as coisas funcionam – imagine um “chefe” (banco central) que imprime uns papéis que por lei são líquidos, e servem para denominar o valor das coisas. Aí então imagine as pessoas dentro desse lugar de portas 100% fechadas trocando bens e serviços entre si, usando esse instrumento chamado dinheiro. Em uma economia perfeita, não há necessidade de haver nenhuma instituição que injete esse instrumento na praça cobrando um preço para tal (juros) por que afinal, a quantidade desse instrumento circulando é sempre a mesma. Quando você adiciona nesse cenário pessoas de fora do país que querem comprar os produtos com uma moeda diferente, aí entra a questão do câmbio e da moeda na qual os produtos vão ser precificados lá fora. Mesmo nesse cenário, ainda não há necessidade alguma de juros se a quantidade disponível desse instrumento lá fora também for sempre a mesma. Como você pode ver, não há necessidade da existência de bancos a não ser para ser um lugar físico onde se guarda o instrumento usado no mercado (papel e moedas). Todas as complexidades inventadas por aqueles que quiseram transformar o dinheiro em produto são a fundamental causa de todos os problemas que existem hoje. Dinheiro é criado a partir de um compromisso de dívida, e isso é que está errado. Dinheiro é dívida. Como citado acima por alguns, somente quando o dinheiro é lastreado por produção é que poder haver equilíbrio. E como eu citei várias vezes e alguns leitores concordam, o que existe no Brasil hoje – que começou a uns 5 anos atrás – é uma injeção de capital sem lastro algum, ou na melhor das hipóteses, com um lastro menor do que deveria ser. Isso sem sombra de dúvida alguma irá forçar, mais cedo ou mais tarde, que o Brasil pague o que deve com suas riquezas naturais, precificadas em moeda desvalorizada, por que afinal, para honrar o preço do instrumento precificador (juros) é sempre necessário injetar mais volume deste na economia. Juros é uma fraude, criada por aqueles que querem ter completo controle sobre o capital real que lastreia o instrumento usado na economia (dinheiro), instrumento esse criado por uma instituição que não está nem aí para os interesses coletivos da nação. Pergunta que postei para o Nick e para os outros debatedores: Sua explicação no tópico indicado acima, sem querer, quase responde parte de uma pergunta antiga e não respondida: o que é o dinheiro? Seria muito interessante que esta pergunta fosse respondida de uma maneira simples, com palavras que pudessem ser entendidas pela maioria das pessoas, pelo povão, pelos trabalhadores, pelas pessoas simples, por aqueles que são os verdadeiros geradores da riqueza. Não precisa ser uma explicação muito extensa, que inclua a história da moeda desde a sua invenção como instrumento de troca. A questão que desejo elucidar de maneira didática para o povo, é: 1) Já que toda emissão de moeda não inflacionária, reflete o crescimento do PIB e deve obrigatóriamente ter lastro, dentro de um sistema que previlegia e defende a “propridade”, então, de quem é a “propriedade” das cédulas e moedas recém impressas e cunhadas? 2) De que maneira o estado “injeta” o valor representado por estas cédulas e moedas no meio circulante? 3) Como se dá o processo que transforma este “valor” em “propriedade privada” de alguém ou de uma instituição? Agradeço a atenção de quem quiser e conseguir responder. José Antônio da Conceição
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 12:57
@joseantonio400, o nick demonstrou que é muito mais conhecedor de economia, mais do que qualquer um de nós aqui que somos apenas observadores e curiosos das coisas de economia, não passamos disso. Porém é importante fazer uma observação em certas colocações que ele fez sobre os juros. Da forma que ele colocou os juros, se passa como algo a ser evitado na economia a qualquer custo, por se passar por um mecanismo explorador dos que procuram o credito. Isso não é verdade, pois apesar de também os juros serem mesmo sob as condições descritas por ele, os juros não é só isso, portanto os juros não são as causas do que ele fala, mas consequências. Quem comando os juros em ultima instancia não é o mercado é o governo através de sua politica monetária para isso ele conta com o banco central e as agencias ligadas ao sistema financeiro. O juro é outra coisa totalmente diferente do que ele quis dizer. A sua questão 1 existe para ela diversas formas ou maneiras que os governos realizam esse processo. Aqui mesmo no Brasil já teve alguns modos diferentes. Antes do plano real por exemplo a grosso modo, o dinheiro era injetado na economia diretamente para os credores (prestadores de serviços e fornecedores) do governo via o sistema bancário. Como isso acontecia? O tesouro nacional autorizava o banco central do brasil mandar imprimir moeda na 'casa da moeda' para cobrir o deficit publico, eram bilhões, trilhões e trilhões que eram impressos anualmente para cobrir o enorme deficit publico. Tudo isso era supervisionado e monitorado pelo FMI, isso se dava por meio de acordos, inclusive no período do governo João Batista Figueiredo o deficit era negociado com antecedência, mas nunca as coisas davam como planejavam e sempre o valor subia mais e mais. O plano real quebrou esse processo, mudou a forma de injetar a expansão da moeda na economia. Ela veio através priorização da emissão dos títulos públicos da divida interna e externa. Como o real estava fortemente atrelado ao dólar e neste caso as reservas internacionais eram de aproximadamente umas 4 vezes maiores do que a base monetária, o governo passou a lastrear a economia via os títulos públicos do endividamento interno e externo. Portanto os títulos públicos passou a ser um dos fatores de multiplicação da base monetária. A sua questão 2 passou a ser praticado através da expansão do credito diretamente ao consumo (agencias bancarias comerciais) e ao setor produtivo via do BNDES que é uma instituição de fomento produtivo estatal (instituição de desenvolvimento). Os mecanismos são vários e complexos. Um dos muitos mecanismos utilizados são os compulsórios que servem para colocar ou retirar dinheiro de circulação através das reservas que os bancos são obrigados a depositar no banco central. É também através desse mecanismo que o governo controla as taxas de juros da Selic (isso aqui é outro assunto). Através de toda essa movimentação diária pode se saber qual é de fato o grau de liquidez da economia, qual é a quantidade exata de dinheiro em especie que está nas mãos do publico, dos bancos e no banco central, e qual é a quantidade que precisa ser coberta que não tem lastro. Por meio dessa vigilância constante o banco central vai tirando ou colocando títulos do/no mercado e fazendo variar como ele acha conveniente para cada momento a liquidez da economia.
Responder
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 13:10
Gosto dos questionamentos que você faz, porque de alguma forma você faz o papel daquela importante ideia de que as respostas dependem das perguntas que são feitas. É evidente que os escritos que qualquer um de nós aqui são parciais, e são assuntos que requerem textos e mais textos de conversa, cheios de detalhes e mais detalhes, mas não são impossíveis de irem sendo falados e simplificados em linguagens que qualquer pessoa que não está acostumada com o linguajar dos economistas podem compreender.
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 13:06
Perdão, para as empresas em alguns casos indiretamente, o correto é capitalizar o sistema financeiro.
Por erikssom patos , em 14/08/2012 às 13:03
Como você é inteligente já percebeu que os juros aí é uma forma de formar capital para as empresas e para o governo via impostos.
Por Jose Reis Barata Barata, em 14/08/2012 às 11:42
Inflação. Teses e antíteses. 1. Inflação é um aumento na quantidade de dinheiro e de crédito criado em decorrência desta criação adicional de dinheiro. A principal e mais visível consequência da inflação é a elevação dos preços. Portanto, uma inflação de preços — atenção para o termo correto — é causada unicamente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia. R- Elevação de preço? Sim, mas, e daí? Preço é valor e não está nos bens e serviços, está na opinião das pessoas. A naturalidade do processo com a equitativa remuneração percentual dos demais fatores de produção simplesmente resultaria num novo patamar econômico. Para a massa despossuída em nada altera. 2. A quantidade de dinheiro na economia é uma variável decorrente das políticas monetárias do governo — mais especificamente, de seu Banco Central. R- O que são “políticas monetárias”? Qual ou quais os interesses das verdades delas? Émile Durkheim avisou que: “A busca da verdade não é moral por si mesma e por si mesma; tudo depende do objetivo com que é preseguida” 3. Um dos principais motivos para a criação de mais dinheiro é a existência de um orçamento deficitário por parte do governo. R- Supostamente sim. Entretanto, não somente e não necessariamente. 4. As causas da inflação de preços não são, como se diz frequentemente, “múltiplas e complexas”; elas são simplesmente a consequência inevitável de uma criação excessiva de dinheiro. Não existe algo como “inflação gerada pelo aumento dos custos”. R – Em parte sim. Nada é estático e os desequilíbrios são inerentes a qualquer sistema, mormente econômico. Não fosse assim a homeóstase não seria uma de suas características necessárias. 5. Controles e congelamentos de preços não podem interromper ou arrefecer a inflação de preços. Eles podem, no máximo, atrasar a sua manifestação. Pior ainda: eles irão sempre desorganizar a economia. R - Sim. Fico com Proudhon. Qualquer intervenção do Estado na economia é artificial e danosa: “ A intervenção do estado na economia retira do homem a necessidade que o impulsiona, pois, afasta dele o estímulo do lucro e a febre do parecer social transferindo para o Estado a conseqüência de sua confortável paralisia. Ora, o governo é por sua natureza tão incapaz de dirigir o trabalho, que toda recompensa por ele concedida é um verdadeiro furto contra a caixa comum… Encorajar a indústria é, pois, no fundo, sinônimo de encorajar a preguiça: é uma das formas de trapaça…. Qualquer governabilidade que o estado pretenda emprestar à economia por ser um atentado contra a natureza de sua própria constituição dificilmente logrará sucesso. No máximo estará subtraindo recursos de um lado e nele a indignação pela fraude e o conseqüente desestímulo; para outro, onde a preguiça passa a ser recompensada” 6. Uma prolongada inflação nunca “estimula” a economia. Ao contrário, ela desequilibra e desorganiza a estrutura produtiva da economia, direcionando a produção e o emprego para investimentos que mais tarde revelar-se-ão insustentáveis, gerando prejuízos, desperdício de recursos escassos e maior desemprego. R – Especialmente em economia os adjuntos adverbiais de intensidade “nunca” e “jamais” demostram imaturidade ou forte presunção. Tenho minhas dúvidas em relação as consequências necessariamente negativas de um período inflacionário. 7. Para se evitar estragos irremediáveis, a noção de que expansões monetárias podem estimular permanentemente a economia deve ser irreversivelmente rejeitada. Por fim, o orçamento do governo deve ser equilibrado o mais rapidamente possível, e não de maneira gradualista e indolor. R – Discurso tipicamente interessante ao capital, socialmente míope. Expansões monetárias não significa entesouramento; retirar moeda da Casa da Moeda e colocar no caixa do banco ou no dos capitalistas. Dinheiro não se planta, enterra; diversamente, circula; produz lucros ou juros. Aquele, lucros, exige produção; este, juros se retirados da vala fétida da espoliação e extorsão covarde e vil do trabalhador via decreto do governo, também necessitam encontrar a produção para que se realizem. | Favorito | Compartilhar | Facebook Twitter Google+ Gmail Orkut
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