Opinião

Por Guilherme Gomes de Souza, em 12/07/2012 às 13:57  / opiniões desativados.

O VOTO DO PRODUTOR RURAL II

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O tema é bastante polêmico e nos remete a uma auto-reflexão. Na condição de produtor também me pergunto: Será que voto certo? Na verdade erramos algumas vezes não por dolo, mas por acreditar em pessoas com enorme capacidade de mentir. A questão é de tamanha grandeza que o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, vem investindo pesado em equipamentos para detectar mentirosos, porque sabem que a verdade pode evitar grandes desperdícios econômicos, como também prejuízos morais, além de evitar tragédias sem precedentes. Todo candidato deveria passar por um teste, sobretudo aqui no Brasil.
Por conhecer relativamente bem o interior do Brasil, posso afirmar, com toda propriedade, que o produtor rural brasileiro vota muito mal em sua grande maioria. Vejo produtor votando em candidatos porque prometem consertar a estrada. Já presenciei operadores de máquinas dizendo que o prefeito pediu para levantar a lâmina da máquina ao passar pela propriedade de fulano de tal, porque “não é gente nossa”. Ora, consertar estradas é obrigação do poder público e fazer discriminação é um agravante sério perante a própria legislação. O problema não se resume à municipalidade, com prefeitos e vereadores, vai além.
Temos bons parlamentares em Brasília, como também péssimos. É lamentável, mas o mal é ativo e o bem geralmente é passivo. O Brasil possui um histórico muito ruim desde a época da colônia, passando pelo império e depois com a república. Isso deixou um lastro de podridão em nossa cultura que está impregnado na epiderme dos partidos políticos com seus candidatos. Quem sempre pagou o maior custo por tudo foi e continua sendo o produtor rural. Isso se deve principalmente a falta de união. O cooperativismo, mesmo de forma imperceptível para muitos, é um bom exemplo do que a união é capaz, já que o pequeno produtor consegue alcançar melhores resultados com o sistema cooperativista. Em nossa região, o sul Espírito Santo não tem um volume razoável de grandes produtores – 88% são pequenos. Contudo, nosso cooperativismo precisa melhorar muito, sobretudo na forma de comunicação para com os cooperados. Não posso negar que no Brasil tudo é mais difícil de efetivar e implantar. Para se ter uma pequena idéia, o Banco Mundial, ligado a ONU – Organização das Nações Unidas -, pesquisou a burocracia de 183 países. De acordo com a análise, o Brasil ficou em 179° lugar. São entraves que dificultam a vida da população. Atualmente é mais fácil um país da América do Sul vender seu produto debaixo de nosso nariz (Brasil) do que um produtor nacional vender o seu aqui mesmo de forma legal. Isso significa que acabamos tendo mais chance de consumir um alimento argentino do que um alimento brasileiro, como por exemplo, o próprio leite com seus derivados, sobretudo, em grandes centros. Não precisa ser nenhum grande especialista para constatar que algo está errado.
O volume de leis existentes no Brasil, também ocupa posição de destaque (negativo) perante o mundo. Alguns parlamentares, mais perdidos que tudo estão em Brasília fazendo leis que já existem e que não têm nenhum sentido prático para o povo. Só na área ambiental o volume já ultrapassa 16 mil. Por falar nisso, o Código Florestal, foi sancionado pela presidência da república no dia 25 de maio, porém com vetos ao texto da Câmara. Ele fala em área de APP de cinco metros para pequenas propriedades (menos de dois módulos), ora existem muitas árvores que só a copa ultrapassa os cinco metros. São questões estranhas de entender. Apesar de suas mudanças, continua em seu teor com dificuldade de cumprimento pela falta de coerência em alguns capítulos.
Água
A importância do voto também tem total relação da forma como se trata o meio ambiente. Não adianta ficar criando leis que não têm possibilidade de serem cumpridas pelo produtor. Um dos maiores problemas ambientais ligados ao campo e principalmente às cidades é a água. Não se produz alimentos e nenhum tipo de indústria funciona sem essa matéria prima elementar. A roupa que você está usando neste momento, o computador, etc., passaram por um processo que necessita de água. Tudo precisa de água. É muita responsabilidade jogada nas costas do produtor com origem em políticos eleitos com contribuição de nossos votos. A coisa é muita séria. O pessoal das cidades precisa estar mais que informado; todavia se faz necessário conhecer para saber, de forma a estar inserido no processo de responsabilidade na preservação de nossos recursos hídricos. O homem do campo precisa concentrar seus esforços na produção sustentável de alimentos e o poder público tem o dever de incentivar o produtor e remunerá-lo de forma justa por essa preservação. Tudo tem a ver com seu voto. Com a nação trabalhando melhor, o raciocínio do pessoal das cidades terá mais facilidade para compreender e a entender melhor a engrenagem que se inicia na produção de alimentos que mantêm a vida. Estamos vivos! não estamos?

O tema é bastante polêmico e nos remete a uma auto-reflexão. Na condição de produtor também me pergunto: Será que voto certo? Na verdade erramos algumas vezes não por dolo, mas por acreditar em pessoas com enorme capacidade de mentir. A questão é de tamanha grandeza que o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, vem investindo pesado em equipamentos para detectar mentirosos, porque sabem que a verdade pode evitar grandes desperdícios econômicos, como também prejuízos morais, além de evitar tragédias sem precedentes. Todo candidato deveria passar por um teste, sobretudo aqui no Brasil.
Por conhecer relativamente bem o interior do Brasil, posso afirmar, com toda propriedade, que o produtor rural brasileiro vota muito mal em sua grande maioria. Vejo produtor votando em candidatos porque prometem consertar a estrada. Já presenciei operadores de máquinas dizendo que o prefeito pediu para levantar a lâmina da máquina ao passar pela propriedade de fulano de tal, porque “não é gente nossa”. Ora, consertar estradas é obrigação do poder público e fazer discriminação é um agravante sério perante a própria legislação. O problema não se resume à municipalidade, com prefeitos e vereadores, vai além.
Temos bons parlamentares em Brasília, como também péssimos. É lamentável, mas o mal é ativo e o bem geralmente é passivo. O Brasil possui um histórico muito ruim desde a época da colônia, passando pelo império e depois com a república. Isso deixou um lastro de podridão em nossa cultura que está impregnado na epiderme dos partidos políticos com seus candidatos. Quem sempre pagou o maior custo por tudo foi e continua sendo o produtor rural. Isso se deve principalmente a falta de união. O cooperativismo, mesmo de forma imperceptível para muitos, é um bom exemplo do que a união é capaz, já que o pequeno produtor consegue alcançar melhores resultados com o sistema cooperativista. Em nossa região, o sul Espírito Santo não tem um volume razoável de grandes produtores – 88% são pequenos. Contudo, nosso cooperativismo precisa melhorar muito, sobretudo na forma de comunicação para com os cooperados. Não posso negar que no Brasil tudo é mais difícil de efetivar e implantar. Para se ter uma pequena idéia, o Banco Mundial, ligado a ONU – Organização das Nações Unidas -, pesquisou a burocracia de 183 países. De acordo com a análise, o Brasil ficou em 179° lugar. São entraves que dificultam a vida da população. Atualmente é mais fácil um país da América do Sul vender seu produto debaixo de nosso nariz (Brasil) do que um produtor nacional vender o seu aqui mesmo de forma legal. Isso significa que acabamos tendo mais chance de consumir um alimento argentino do que um alimento brasileiro, como por exemplo, o próprio leite com seus derivados, sobretudo, em grandes centros. Não precisa ser nenhum grande especialista para constatar que algo está errado.
O volume de leis existentes no Brasil, também ocupa posição de destaque (negativo) perante o mundo. Alguns parlamentares, mais perdidos que tudo estão em Brasília fazendo leis que já existem e que não têm nenhum sentido prático para o povo. Só na área ambiental o volume já ultrapassa 16 mil. Por falar nisso, o Código Florestal, foi sancionado pela presidência da república no dia 25 de maio, porém com vetos ao texto da Câmara. Ele fala em área de APP de cinco metros para pequenas propriedades (menos de dois módulos), ora existem muitas árvores que só a copa ultrapassa os cinco metros. São questões estranhas de entender. Apesar de suas mudanças, continua em seu teor com dificuldade de cumprimento pela falta de coerência em alguns capítulos.
Água
A importância do voto também tem total relação da forma como se trata o meio ambiente. Não adianta ficar criando leis que não têm possibilidade de serem cumpridas pelo produtor. Um dos maiores problemas ambientais ligados ao campo e principalmente às cidades é a água. Não se produz alimentos e nenhum tipo de indústria funciona sem essa matéria prima elementar. A roupa que você está usando neste momento, o computador, etc., passaram por um processo que necessita de água. Tudo precisa de água. É muita responsabilidade jogada nas costas do produtor com origem em políticos eleitos com contribuição de nossos votos. A coisa é muita séria. O pessoal das cidades precisa estar mais que informado; todavia se faz necessário conhecer para saber, de forma a estar inserido no processo de responsabilidade na preservação de nossos recursos hídricos. O homem do campo precisa concentrar seus esforços na produção sustentável de alimentos e o poder público tem o dever de incentivar o produtor e remunerá-lo de forma justa por essa preservação. Tudo tem a ver com seu voto. Com a nação trabalhando melhor, o raciocínio do pessoal das cidades terá mais facilidade para compreender e a entender melhor a engrenagem que se inicia na produção de alimentos que mantêm a vida. Estamos vivos! não estamos?

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