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9 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por Roberto Janiak, em 05/07/2012 às 18:53
Essa história já tem tempo e é uma vergonha que o Governo de São Paulo tenha conseguido sucesso nesse processo administrativo. Não houve nenhuma discriminação a homossexuais e sim respeito aos estatutos do clube. Fosse o parceiro do sócio uma mulher sem vínculos legais com ele - uma amiga, namorada ou amante - o direito lhe seria negado do mesmo jeito. PS: Seu Gabriel, não confunda aspas com parênteses.
Por Gabriel Attuy, em 06/07/2012 às 12:42
@bobjaniak Senhores, os seus argumentos são lógicos. Acredito que a diferença que existe entre os nossos pontos de vista consiste no seguinte: eu estou preocupado em acabar com atitudes preconceituosas que causam sofrimento, humilhação e tornam o nosso convívio social pior. Outros (veja bem, outros, não vocês, que não conheço pessoalmente) estão mais preocupados em garantir que os seus direitos não sejam afetados (por exemplo o direito de colocar a sua namorada - heterossexual - como a sua dependente no clube), apesar de em nenhum foram serem preconceituosos. Me desculpe, mas eu acho que não ter uma posição ativa em questões como essa (do tipo, ah, eu não tenho preconceito, mas também não fico defendendo, cada um se preocupa com o seu problema) é ser um cidadão mais ou menos. É como aquela famosa piadinha: "Poxa vida, daqui a pouco ser homem, branco, heterossexual e cristão é que vai ser minoria". Só ri quem é homem, branco, heterossexual e cristão.
Por milton valdameri, em 06/07/2012 às 17:51
@gabrielattuy Acontece que você não está apresentando um ponto de vista contra o preconceito, você está explicitamente APOIANDO uma situação onde um preconceito é CRIADO, ou seja, você está defendendo um direito exclusivo aos homossexuais e não é um direito aos cidadãos, você está apoiando uma situação de dá aos homossexuais o direito de desrespeitar, de burlar os estatutos das instituições.
Por milton valdameri, em 05/07/2012 às 18:11
Por que o estatuto do clube não é mencionado em nenhum momento? Se ao invés de ser parceito sexual, o "namorado" do sócio fosse apenas um amigo, ou talvez filho do sócio, o clube estaria discrimando por não aceitar como dependente? Quantos "parceiros sexuais" podem ser admitidos como dependentes, segundo essa lei da discriminação? Aguardo respostas.
Por Gabriel Attuy, em 11/07/2012 às 17:44
@miltonv é justamente esse tipo de argumentação que desqualifica a discussão. Você quer, realmente, que eu acredite que está se criando na nossa sociedade uma situação em que existem ou se criam "direitos exclusivos aos homossexuais"? Na minha opinião esse é um argumento muito fraco que serve, apenas, para manter o status quo. Parceiros homossexuais tem que ser reconhecidos sim, para todos os efeitos. A Justiça brasileira, inclusive, já decidiu muito nesse sentido, a jurisprudência está se formando. Esse papo de que "eles se apresentam como "casados", mas não existe lei que os tornem casados" é, sim, preconceituoso. Porque é justamente essa visão preconceituosa que impediu, até o momento, que tal lei existisse.
Por Gabriel Attuy, em 06/07/2012 às 12:43
@miltonv (mesma resposta que dei ao Roberto ali acima) Senhores, os seus argumentos são lógicos. Acredito que a diferença que existe entre os nossos pontos de vista consiste no seguinte: eu estou preocupado em acabar com atitudes preconceituosas que causam sofrimento, humilhação e tornam o nosso convívio social pior. Outros (veja bem, outros, não vocês, que não conheço pessoalmente) estão mais preocupados em garantir que os seus direitos não sejam afetados (por exemplo o direito de colocar a sua namorada - heterossexual - como a sua dependente no clube), apesar de em nenhum foram serem preconceituosos. Me desculpe, mas eu acho que não ter uma posição ativa em questões como essa (do tipo, ah, eu não tenho preconceito, mas também não fico defendendo, cada um se preocupa com o seu problema) é ser um cidadão mais ou menos. É como aquela famosa piadinha: "Poxa vida, daqui a pouco ser homem, branco, heterossexual e cristão é que vai ser minoria". Só ri quem é homem, branco, heterossexual e cristão.
Por Gabriel Attuy, em 05/07/2012 às 18:30
@miltonv deixa ver se entendi. você quer dizer que, como não é possível - ainda - estabelecer uma relação legal de dependente entre o sócio em questão e o marido dele (já que eles não podem se casar, não sei se podem pedir uma certificação de união estável ou algo que valha), então o argumento do clube, qualquer que seja, tem mérito? Porque você colocou a palavra namorado entre parênteses? E a expressão parceiro sexual? Dá a entender que você está insinuando que, se isso for permitido, as pessoas vão se sujeitar a essa humilhação (de ter o seu dependente repelido pelo clube) simplesmente para enfiar uma pessoa como dependente, assim podendo frequentar o clube, mesmo sem ser "dependente de verdade". É isso?
Por milton valdameri, em 05/07/2012 às 18:44
@gabrielattuy Não dá para entender que eu esteja insinuando algo, pois não há qualquer insinuação, eu apresento perguntas que NECESSARIAMENTE devem ser feitas em um estado democrático de direito. A palavra "namorado" está entre parênteses por que eles se apresetam como "casados", mas não existe lei que os tornem casados. Sob esta questão, abre-se precedente para que qualquer sócio inclua como dependente namorados e namoradas. A expressão "parceiro sexual" está entre parênteses pelo mesmo motivo que a palavra "namorado", ou seja, se um dos sócios pode colocar como dependente um parceiro sexual, todos podem, além de não haver nenhum critério jurídico que estabeleça o limite de APENAS UM. Qualquer pessoa que leia meu texto sem a intenção de encontrar "preconceito", entenderá que meu questionamento é jurídico e dependendo dos termos utilizados resultam em diferentes consequências. Espero que você retribua respondendo alguma (ou todas) das perguntas que eu apresentei.
Por Gabriel Attuy, em 05/07/2012 às 18:28
@miltonv deixa ver se entendi. você quer dizer que, como não é possível - ainda - estabelecer uma relação legal de dependente entre o sócio em questão e o marido dele (já que eles não podem se casar, não sei se podem pedir uma certificação de união estável ou algo que valha), então o argumento do clube, qualquer que seja, tem mérito? Porque você colocou a palavra namorado entre parênteses? Dá a entender que você está insinuando q