Xico, sucesso. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Neymar, um jeito menino de ser que querem envelhecer. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Porque não se deve deixar a instituição Forças Armadas nas mãos dos políticos, mas da lei. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Desorientaçãosexual. Cabível agravo de instrumento do Padre Lodi | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
É outra a verdade deles: a REVOLUÇÃO BRANCA, da esperteza. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Os médicos são culpados, também. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Pobres e ricos. Brincando com fogo. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
PSDB de FHC, SERRA e agora Aécio. Arrego! | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Índio e quilombola (escravos refugiados em quilombos)? Onde? | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.
Privatizar ou não, não é a questão. | , em 06/08/2012 às 14:29, 19 opiniões.




Tem algo a dizer?
19 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por José Antônio da Conceição, em 06/08/2012 às 14:29
Não li todos os comentários. Li apenas o teor do post e os comentários iniciais. Copiei TUDO... colei no bloco de notas para eliminar imagens e ficar só com os textos... Copiei TUDO do bloco de notas e colei no Word. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Pedi ao Word para selecionar para mimm quantas vezes a palavra "ética" aparecia dentro dos comentários. O Word encontrou uma referência, ele me disse que dentro da palavra "genética" utilizada pelo Eriksson Patos dentro de um dos seus comentários (Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 13:05) a palavra ética está contida. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- É isso... o povo é assim, por falta de ética. A palavra que estou inserindo nos comentários pela primeira vez.
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Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 05/08/2012 às 17:33
@patos Erikssom Patos, vale frisar que é uma discussão profunda, esgalhada por diversos campos de observação, com nuances e gravidades pouco simpáticas ao debate claro. Com efeito, vou ampliar mais ainda o campo de observação: O governo é reflexo do povo, logo, se um governo é corrupto, pressupõe-se que seu povo, a maioria, também é. Tomemos por exemplo o Brasil: A maioria dos brasileiros não está muito interessada em nada que seja diferente de seus próprios interesses, se a carne custar R$ 30,00 o quilo e o ”cara” for vegetariano, para ele, a carne e quem come carne é que se “foda”. Se o hospital público do bairro dele não tem leitos, não tem médicos, nem medicamentos e ele não depender desse hospital, provavelmente ele nem sabe que este hospital existe. Agora se ele depender de um atendimento lá, aí vira uma fera. Se ele pega o filho dele dando uns "amasso" em uma menina,” ah”, esse é meu garoto; agora se é a filha dele, o tempo fecha. Mas enfim, esse é o perfil típico do brasileiro, um “cara” desse ( impossível quem não tenha feito ou não conheça ninguém que tenha cometido alguns dos atos que citei) se um dia se tornar político e se eleger, no mais das vezes, será corrupto, pois, isso já é da natureza do brasileiro. Aí podemos dizer também, o “fulano” quando não era politico, descia a lenha no Sarney; agora ele é tão pior quanto. Portanto, temos que, sem generalizar, acabar com nossos maus hábitos e nossa corrupção egoísta de nosso interior, pois, só assim daremos menos valor ao individual e mais valor ao coletivo.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 22:13
O que qualifica uma pessoa como sendo do bem ou do mal, ou como sendo egoísta ou altruísta, não são as suas atuações em movimentos sociais de interesse coletivo, porque ser solidário, fraterno, socialmente participativo e responsável, são qualidades que contam com aspectos extremamente individuais da personalidade de cada um. Amor, ou fraternidade para com os outros não são ações que devem ser impostas por um grupo social a um individuo seu participante, porque se não descaracteriza a ação espontânea que devem fazer parte de tais ações. O que importa é a voluntariedade, é a vontade de satisfazer as necessidades dos outros, e isso só se consegue com as pessoas que querem de fato fazer a diferença, do contrario é forçar a barra e o artificialismo, que é o que mais estamos vendo na atualidade, inclusive na politica, aí sim, a hipocrisia se manifesta porque os atos não correspondem ao coração, ao entendimento e a convicção do que se faz.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 21:43
@wemerson, são oportunas essas observações realizadas por você e os demais profissionais que citastes anteriormente, sobre o comportamento individualista e coletivista. Esses exemplos de comportamento citados agora corroboram no sentido de que o brasileiro em geral quando é contrariado em seus interesses particulares não é tão passivo assim como querem fazer a gente crer. Foi importante você citar esses exemplos, porque através deles eu percebi uma mensagem implícita e contraditória nas conclusões dos profissionais que você citou anteriormente. É um misto de contraditório, porque em parte eles alegam a passividade dos brasileiros nas questões sociais de relevância, chegando a conclusão que ele age hipocritamente, mas se fosse assim, ele não reagiria em certos casos com violência, são inumeráveis os casos desses, tanto é que fizeram uma lei incriminando quem agredir um funcionário publico. Parece que esses estudiosos querem de forma indireta dizer que as pessoas são obrigadas a participar de movimentos sociais para encaixar no clube dos cidadãos - Se não houver ação coletiva, não há cidadania, os sindicatos fazem muita doutrinação neste sentido, da participação coletiva paredista. Se uma pessoa é pacata (muitas tem essa natureza, esse perfil), sossegada, passiva e pacifista, dentro da visão destes estudiosos ela não está exercendo a sua cidadania, e mais, ela está agindo com egoismo, mas será que é assim mesmo? Será que as pessoas não tem o direito de ser individualistas, serem como são, como queiram ser? Uma pessoa não tem o direito de reagir individualmente quando é encurralada em um beco sem saída, no caso de um mau atendimento em uma unidade de saúde do SUS, por exemplo, ou em outra situação qualquer? Para estender mais ainda esse nosso debate e reforçar a percepção de que para afirmar que um povo é hipócrita, é necessário muitas pesquisas de campo e uma ampla estatística, como também para confrontar ao contrario do que afirmam os autores citados, são vários os estudos da criminologia e do direito que fazem afirmações (não sei se baseadas em estudos ou não) de que a violência é fruto de uma reação sócio econômica e cultural por parte dos brasileiros mais pobres, ou seja, a violência é fruto das desigualdades sociais de renda. Os esquerdistas e progressistas em geral tendem a essas conclusões. Eu pergunto, afinal de contas, o brasileiro é ou não violento? Se for violento, porque ele é violento? Se não é violento, então porque o país está entre uma das maiores quantidades de assassinatos do mundo em números absolutos, já ultrapassa a 50 mil por ano, mais do que uma guerra, (guerra civil)? Eu estou levantando todas a nuances e contradições e cruzando elas, pois ambos os lados são incompatíveis entre si. Agora, é dose, além de ter que aturar uma das maiores corrupções do mundo, temos também que ser classificados como um povo corruto? Quer dizer que se você tiver um irmão, ou uma irmã, ou um pai, ou mãe, ou um tio, ou um outro parente chegado, se for bandido, criminoso, significa que você também pode ser encarado como tal?
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 21:51
Não sou coletivista, sou individualista, em minha opinião um individuo deve ser o que quer ser, deve agir como quer agir, a unica coisa que está vedado a ele fazer é violar o direito propriedade e da dos outros, como também ele tem o mesmo direito a propriedade a vida.
Por roberto argento filho argento, em 05/08/2012 às 18:19
@wemerson: Perdão, Wemerson - este é o perfil da Humanidade (do homem médio), inclui-se neste perfil, claro, o brasileiro médio.
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Por roberto argento filho argento, em 05/08/2012 às 16:10
“A vida social só pode existir na base de uma certa dose de mentiras refinadas e de que ninguém diga exatamente o que pensa” - LIN YUTANG "Se nós nos víssemos como os outros nos veem, nunca mais falaríamos com eles - Seleções do Reader's Digest (velha pra cacete).
Responder
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 05/08/2012 às 16:03
@patos Erikssom Patos, sobre a hipocrisia fazer parte ou não da civilização brasileira, exige reflexões desta natureza, isto é, demanda ponderações acerca das atitudes, bem como influências para esse fim. Preambularmente, deve-se asseverar que é indubitável que os exemplos citados não são “verdades absolutas”, ou seja, não tem comprovações cientificas. Com efeito, vou colocar abaixo comprovações, que a princípio, são relevantes sobre os brasileiros(bem como nos demais países, sendo em menor ou maior grau); seja por forma empírica ou lógica. Um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna. “Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e consequentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.” Iglesias começou sua pesquisa com filas de espera. Ele observou as reações das pessoas em bancos, cinemas e restaurantes. Quando alguém fura a fila, a maioria finge que não vê. O comportamento-padrão é cordial e pacífico. Durante dois meses, ele analisou o pico do almoço num restaurante coletivo de Brasília. Houve 57 “furadas de fila”. “Entravam como quem não quer nada, falando ao celular ou cumprimentando alguém. A reação das pessoas era olhar para o teto, fugir do olhar dos outros”, afirma. O aeroviário carioca Sandro Leal, de 29 anos, admite que não reage quando vê alguém furar a fila no banco. “Fico esperando que alguém faça alguma coisa. Ninguém quer bancar o chato”, diz. O estudo da UnB constatou que a “cultura do silêncio” também acontece em outros países. “Portugal, Espanha e parte da Itália são coletivistas como o Brasil”, afirma o psicólogo. Em nações mais individualistas, como em certos países europeus e a vizinha Argentina, o que conta é o que cada um pensa. “As ações são baseadas na auto-referência”, diz o estudo. Nos centros de Buenos Aires e Paris, é comum ver marchas e protestos diários dos moradores. A mídia pode agir como um desencadeador de reclamações, principalmente nas situações de política pública. “Se o cidadão vê na mídia o que ele tem vontade de falar, conclui que não está isolado”, afirma o pesquisador. O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo. O sociólogo Pedro Demo, autor do livro Cidadania Pequena s (ed. Autores Associados), diz que há baixíssimos índices de organização da sociedade civil – decorrentes, em boa parte, dos também baixos índices educacionais. Em seu livro, que tem base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sociólogo conclui que o brasileiro até se mobiliza em algumas questões, mas não dá continuidade a elas e não vê a importância de se aprofundar. Um exemplo é o racionamento de energia ocorrido há doze anos: rapidamente as pessoas compreenderam a necessidade de economizar. Passada a urgência, não se importaram com as razões que levaram à crise. Para o sociólogo, além de toda a conjuntura atual, há o fator histórico: a colonização portuguesa voltada para a exploração e a independência declarada de cima para baixo, por dom Pedro I, príncipe regente da metrópole. “Historicamente aprendemos a esperar que a decisão venha de fora. Ainda nos falta a noção do bem comum. Acredito que, ao longo do tempo, não tivemos lutas suficientes para formá-la”, diz Demo. A historiadora e cientista política Isabel Lustosa, autora da biografia Dom Pedro I, um Herói sem Nenhum Caráter (ed. Companhia das Letras), acredita que os brasileiros reclamam mas têm dificuldades de levar adiante esses protestos sob a forma de organizações civis. “Nas filas ou mesas de bar, as pessoas estão falando mal dos políticos. As seções de leitores de jornais e revistas estão repletas de cartas de protesto. Mas existe uma espécie de fadiga em relação aos resultados das reclamações, especialmente no que diz respeito à política.” Segundo Isabel, quem mais sofre com a falta de condições para reclamar é a população de baixa renda. Diante da deterioração dos serviços de educação e saúde, o povo fica sem voz. “Esses serviços estão pulverizados. Seus usuários não moram em suas cercanias. A possibilidade de mobilização também se pulveriza”, diz.
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Por Rodrigo A., em 05/08/2012 às 18:53
@wemerson Gostei do seu comentário, e dos autores citados.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 17:09
Acho que não preciso falar aqui das varias barricadas com pneus, ardendo em fogo em meio a logradouros, rodovias, etc, que ocorrem de quando em quando em algum bairro de alguma periferia de uma capital brasileira qualquer. O caso mesmo das UPPs no Rio é um exemplo de resistência popular, apesar de toda a propaganda de governo em contrario.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 17:04
Eu não poderia deixar de observar, está é fora dos ambientes dos bares, dos corredores de bancos e de lotéricas, ou qualquer uma outra situação, fora inclusive dos corredores das universidades. Trata se do gigantesco protesto dos motoristas de carga que trafegam pelo país diariamente, eles pararam as rodovias, os congestionamentos estenderam se por quilômetros e quilômetros, até que o departamento nacional deu um tempo mais. A gente sabe que essa trégua foi estratégica por parte do governo, foi apenas para embobar a classe do volante. Vamos ver em que isso vai dar. Uma outra manifestação que tem ocorrido, não só no braço, mas também na justiça, são os péssimos atendimentos do SUS. Moro ao lado de uma grande unidade dessas, e particularmente tenho visto repórteres correrem para documentar pancadarias nesta unidade e em outras da grande região urbana. São muitos os casos de violência contra funcionários destas unidades, que vão parar na policia. Um outro tantos de casos vão parar na justiça, em Brasilia mesmo é recordista nestes tipos de manifestação da população. Então a coisa não é bem como certos cientistas querem...
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 16:48
@wemerson, acho que não faço parte deste grande universo dos psicólogos, sociólogos, e antropólogos citados, porque quando eu estou em fila, e se ver um sujeito cortar fila, só não manifesto se ele for muito maior do que eu, porque aí eu posso levar a pior de fato, apesar de ser bom de corrida! Olha, cada vez mais eu valorizo o grande trabalho do filosofo da ciência e da epistemologia Karl A. Popper com o seu trabalho sobre "A Lógica da pesquisa cientifica". Ele praticamente demoliu a grande dificuldade dos métodos da pesquisa cientifica e suas teorizações provindas dessas pesquisas. Ele demonstrou exaustivamente as falhas dos métodos indutivos nas ciências. O cientista ou observador em geral de posse de um conjunto de dados oriundas de suas experiencias, passa a generalizar ideias e a criar teorias, ou seja, ele parte do particular para o universal num processo de raciocínio indutivo baseada em pesquisas particulares. Segundo ele isso não dá autoridade para que o cientista ou o próprio filosofo generalize como verdades, então o método falha porque o cientista teria que pesquisar nestas condições ao infinito, até esgotar todo o objeto da pesquisa. Então para Popper um cientista pode observar cisnes durante dezenas e dezenas de anos e notar que todos os cisnes observados são brancos, mas ele não pode concluir que todos eles são brancos, porque o dia que ele achar apenas um cisne negro, e toda as suas conclusões anteriores serão invalidadas. Não desmerecendo os trabalhos dos nobres cientistas citados, mas eles tem validade restrita e não autorizam a generalização para um universo tão complexo que é a população brasileira. http://pt.wikipedia.org/wiki/Urubu-rei
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Por roberto argento filho argento, em 05/08/2012 às 15:55
Por Jose Reis Barata Barata, em 05/08/2012 às 15:13 / 6 opiniões. Serão, os brasileiros, fantasistas ou mentirosos? Serão, os brasileiros, fantasistas ou mentirosos? “O fantasista nega a verdade diante de si próprio, o mentiroso somente diante dos outros – Nietzsche” A mídia se esforça em seu indormido e lídimo papel profissional, isto é, informar. Se a qualidade da mercadoria exposta a venda é boa ou má pouco depende dela, pois, “os resultados das ações dos homens estão além do controle dos atores – H. Arendt”. O denodo visa sempre o melhor, o melhor é que vende; é a paga e o que paga. No consumidor reside a opção final, difícil, envolta por insondáveis circunstâncias. O “mensalão” – como dizem ainda meus coetâneos: venhamos e convenhamos – é uma antiga e custosa, física e moralmente, mentira em si e por si. Alguém duvida? Por que então tanto desusado êxtase, frisson se o que não tem decisão, decidido está? O STF – voz da Justiça – tardio, fuso, confuso e difuso não ergue a clava forte da verdade. Vaga por um formalismo muito além de jurídico, cultural: “A fatalidade biológica e o determinismo sociológico dominam toda nossa história… um povo ignorante, pusilânime e corrompido como o nosso…é que os nossos altos poderes públicos conseguem a um tempo iludir o passado, falsear o presente e trair o futuro… – Em1880, Luis Pereira Barreto”. A expectativa que cerca um julgamento é o desfecho, a condenação ou absolvição dos réus. As singelas respostas fornecidas por especialistas a O Globo a dez perguntas sobre questões processuais do affaire mensalão são definitivas quanto a que se engana um povo. Povo que resiste bravamente em reconhecer um fato: não haverá verdade, sequer sentenciada. E vale, então, o plágio entre nostálgico e alegre do Rei: De que vale tudo isso. Se a verdade não está aqui? E o meu cívico amor que é puro. Pode crer, meu bem eu juro: É tão grande que duvido que outro igual possa haver! Se falo em Justiça concluo trazendo o ápice pátrio, Rui: “Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!”
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Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 05/08/2012 às 12:24
Salve! Pois bem, outro dia li um post e quero comungar aqui, haja vista que esta inerente ao contexto aqui presente. Obs:. Lembrando que o post fala da maioria dos brasileiros e não está generalizando. Maioria = Número excedente a metade do todo; Grupo preponderante. Brasileiro gosta da hipocrisia!? “Sem as pequeninas hipocrisias mútuas nos tornaríamos intoleráveis uns para os outros”. A frase é atribuída ao filósofo alemão Emanuel Wertheimer, coincidindo com as práticas gerais do mundo até nas grandes hipocrisias, como freqüentemente chega ao nosso conhecimento por meio das manchetes diárias. Há milênios condenada pela sociedade, a Hipocrisia se encontra presente, acompanhando o Homem desde do seu engatinhar pela superfície terrestre. Sua definição é difícil de lidar e sua complexidade é relevante, já que, em certas situações, o que parece hipocrisia, na verdade não é. “Impostura, fingimento, simulação, falsidade”. Dessas quatro facetas ligadas à definição da hipocrisia provavelmente a menos conhecida é a impostura, como “artifício para iludir, embuste, vaidade ou presunção extrema”. De qualquer maneira, o que se ressalta aí é a presença da mentira. No caso da hipocrisia, a mentira social por excelência. O conceito mais comum de hipocrisia, conceito qual iremos adotar aqui para discutir a situação brasileira, seria o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias, devoção, comportamento e sentimentos para alcançar o apreço publico, mesmo sendo o acusador vítima da sua própria crítica. Ou seja, o assassino que condena o homicídio, o funkeiro que critica a música ruim do Latino, o analfabeto que reclama da falta de leitura do povo. Brasileiro adora uma boa hipocrisia. São tantos os exemplos para provar essa ultima afirmação que até fiquei em dúvida sobre qual deveria escolher. Optei pelo mais conhecido: Brasileiros versus emissoras de TV. Não deve ser novidade para ninguém que o Brasileiro critica e repudia programas de TV os quais assiste. BBB, o maior exemplo de hipocrisia brasileira, mostra a real face desse povo: de um lado, pessoas engajadas, criticando, dizendo para os outros não assistirem o programa. De outro, um dos programas com uma das maiores audiências da era dos “reality shows”. Nem é preciso ser especialista comportamental para saber que alguém está mentindo nessa história, ou precisa? De maneira semelhante temos o Zorra Total, o programa mais odiado pelo público brasileiro e líder de audiência do seu horário. Oras, de onde provém essa controvérsia senão da mentira e falsidade de alguns que condenam diante do olhar alheio mas, no aconchego do seu lar, passa parte do seu tempo livre assistindo esses programas. Além dessa hipocrisia direta temos a hipocrisia indireta. Assumindo o mesmo exemplo anterior, podemos dizer que é um hipócrita de forma indireta aquele que reclama de quem assiste BBB, alegando que o último é um programa sem caráter cultural, contudo, não perde o jogo de futebol de quarta a noite ou mesmo, faz questão de assinar um canal de TV exclusivo de Futebol. São dois lados de uma mesma moeda. Sds.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 13:05
@wemerson, ops, o assunto ficou bom! Eu fico sempre cabreiro com pesquisas de opinião publica, cabreiro é pouco, ficou com os dois pés bem atras, na marcha a ré... Vou pegar como ilustração o exemplo fornecido do, zorra total, para justificar que brasileiro é hipócrita. Em primeiro lugar não é novidade ser hipócrita, basta ser humano para ter isso em potencialidade, mas ser brasileiro aumenta essa carga genética de potencialidade à hipocrisia?! O fato do programa ser líder de audiência em seu horário não significa que o universo total dos brasileiro assistem o programa, isso tem números definidos, tem quantidade definida, portanto liderança não é sinônimo de totalidade, muito longe disso. O outro ponto a ser observado é que em algumas mídias, como blogs, por exemplo, http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/12/27/leitores-amam-odiar-%E2%80%9Czorra-total%E2%80%9D/ os leitores destes criticam o programa, mas veja, são os leitores, um segmento finito do total dos brasileiros. Ora, nem mesmo todo leitor do blog citado odeia o zorra total, agora imagina se todos esses leitores deste blog são brasileiros, não significa que todos os brasileiros são leitores deste blog, ou é? Claro que não, tem muita gente que nem tem acesso a internet, mas a tv praticamente todos tem, com exceções de áreas rurais. Isso mostra que a linguagem pode nos enganar, principalmente quando queremos expressar a quantidade envolvida com determinado evento ou acontecimento, e ainda mais quando se trata de caráter, então a coisa é mais embaixo.
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Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 15:13
Wemerson, fomos mesmo em parte ao cerne da questão. Para isso eu utilizei um dos próprios exemplos citados por você, no caso o zorra total, para ilustrar de como o comunicador social em grande parte e com um pouco de habilidade ele consegue passar a ideia de algo que na realidade não existe, é isso mesmo, não existe, pelo menos da forma que o comunicador quer. No nosso caso aqui, a discussão é se a hipocrisia faz parte ou não de uma das características do brasileiro, e por extensão da civilização brasileira. Pode até fazer parte, porém os exemplos elencados não servem para embasar cientificamente tais afirmações, algumas experiencias empíricas não servem para evidenciar uma característica social, o que pode acontecer é que o autor de tais experimentos ou opiniões ter muito prestigio, e dai as suas ideias prevalecer como verdades. O que podemos fazer nesses casos é emitir opiniões pessoais, e na maioria dos casos quando o emissor tem uma certa importância ou projeção social as suas opiniões viram verdades, ou leis cientificas. Nada haver. Eu posso opinar que mais da metade dos brasileiros não assiste o zorra total, nem se quer sabe em que horário e dia da semana ele passa. Eu também posso opinar que mais da metade dos brasileiros não assiste ou segue o BBB, nem se quer sabem em que emissora de TV ele é apresentado. São muitas conjecturas que quando bem realizadas e com argumentos com alguma base no comportamento pode virar verdades, sem ser verdade mesmo.
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 05/08/2012 às 14:04
@patos Se você me perguntasse qual o melhor país do mundo, sem dúvida, responderia Brasil. A resposta seria a mesma se perguntasse sobre o povo. Os brasileiros são incríveis, além de únicos, pois entre os povos que habitam esse planeta, os brasileiros são os mais acolhedores. Entretanto, certos comportamentos, melhor dizendo, caraterísticas do nosso povo são extremamente irritantes. Longe de mim pensar que sou moralista, visto que, é duro grafia isso, mas estou na lista.
Por Wemerson Oliveira dos Santos, em 05/08/2012 às 13:41
@patos Salve! Olha, digamos que fomos levado ao cerne da questão... Certo de que, no mais das vezes, seu ponto de vista é relevante. Para tanto, não se pode, necessariamente, sedimentar a hiprocrisia do brasileiro em "dados de audiência". Entretanto, foi apenas um mero exemplo superfluo de que o brasileiro, sem generalizar, é muito hipócrita. Cabe ponderar que o que faz o brasileiro ser muito hipócrita é sua cultura. Além do mais, talvez sejam resultados de fatos históricos, talvez seja resultado dessa cultura tão miscigenada…. não dá de saber ao certo de onde provém esses defeitos mas é certo que eles estão presentes do norte ao sul desse país. Não que tais sejam exclusividades brasileiras, apesar de que nas terras tupiquinis pareça muito mais acentuado que em outros lugares.
Por erikssom patos , em 05/08/2012 às 11:31
Ainda bem que a pergunta deixa um fresta para escapar do seu teor fatalista, o brasileiro, mentiroso ou fantasista, virgula! Alguns brasileiros, ou milhares deles não são fantasistas nem mentirosos, além do mais, o que o brasileiro comum tem haver com toda essa teatralidade da justiça, com toda essa morosidade e tardamento em punir os crimes de corrupção?!
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