Brasil

Por Observador Diário, em 13/08/2012 às 10:39  / 14 opiniões.

Esporte: mais ouro no bolso e menos ouro no pódio

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O Brasil investiu mais no esporte e o resultado das últimas Olimpíadas não refletiu esse investimento. É o que mostra a reportagem da Folha de S.Paulo trazendo que, para competir em Londres, o país investiu R$ 100 milhões a mais do que foi investido para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O resultado desse incentivo foi duas medalhas a mais: em Pequim o Brasil conquistou 15 medalhas e agora em Londres foram 17.  O Brasil ficou em 22º lugar no quadro de medalhas e investiu no total R$ 2 bilhões. A Austrália, segundo a Folha,  ficou em 10º lugar e investiu R$ 1,7 bilhão.

O que precisaria ser feito para melhorar o desempenho em 2016, quando os Jogos serão disputados no Rio de Janeiro?

Veja a reportagem da Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1136265-analise—sem-politica-nacional-ouro-continuara-sendo-garimpo.shtml

Foto: Portal UOL

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    14 opiniões publicadas

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    Por Seu Creysson, em 16/08/2012 às 12:07

    Direto do blog do Renato Maurício Prado: A disputa de um número menor de finais (35 aqui, contra 41 de Pequim), o desprezível aumento no número total de medalhas (17, contra 15, em Atlanta e Atenas) e a diminuição dos ouros (3, contra os 5 de Atenas) contrastam com o colossal aumento nos investimentos — de R$ 280 milhões, no ciclo de 2008, a R$ 1,76 bilhão, para 2012. Se compararmos também a relação medalhas/tamanho da delegação, nosso desempenho é pífio. E piora se a avaliação levar em conta os resultados esportivos e o PIB de cada país. Isso pra não falar do tamanho da população (exceção feita aos Estados Unidos e à China), ninguém que ficou à nossa frente no quadro geral de medalhas tem povo tão numeroso como o nosso. Em suma: para chegarmos ao ambicioso plano do COB de nos tornarmos “top ten” no Rio, o caminho é longo. E, como se pode ver, não se trata apenas de aumentar o investimento de dinheiro público no esporte. A questão é bem mais complexa. Envolve educação, saúde, cidadania etc. Um quadro preocupante e praticamente impossível de ser revertido em apenas quatro anos.

    Por Guilherme Arbache, em 14/08/2012 às 01:08

    Concordo plenamente que haja investimento em cartolas e empresários mais do que nos esportistas, no povo. Mas há um problema nessa discussão (que a torna tão "partidarizada" e enviesada quanto é o governo e os petistas que tanto são criticados aqui): um deles é essa crítica genérica e por vezes até exagerada, com frases como "é assim no Brasil do PT". Os números comparativos também não provam muita coisa. A Austrália é diferente do Brasil, e acima de tudo, o resultado do investimento em esporte não pode ser medido pelo número de medalhas de um país, muito menos pela comparação desse número de medalhas com anos anteriores ou com outros países. O investimento em esporte deve trazer ganhos ao país muito mais significativos, muito menos simbólicos, ilusórios, que as medalhas. Até porque, ganhar medalhas não traz nada de realmente bom ou útil ao país, a não ser contentar o ego nacionalista numa competição com outros países. Já vi muitos especialistas em políticas públicas para o esporte dizendo que investir em campeões não é algo bom para a população. Devemos investir no esporte com vistas a melhorar a saúde, o desenvolvimento físico e intelectual de TODOS, não de uma minoria com maior potencial para que eles ganhem medalhas. Se os EUA ou os países comunistas gostam tanto de competir em medalhas, acho que o Brasil é diferente e deve continuar sendo diferente. É legal ganhar medalhas, mas existem coisas infinitamente mais importantes que isso, as medalhas devem refletir isso, ao invés de ser o objetivo final disso tudo. E ao invés dessas críticas generalizadas e por vezes exageradas, acho que deveríamos PROPOR ideias construtivas, e também críticas, mas críticas igualmente CONSTRUTIVAS, para melhorar nosso modelo de desenvolvimento.

    Por Dmitri Razumikhin, em 13/08/2012 às 18:02

    O técnico da seleção brasileira de futebol é filiado ao PT?

    Por Jáder Ribeiro, em 14/08/2012 às 08:35

    @razumikhin não, mas é "peixe" do Lula.

    Por roberto argento filho argento, em 13/08/2012 às 16:34

    Ultimate Fighting Championship (UFC) - gestão, eficiência e, pasme!, Atletas Brasileiros de Ponta ...

    Por roberto argento filho argento, em 13/08/2012 às 15:13

    Esporte: mais ouro no bolso e menos ouro no pódio. ... O que precisaria ser feito para melhorar o desempenho em 2016, quando os Jogos serão disputados no Rio de Janeiro? - titulo / resposta, responde à pergunta retórica.

    Por roberto argento filho argento, em 13/08/2012 às 15:23

    @argento: dedin escorregou no acento, atletas escorregam no tamanho da Começão.

    Por Antonio Durão, em 13/08/2012 às 14:09

    ESSAS SÃO A INCOMPETÊNCIA E A SAFADEZA QUE EU CONHEÇO...

    Por milton valdameri, em 13/08/2012 às 13:27

    O que precisa fazer? Precisa investir em atletas e não em cartolas, não em empresários e empresas que usam os atletas para se promover, mas não promovem os atletas, não proporcionam condições adequadas de treinamento e nem mesmo de sobrevivência.

    Por Jáder Ribeiro, em 13/08/2012 às 11:35

    Em um páis como o nosso, em que os investimentos nunca chegam como devem ao destino, precisamos é desenvolver uma cultura olímpica em nossas crianças. Mateus, abaixo, acerta em cheio quando diz que o incetivo deve ser feito nas escolas e universidades. É de lá que saem os heróis olímpicos dos EUA e das outras potências olímpicas. Como sabemos, isso não vai acontecer até a Rio 2016, mas em um prazo maior, poderíamos colher bons frutos.

    Por Roberto Janiak, em 13/08/2012 às 11:50

    @jader Como a pergunta é "o que precisaria ser feito para melhorar o desempenho em 2016" eu dei a única opção plausível - infelizmente inviável -, a demissão geral da quadrilha.

    Por Jáder Ribeiro, em 13/08/2012 às 11:56

    @bobjaniak Ricardo. No vôlei temos pessoas que são da área e cada vez mais o ex-jogadores se incorporam ao meio para virar "cartolas", como Marcelo Negrão e Paulão. Devem sim ser demitidos e no lugar deles, colocar pessoas do meio, que tenham em vista o sucesso do esporte e não pessoal/financeiro. MAS...

    Por Roberto Janiak, em 13/08/2012 às 11:33

    Precisa ser feito o impossível: exonerar desde o ministro dos Esportes, até o faxineiro da casa do Nuzman, presidente do COB. Como tudo aqui no Brasil do PT, os esportes, que nunca foram lá das pernas mesmo, agora estão tomados por amigos do partido e amigos de amigos, uma corja de responsa que começa em Aldo Rebelo e escorre perna abaixo, igual a diarréia.

    Por Mateus Falco, em 13/08/2012 às 11:29

    Está explicito que o aumento no incentivo não leva a mais conquistas de medalhas. Esse tipo de investimento feito as pressas não traz resultados duradouros. O melhor investimento é o incetivo do esporte dentro de escolas e universidades, podendo até ter como pano de fundo o objetivo de ser bem representado numa olimpíada. O número de medalhas em Pequim, agora ou no Rio, só deve ser analisados se formos levar em conta como a nossa população não está incentivada no esporte. Se formos pensar em quantidades de medalhas seria muito mais fácil, pagar a cada atleta uma quantia e torcer para que ele se supere, agora cada conquista dourada saiu em média R$ 120 milhões, e qual é o retorno? Não aceito a desculpa que estes são nosso heróis e as crianças se espelham neles, pode até se espelhar, mas vai treinar aonde? Um fato importante é que o incentivo no esporte rivaliza com a criminalidade, vemos isso com a pacificação nos morros do Rio. O benefício é imenso quando se tem incentivo no esporte, e não precisa o governo gastar milhões em investimento, empresas que incentivarem devem receber isenção de impostos, assim ajuda a desenvolver as indústrias com a diminuição de gasto em taxas, outro ponto são as loterias que recolhem uma quantia exorbitante e repassam uma migalha para este tipo de projeto, podem ser usadas como fonte de recurso. Mas o importante é começar, e não com a cabeça voltada para 2016, mas em um futuro social do país.