Brasil

Por Observador Leitura, em 01/08/2012 às 15:26  / 39 opiniões.

Mais de 1 milhão de pessoas usam maconha por dia no país, aponta estudo

Tamanho da fonte: a-a+

 

Mesmo o uso da maconha não ter sido legalizado no país, estudo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) e realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que cerca de 1,5 milhão de adolescentes e adultos consomem maconha diariamente no Brasil.

De acordo com a pesquisa, mais de 3 milhões de adultos, com idade entre 18 e 59 anos, fumaram maconha no último ano e cerca de 8 milhões de adultos (7% dessa parcela da população) já experimentaram a droga alguma vez. Entre os usuários, o estudo aponta três vezes mais homens. Comparativamente com outros países, o Brasil aparece em oitavo lugar na lista de consumo de maconha. O Canadá lidera a lista, atrás de nova Zelândia, EUA e Dinamarca.

Essa é a segunda pesquisa da Unifesp sobre o tema – a primeira foi em 2006 –, mas é a primeira vez que se tem uma amostragem representativa da população brasileira sobre uso e dependência de drogas e sobre a questão da legalização. De janeiro a março, foram ouvidas 4.607 pessoas, com idade mínima de 14 anos, em 149 municípios de todos os estados do país.

Confira aqui publicação no site do G1.

Tem algo a dizer?

    39 opiniões publicadas

    O que você tem a dizer?

    Por fernando f., em 12/08/2012 às 10:11

    CANNABIS SATIVA L MEDICAMENTO QUE RENASCE? Elisaldo luis dE araújo Carlini E Paulo Eduardo orlandi-Mattos http://www.ambr.org.br/portal/arquivos/rbm/48_4/art_esp_cannabis_sativa_l.pdf

    Por fernando f., em 08/08/2012 às 06:55

    a politica de proibição e guerra além d gerar o mercado ilegal é uma politica racista violenta que fere as liberdades individuais culturais e religiosas. Prejudicando a vida e saude dos usuarios bem como a sociedade em geral. Além de ferir a constuição em varios aspectos como explica o juiz de direito José Henrique Rodrigues Torres Na ocasião da marcha esses tempos atrás. (vale a pena ver o video:) http://www.youtube.com/watch?v=PK4kbxXwWes&feature=plcp

    Por augusto josé sá campello, em 06/08/2012 às 13:46

    Boa tarde. Mas que cansaço.....Tenho a certeza de que esta discussão está partindo de premissa falha. Um milhão de usuários, tres? Ridículo! Talvez, como sempre acontece quando o tema é canabis, não houve verba suficiente para fazer pesquisa abrangente. Ajscampello

    Por fernando f., em 05/08/2012 às 09:18

    "Medicina Legal: o discurso médico, a proibição da maconha e a criminalização do negro" Texto completo: http://www.tudosobreplantas.com.br/blog/index.php/cannabis/medicina-legal-o-discurso-medico-a-proibicao-da-maconha-e-a-criminalizacao-do-negro/

    Por fernando f., em 05/08/2012 às 09:21

    @fuc123 "Alinhando-se às recomendações dos EUA, O Brasil adere a acordos firmados em reuniões da Liga das Nações Unidas em 1921 e reafirma suas intenções proibicionistas. Em 1924 um representante do Egito trouxe à reunião internacional suas inquietações sobre o haxixe e pediu a inclusão da planta na lista de substâncias proscritas. Até então, a discussão girava em torno da coca e do ópio e não havia nenhuma referência à cannabis. O então representante do Brasil, Dr. Pedro Pernambuco, discípulo de Rodrigues Dória, alertou os participantes sobre os danos que a “planta da loucura” provocava entre os negros no Brasil, apresentando efeitos piores que os do ópio"(falácia obviamente) "A última alteração na legislação sobre a maconha aconteceu em 2006 através da Lei nº 11.343. A chamada “nova lei de drogas” avançou no sentido de que não há mais pena de privação da liberdade – teoricamente – para quem plantar ou cultivar a maconha, mas as lacunas na lei trouxeram velhos-novos problemas. A distinção entre o usuário e o traficante se dá, a partir desse momento, através de uma análise sócio-econômica da vida do sujeito, a situação em que foi detido, a classe social, as condições de moradia, o vínculo empregatício. Mais uma vez, a lei é feita para as classes mais favorecidas. Na grande maioria das apreensões, o considerado usuário será o branco de classe média – que não tem a necessidade de traficar para daí ter uma renda – e o traficante será o negro de classe menos favorecida."

    Por fernando f., em 05/08/2012 às 09:28

    @fuc123 Quero com isso dizer que a proibição não teve nada haver com saude, mas sim com controle racial> "O Departamento de Narcóticos estadunidense desencadeou uma intensa campanha contra o uso de maconha, estabelecendo leis mais rigorosas e usando a imprensa como arma para alertar a população sobre os riscos de consumo da maconha.Tal guerra contra as drogas sempre esteve fortemente marcada por um caráter racial e xenófobo presente nas campanhas políticas e publicitárias. Associada a grupos sociais considerados perigosos pela maioria norte-americana branca e protestante, a maconha era relacionada aos mexicanos, assim como a cocaína aos negros e o ópio aos chineses."

    Por augusto josé sá campello, em 04/08/2012 às 17:16

    Boa tarde. Recomendo uma visita ao site www.neip.info. Façam bom proveito da literatura ali colocada à disposição de quem se dispuser a realmente manter debates razoavelmente informados e informativos. Ajscampello

    Por fernando f., em 05/08/2012 às 09:11

    @ajcampello realmente os debates aqui se restringem mais em informar do q debater, o nivel geral de conhecimento sobre o assundo baseia-se nas bobagens ditas pela tv. Portanto Livros e sites como o q vc indicou são muito importantes para jogar luz na escuridão.

    Por roberto argento filho argento, em 04/08/2012 às 21:37

    @ajcampello: Esbarrei neste site no tempo do Peplau - Muuuuuuito bom! - infelizmente ninguém está interessado. É mais comodo permanecer na superfície.

    Por Dmitri Razumikhin, em 03/08/2012 às 11:17

    Tem gente que discorda. Maconha não vicia. Maconha é natureza. Maconha é natural. Fuma 3 vezes por dia, há 30 anos, mas não é viciado (sic). Diz que é hábito.

    Por fernando f., em 05/08/2012 às 09:14

    @razumikhin semelhante aos q bebem café todo dia a 30 anos e tbm não são viciados é apenas um habito. Igualdade de direitos seria bom. :-)

    Por roberto argento filho argento, em 02/08/2012 às 17:31

    Quem nunca deu uns tapas na Maria aí, levanta o dedão!!!

    Por roberto argento filho argento, em 02/08/2012 às 17:32

    @argento: ... claro, alguns não tragaram ... sei.

    Por Dmitri Razumikhin, em 02/08/2012 às 15:11

    Quem detiver o controle e a iniciativa da comercialização da venda de drogas - fizer os devidos acordos com as FARC (pasta-base); talibãs das papoulas do Afeganistan (heroína); "agricultura familiar" do Pernambuco e do Paraguay (maryjane); "científicos" dos laboratórios na Europa e EUA (ecstasy, LSD etc.), vai multiplicar por um milhão de vezes o capital investido no negócio. Para montar uma estrutura desse nível tem que ser, obrigatoriamente, uma empresa multinacional, mas não uma qualquer. Tem que ter todos recursos disponíveis - caixa infinito - e nenhuma responsabilidade ou ética. A briga pelo mercado da morte - legal, veja bem - será sangrenta e longa. Esse pessoal politicamente é muito ingênuo (burro). O drogado, não. Ele não raciocina mais - seu corpo quer a droga. O desejo já está no nível celular. Tá fVd1d*.

    Por Fernando Lorenzon, em 02/08/2012 às 12:40

    O maior problema da legalização da maconha na minha opinião é a exposição e facilidade de acesso que a droga terá. Eu vejo como exemplo disso o narguile, que é algo lícito, saboroso, divertido, social e muito consumido por jovens em baladas e bares em geral. Por ser de fácil acesso e com vários sabores, dá a falsa impressão se ser inofensivo à saúde, mas na verdade a fumaça do narguile é mito mais tóxica que a do cigarro (acredito que seja pela falta de filtro). Ou seja, jovens que nunca fumaram cigarros e estavam fora dos riscos agora podem ser considerados fumantes (e dos grandes) SEM ELES SABEREM DISSO. Dizer que a maconha é inofensiva é uma besteira, mas concordo que o estrago feito pela maconha é ínfimo se comparado aos outros tipos de drogas. O problema mesmo é essa exposição que a maconha terá ao ser legalizada. Ela com certeza atingirá o sucesso do narguile e de bebidas energéticas em vários lugares por aí. E como não estamos falando de algo saudável, mas sim de algo que causa problemas a longo prazo, temos que discutir muito antes de legalizar.

    Por augusto josé sá campello, em 04/08/2012 às 17:14

    @fernandolorenzon Olá Fernando Lorenzon. Uma pequena correção : o narguilé tem um filtro de alta eficiência, água. Alem de filtrar o fumo e reter bem mais que os filtros comuns, feitos de material sintético, resfria a fumaça o que implica em redução de danos às mucosas bucais. Ajscampello

    Por fernando f., em 02/08/2012 às 08:07

    pode multiplicar esse numero de 1milhão por 3 pelo menos, contando q a maioria prefere omitir o fato devido a autopreservação, ja q o usuario é tido pela sociedade em geral como responssavel por todos os problemas da humanidade. Claro q é uma ótima extratégia do sistema jogar a culpa em alguem pelos seus erros, e distrair a massa enquando o mal real se institucionaliza e domina o mundo.

    Por Mariana Vassoler, em 02/08/2012 às 01:13

    para começar, é simplesmente inconcebível a justificativa de uns conservadores - inteiramente desinformados sobre tal assunto - que além de prejudicar a saúde, a maconha causa dependência. Não, não causa, nunca foi responsável por nenhuma morte e mais, comprovou-se cientificamente, por diversas vezes, que pode ser usada para fins medicinais com obtenção de excelentes resultados. Como se não bastasse, há quem defenda o absurdo de que a erva é porta de entrada para outras drogas. Não, não é. Além disso, não é possível compreender o drama que se faz quando se menciona a discussão do tema. E nem é preciso cogitar uma possível legalização, basta o fato de tocar no assunto que a maioria das pessoas se chocam e isso só evidencia a de falta de informação presente na sociedade. O cenário de desinformação é lamentável, visto que, como o próprio estudo aponta, mais 1, 5 milhão de indivíduos fumam a erva. É por isso motivo que está mais do que na hora de olhar com outros olhos para esse caso. Amadurecer o diálogo, baseado em pesquisas, leitura e conteúdo especialista sobre essa matéria e, dessa forma, julgar viável - ou não - a legalização da planta. É também fundamentalmente importante destacar - sem hipocrisia nenhuma - que o cigarro e a bebida alcoólica são plenamente legalizados - dessa forma, regulamentados - e causadores de uma série de prejuízos aos cidadãos e, consequentemente, a sociedade como um todo. O álcool é responsável por doenças, mortes - diretas e indiretas - além de ser culpado por dependência, destruindo lares e desestruturando famílias. O cigarro, por sua vez, torna o indivíduo dependente e agrega uma série de problemas de saúde. Em contra partida, a maconha nunca teve em seu currículo consequências desastrosas como as citadas acima. Nesse sentido, não se pode tratar os 3 itens da mesma forma. Não há argumentos contra os fatos. Para finalizar,quem quiser alegar que estou fazendo apologia ás drogas, que alegue. Mas, como eu sempre digo, o buraco é mais embaixo e, para esse tema existem muitas outras coisas a serem consideradas por todos nós que, pela pura falta de informação e por princípios religiosos, são barrados. Está na hora de pensar diferente e discutir o assunto com muita maturidade.

    Por Jose Reis Barata Barata, em 02/08/2012 às 04:20

    @mvassoler , não bebo rótulo; mas, o progressista drogado (ou que já foi) de hoje, certamente será o conservador de amanhã. Isto, se tiver amanhã, família,filhos ou amor ao próximo e ao seu país. O Estado não é uma panacéia para abrigar ou apressar a explosão de nossos males, mas sim um instrumento jurídico de convivência social pacífica; é consequência natural, moral e cultural de um povo e não de parte ou partes desse mesmo povo. Não se pode inverter a ordem das coisas, o que se deve discutir e sempre objetivamente são conceitos, preconceitos (conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida) somente levam à desagregação de um povo Foram as convicções e não as opiniões que provocaram as maiores desgraças da humanidade.sds.

    Por roberto argento filho argento, em 01/08/2012 às 22:31

    18 opiniões, a questão é relevante, mas dá uma cortina ...

    Por Max Lopez, em 01/08/2012 às 18:21

    A pior droga é a corrupção do governo do PT, que está levando o brasil a ficar sem educação, sem saúde sem segurança e sem estradas. No Brasil é assim, o poste faz xixi no cachorro. O governo tem milhões pra gastar nas campanhas políticas, pra comprar apoio dos deputados e senadores e pra várias coisas sem futuro. Mas não tem dinheiro pra pagar uma aposentadoria digna á um trabalhador que deu o suor o sangue e a saúde para o progresso do país. Esse é um pais sério?

    Por Rodrigo A., em 01/08/2012 às 18:03

    E o consumo de outras drogas, como está? Droga legalizada como o álcool, por exemplo, cujo consumo dizem ser catastrófico nos dias de hoje?

    Por Roberto Janiak, em 01/08/2012 às 17:51

    Quase 200 milhões de brasileiros fazem cocô todo dia. E daí? Isso tem a mesma relevância que a notícia sobre a maconha e a lista de viados candidatos este ano: nenhuma. Quem quiser fumar que fume, quem quiser dar que dê, pombas! Cada um é dono de sua vida e faz dela o que quiser.

    Por fernando f., em 02/08/2012 às 08:25

    @bobjaniak as propriedades maleficas é q foram inventadas para q se probice (é só ver a história). Agora a verdade deveria aparecer aos poucos. Mas ja não tenho esperança q esse sistema q aí está tome juizo e faça as coisas com ética e racionalidade vizando o melhor para as pessoas. Os objetivos são manter e aumentar o controle e poder sobre o povo, que quando perceber será(ja é) tarde para algo possa ser feito.

    Por fernando f., em 01/08/2012 às 18:18

    @bobjaniak com certeza cada um é dono da propria vida, pena q o estado não respeita esse fato.

    Por Roberto Janiak, em 01/08/2012 às 21:03

    @fuc123 Mas é por aí que a coisa tem que ir em termos de reivindicação e não simplesmente inventar "propriedades milagrosas" da canabis na esperança de uma lei que a libere. Além de tudo, ao alegar a liberdade de escolha do que fazer consigo mesmo, a democracia agradecerá.

    carregar mais voltar ao topo