A moeda brasileira comemora sua maioridade de 18 anos: o REAL nasceu em 1° de julho de 1994, após um período de transição (URV) iniciado pelo Plano de Estabilização da Economia. Lançado por FHC, então Ministro da Fazenda de Itamar Franco, em 27 de fevereiro de 1994, o Plano recebeu a oposição do PT desde o início de sua formulação. FHC já contou, diversas vezes, que por sua iniciativa conversou, na época, com Lula e Zé Dirceu, explicando as idéias básicas do plano, solicitando em nome de Itamar Franco o apoio do PT no Congresso. Nunca, porém, o conseguiu.
Pelo contrário. Quando o Real chegou às mãos do povo, há 18 anos, Lula, já candidato a Presidente, acusava o Plano Real de ser um “estelionato” eleitoral comandado por seu concorrente, FHC. Queimou a língua.
No poder, jamais Lula reconheceu a virtude do Plano Real, muito menos fez qualquer deferência à FHC pela estabilização da economia brasileira. Aproveitou-se da nova fase da economia sem nunca lhe passar pela cabeça fazer uma auto-crítica, amenizando sua maledicência.
Fui testemunha privilegiada dessa história. Eu chefiava a representação do Ministério da Fazenda enquanto os economistas comandados por FHC elaboravam suas exitosas idéias. Mais tarde, acompanhei, como secretário particular, FHC na campanha eleitoral, estando ao seu lado quando ele apanhou suas primeiras notas de Real, em Poços de Caldas/MG. Minha memória registra momentos, palavras, gestos políticos, daquele importantíssimo período quando se gestava a estabilidade da moeda.
Sempre fiquei imaginando, depois, o que se passava na cabeça do Lula e do Zé Dirceu, e do PT em geral, que erraram feio em sua avaliação. Haverá modéstia na política, me perguntava.
Hoje, 18 anos passados, sei a resposta: na cabeça do Lula, pelo menos, não. Pelo contrário, mesmo errado, e sabendo do equívoco total de avaliação, lutou, e ainda luta obstinadamente, para parecer como se dono fosse da cria alheia, inventando que salvou a moeda ao se eleger em 2002. Aquilo que em 1994 se poderia entender como um oportunismo político, acabou encarnando em Lula como uma espécie de esquizofrenia causada, possivelmente, pela inveja de ter sido FHC, e não ele, quem mudou a cara do Brasil. Ele apenas continuou, sem dúvidas, a seguir os trilhos abertos pela estabilidade econômica trazida pelo Plano Real. Foi seu maior sucesso.
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16 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por roberto argento filho argento, em 17/07/2012 às 02:45
Sei que um MOTOR DE BUSCA serve para achar e facilitar o Cruzamento de Dados O MOTOR DE BUSCA ESTÁ UMA "BOSTA" - SE DIGITO O NOME DE UM OP, QUERO ENCONTRA-LO, ISTO, ESTA FUNÇÃO PRIMÁRIA EM TERMOS DE BUSCA NÃO ESTÁ ACONTECENDO, AQUI NO OP DO QUÊ NOS VALE UM "MOTOR DE BUSCA" QUE NÃO É CAPAZ DE ACHAR, PELO NOME, UM OP , NA PÁGINA "OBSERVADORES"?
Por Jáder Ribeiro, em 03/07/2012 às 08:22
O Plano Real, definitivamente, foi a principal medida tomada em favor do pobres no Brasil. Nada se compara à estabilidade e à segurança monetária advinda com a sua implantação. Isso porque, ninguém pode pensar em qualquer plano mais avançado ou qualquer programa de desenvolvimento sem a necessária estabalidade trazida pela regressão do processo inflácionário, que claro, atingia principalmente a classe pobre. Fernando Henrique terá sempre seu nome na história. Não apenas porque foi eleito presidente da República, mas também por ter sido o homem que nos brindou com um projeto impressionante, o qual colocou o Brasil no rumo dos países desenvolvidos. Convém não parar pelo caminho.
Por erikssom patos, em 03/07/2012 às 10:32
@jader, pode ter certeza absoluta, a inflação é o piro imposto que pode existir numa sociedade, além de concentrar renda, camufla a realidade das causas, principalmente quando os economistas querem se dar bem com o governo.
Por erikssom patos, em 03/07/2012 às 03:15
Quero parabenizar o senhor ex Presidente Fernando Henrique Cardoso pela brilhante implantação do Plano Real. Um fato muito importante entre os muitos que houveram naquele período, porém um, em meu ponto de vista, se destacou em grande importância para a consolidação da politica monetária de forma positiva e que barrou de vez a volta da inflação e hiperinflação, foi o lançamento da - LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 4 DE MAIO DE 2000 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp101.htm Os artigos 35 e 39 proibiram o Banco Central de comprarem do Tesouro Nacional Títulos da dívida do governo. E qual foi a importância dessa medida para o processo econômico? Foi muito importante para derrubar de vez a possibilidade da hiper inflação, e por que? Porque até então o BC (BACEN) compravam esses títulos do tesouro e com isso o dinheiro criado pelo BACEN ia direto para o Tesouro e daí para toda a economia via gastos do governo, sem passar primeiro pelo mercado de credito como é realizado hoje. Esse processo é que causava a inflação e hiperinflação, sem provocar nenhum ciclo econômico, porque vivia se na recessão econômica constantemente.
Por erikssom patos, em 03/07/2012 às 03:18
O PT nunca sacou essas coisas, eles estavam muito preocupados com suas retoricas para alcançar o poder e conseguiram.
Por José Antônio da Conceição, em 02/07/2012 às 22:49
Justiça seja feita... Lula disse muita besteira sim. Não foi citado no texto o reconhecimento que a presidente Dilma fêz, nos primeiros meses do seu mandato. Mas... eu também tenho boa memória. Lembro-me, do 1° de julho de 1995, com FHC no cargo de Presidente da República, foi tomar o café da manhã no Gama (cidade satélite de Brasília), numa padaria popular, comemorando o aniversário do real e a estabilidade dos preços. A padaria foi escolhida, por ter mantido o preço do pãozinho inalterado desde o lançamento da nova moeda. Lembro-me também da data do lançamento. Um dólar valia R$ 0,83. pela primeira vez me senti orgulhoso pela moeda do meu país. Valia mais que o dólar. O valor da passagem do ônibus que faz a linha desde o meu bairro até o centro da cidade, custava R$ 0,45 (aproximadamente meio dólar) Hoje, com o dólar por volta de R$ 2,00 a passagem do mesmo ônibus, para o mesmo precurso custa R$ 2,65 (aproximadamente 30% mais que um dólar) Uma vantagem inegável: O que era subtraido daqueles de baixa renda (que não dispunham de instrumentos para se defenderem dela (**over-night**) passou a ser subtraido em velocidade infinitamente menor. É um ganho, claro que é. Mas ainda há muita estrada a ser trilhada até que se chegue ao ponto que mereça (da minha parte) ser denominado de ideal.
Por Jáder Ribeiro, em 02/07/2012 às 21:37
O Real está aí! É uma prova material de que tivemos um grande estadista, que fez coisas não apenas para uma geração, mas para muitas outras! Só não vê quem quer! Né Luis Felipe???
Por Luiz Felipe, em 02/07/2012 às 19:42
Uma moeda estável , na verdade, é lição de casa, é dever de todo e qualquer governo que se pretenda sério e responsável. E isso qualquer um pode e deve fazer, com as rédeas do governo nas mãos. Manter a moeda forte é outra questão, e isso quem fez foi o Lula e agora Dilma. O real não é nada, não é plano nenhum, mas apenas uma moeda igual a de outros países pretensamente responsáveis. E moeda é um instrumento, um meio para se chegar a um fim que é o Projeto Novo e Alternativo de Nação, na concepção do HMM. E foi nesse sentido que o HoMeM do Mapa da Mina, mesmo sendo filiado ao PT, na época, sugeriu ao Gov. Itamar Franco, o Ecodolar, Bradolar, ou coisa que valha, como moeda forte capaz de estancar a inflação e banir da moeda luso-tupiniquim a nomenclatura cruzeiro e cruzado que simbolizam a cruz em que sangraram Cristo e que , até por isso, inspiram sofrimento, espiação , estado de espírito esse do qual o povo brasileiro já estava farto e não aguentava mais (matéria publicada no Estadão à época, bem antes do lançamento do real, fato esse que irritou os petistas e provocou o desligamento do HoMeM do PT, partido que havia se tornado pequeno demais para o tamanho das suas idéias). E daí Malan mandou uma resposta marota e intimidativa ao HoMeM, por carta, dizendo-lhe que não haveria plano nenhum nesse sentido e que ficasse quieto. Porém, cerca de um ou dois meses depois, veio a URV e o Real, com FHC dando entrevistas, com fitinhas do Senhor do Bom-fim no pulso, dizendo que o nome da moeda seria real e que nome ligado ao dolar significava colonialismo norte-americando, esquecendo-se que real é colonialismo português. Daí, a importãncia do confronto, tete-a-tete, um tira teima em 2014, entre o HMM X FHC e LULA, até porque para estes o real é apenas um fim em si mesmo, mas para o HoMeM o real é apenas um meios para chegarmos ao grande fim que é o Projeto Novo e Alterantivo de Nação e de política-partidária-eleitoral.
Por Jáder Ribeiro, em 03/07/2012 às 10:25
@luisfelipe essa história de que Lula pegou o país em dificuldades, ou "o real em frangalhos" como vc afirma, é coisa de quem acredita na tal herança maldita! Pensei que vc fosse realmente isento, mas já vi que não é. Se lembrar bem, o Brasil estava passando por uma onda de estabilidade porque Lula ainda era aquele socialista que ia estatizar tudo e ia instalar "um sistema contra tudo isso que está aí". Lembra? Aí publicou a carta aos brasileiros e o mercado arrefeceu. Não tem essa de real em frangalhos não Luis Felipe. E esse seu papinho, ao que parece, nunca convenceu ninguém aqui.
Por Tiago Moreira, em 03/07/2012 às 08:07
@luisfelipe Nossa, é muita canalhice desmerecer o Plano Real desta forma.
Por Luiz Felipe, em 03/07/2012 às 09:41
@tiagomoreira . E quem está desmerecendo o real. Reputo-o apenas um meio que nos dá alguma estabilidade para projetarmos o futuro e chegarmos a um fim, o que antes era impossível com a loucura inflacionária. Porém, esse meio em nada resolveu as grandes mazelas e heranças malditas nacionais. O real não é a pedra filosofal, ou fundamental, mas apenas o meio para chegarmos a Ela. Aliás, um meio frágil e efêmero que pode ter um fim melancólico e até catastrófico, caso não façamos a grande Travessia que deve ser feita face à qual já estamos atrasados, de modo que não podemos ficar aí parados, com a boca escancarada de dentes esperando a morte chegar, perdendo mais tempo, com as picuinhas eleitorais entre PSDB, PT e agregados, e as ambições e vaidades pessoais dos mesmos.
Por Jáder Ribeiro, em 02/07/2012 às 21:34
@luisfelipe pronto!!!! descobrimos porque Luis Felipe fala todas essas besteiras!!! Diz que "era" filiado ao PT!!!!!! Mas vejam seu comentário acima e vejam se não é um típico petista enrustido!!! Como pode ter coragem de dizer que o real não é nada!?!!!!???? Como tem coragem de dizer que qualquer um poderia fazê-lo, mas os méritos são de quem manteve a moeda forte: LULA e DILMA!!!!!!!?????? Agora vocês entendem porque quando propusemos um discussão séria ele sempre vem com esse papinho de que: "só o HoMeM, com suas propostas renovadoras e seu espírito natalino, juntamente como coelhinho da páscoa poderá mudar esse país!" "Só o HoMem, amiguinho de Lula e Dilma sabe como falar um monte de coisa boba e tentar parecer sério pra quem não tem a mínima noção das coisas" Pois é HoMeM....deixou o rabinho de fora hein?! Troque esse Leão aí por um asno!
Por Luiz Felipe, em 03/07/2012 às 14:31
@jader . Não fosse vc um colega de debates que admiro e respeito pelas opiniões inteligentes e respeitosas, que aguenta " pancadas" e não apela feio, eu trocaria o Leão por um Asno para que este desce um coice forte na sua cabeça para acordá-lo à realidade que aí está, divorciando-se dos desejos de poder eterno, do PSDB, do PT e demais siglas, que só funcionam em função da próxima eleição.
Por Luiz Felipe, em 03/07/2012 às 09:28
@jader . Esse negócio de assumir paternidade de filho alheio não é conosco. Governantes são servidores públicos, empossados em cargos públicos, regiamente remunerados para cumprir obrigações típicas das suas funções . Logo, FHC cumpriu as suas funções corretamente a seu tempo, fez o que podia ser feito, pois então parabéns, e vamos adiante. O fato é que, por fas ou por nefas, quando FHC deixou o governo o real já estava em cacos, ou em ossos, e Lula, para surpresa de todos, incluisve minha, tb fez a sua parte, conforme as suas limitações e sob artilharia pesada do demotucanismo e agregados, assim como Dilma está fazendo. Aliás, o real já rendeu duas eleições ao FHC (já foi bem recompensado), assim como rendeu tb ao Lula, e agora à Dilma. Assim como a ditadura militar rendeu muitas eleições ao PMDB e cia. Vale dizer, os sonhos de FHC e Lula de se tornarem presidentes da república já foram realizados, aliás, em dose dupla. Agora, urge sossegarem os fachos para que possamos realizar o grande sonho do povo brasileiro, que é o sucesso pleno do bem comum, tendo como foco o IDH númeiro 1 do mundo., porque não obstante o real ainda está quase tudo por fazer neste país. E para isso, o real é o meio e não o fim, porque se for o fim estamos todos desgraçados. E se ficarmos parados no meio, a vida toda, com FHC e Lula, não chegaremos ao fim. Entenderam, ou preferem que eu desenhe. No mais, caso FHC e Lula teimem em ficar parados no meio do caminho, com as suas vaidades e ambições pessoais, a exemplo do Serra, Aécio, Arraes Neto e Cia., julgando-se os donos da cocada, serão todos atropelados, politicamente falando, pelo HoMeM do Mapa da Mina, o PNBC e a Meritocracia Eleitoral, porque evoluir é preciso. Pergunte ao FHC, ao Lula, ao Aécio, ao Serra, ao Arraes Neto e Cia., se eles topam o debate público, democrático, livre, aberto e honesto com o HoMeM, e vc verá que eles fugirão igual o diabo foge da cruz. Este é o sinal mais evidente de que o HoMeM veio para mudar de verdade este país e a política-partidária-eleitoral.
Por regina oliveira, em 02/07/2012 às 19:30
Viva FHC! Viva a equipe econômica do Governo de FHC.... A História colocará cada um em seu devido lugar.
Por Nilso Sguarezi, em 03/07/2012 às 15:57
@reco Com o plano real o Brasil foi colocado nos trilhos e isso e inegavel. Com o mensalao - obra do Lula-Ze Dirceu e &, colocaram pesticida no trem que acabou com a apregoada `moralidade da vida publica` e ja ameaca descarrilhar novamente, se o STF nao punir os corruptores e conrrompidos.