Opinião

Por Observador Conteúdo, em 18/06/2012 às 13:41  / 16 opiniões.

Novo Código Penal amplia poder do Estado na vida do cidadão, diz jurista

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O jornal Folha de S. Paulo entrevistou a advogada Janaína Conceição Paschoal, que questiona o posicionamento da comissão de juristas responsável pela elaboração de uma proposta de reforma do Código Penal no Senado. O texto já aprovado traz novidades em campos polêmicos como a descriminalização do plantio, compra, e porte de qualquer tipo de droga para uso próprio, financiamento ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, trabalho escravo e racismo. A comissão aprovou ainda mudanças para reduzir a prisão em outros crimes, como roubo e extorsão, havendo a possibilidade de vítima e criminoso fazerem um acordo quanto à pena a ser aplicada.

“Isso é histeria de ‘determinadas bandeiras da intelectualidade esquerdista’, que pretendem resolver com o direito penal comportamentos que poderiam ser coibidos com multas ou orientações da família e da escola. É o caso das propostas de criminalização do bullying, do abandono de animais, de casos de desrespeito ao ambiente e de discriminações”, comenta Janaína. A comissão de juristas deve entregar o relatório final ao presidente da Casa no próximo dia 27.

Veja os principais trechos da entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo.

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    16 opiniões publicadas

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    Por Dmitri Razumikhin, em 19/06/2012 às 13:42

    Viva o comunismo!

    Por milton valdameri, em 19/06/2012 às 12:49

    Criar um código penal a partir do zero é simplemente um absurdo, se existe alguma lei no atual Código Penal que deva ser alterada, incluida ou excluida ela deve passar pelo debate da sociedade.

    Por Elza A., em 20/06/2012 às 23:22

    @miltonv Desculpe, Valdameri... Mas o que você sugere é que retiremos os CÓDIGOS PENAIS das mãos dos JURISTAS e submetamos às mãos dos mesmos ignorantes que, em MAIORIA,AVASSALADORA , MAL SABEM LER? Estariam eles capacitados a "julgar", de forma diferente dos julgamentos e execuções que ocorrem nas favelas? Sabe, Milton, os leigos não fazem ideia do que é o Direito! Pensam que conhecem (de orelhada) mas não sabem nada. Se fosse tão fácil, não precisaria de 5 anos de Universidade e mais estágio... Faz o seguinte, meu caro, você pode até apoiar a "Bancada Evangélica" que quer "cassar" as determinações do Conselho Nacional de Psiquiatria, da área médica, para forçar a barra e dizer que gay "TEM CURA, que gay é "doente mental"! Só porque eles querem! São numerosos, ão "maioria"... Então decidem o que é doença, e o que não é! Ou então pede para o gari fazer uma cirurgia de catarata... Se tudo é tão fácil, pra que estudar, né?O Lula "honoris causa" também pensa assim... Olhaí o resultado...

    Por Elza A., em 20/06/2012 às 23:24

    Complementando "Sabe, Milton, os leigos não fazem ideia do que é o Direito!" AINDA MAIS GORA, NA ERA PÓS LULA...

    Por acir carlos ochove, em 19/06/2012 às 09:07

    Que tal promover um plebiscito sobre a pena de morte ?

    Por Elza A., em 18/06/2012 às 19:53

    Caro Observador. Li a entrevista. Não concordo com a colega, de maneira nenhuma. Quando vi a sua "chamada", até me preocupei e imaginei que as coisas fossem até mais sérias, com a redução de direitos do cidadão mas, felizmente, vi que não se trata disso mas de uma nova forna de responsabilizaçáo penal, por ato oriundos de maldade. Aliás, não é sem tempo! Dizer agora,com três gerações de atraso, que há coisas que devem ser "ensinadas em casa" é no mínimo ridículo! Já não foi ensinado e continuará a não ser... Algumas pessoas "não tem tempo"... Esta colega advogada está banalizando coisas que ela desconhece. O "bullying", que ela pensa ser -apenas- caso de "educação caseira" já provocou vários suicídios e homicídios... Ela mesma diz que pais e escola se omitem! Então , o que ela quer? Há que se coibir pela lei. Os "maus tratos a animais" que ela pensa também ser caso de "educação", ocorrem diariamente, tornando permissível amarrar-se um cão em caminhonete e arrastá-lo até morrer em frangalhos diante de todos, lembrando como a vida tem "valido pouco no Brasil". Tanto a humana como a animal...Há que ser coibida também, a maldade contra os seres vivos animais também.... Estes são os exemplos que, a moça desconhece e que poderão nortear atitudes bem piores se não forem evitados -agora- pela lei! Qualquer psicólogo pode confirmar que, crianças que praticam crueldade contra animais indefesos, têm enorme possibilidade de -no futuro- praticar contra seus semelhantes... Então, que a moça (que-com razão- não foi convidada para compor a comissão) se abstenha de banalizar a luta de MUITAS ENTIDADES DE PROTEÇÃO para inserir estas hipóteses no projeto do Código Penal do país.,

    Por Victor Castro, em 10/08/2012 às 10:19

    @zazamir E viva a cadeia! Solução dos problemas sociais! Não é, Sra. Elza A.?

    Por Victor Castro, em 10/08/2012 às 10:19

    @zazamir Nunca sei se o "cadeísmo" nos seus comentários alinha mais com o conservadorismo de direita ou com o ímpeto marxista de criminalização do politicamente incorreto.

    Por Clei Rebechi, em 18/06/2012 às 20:54

    Está mais do que na hora de punir pessoas covardes que maltratam seres indefesos, como no caso do bullying ou de animais. Psicopatas, por exemplo, gostam de maltratar animais ou crianças pois sentem enorme prazer nesse ato. Em alguns países, existem bancos de dados de pessoas que são condenadas por maltratar animais. Quando ocorre algum assassinado, a polícia recorre a esses dados a fim de investigar algum suspeito entre essas pessoas.

    Por Elza A., em 20/06/2012 às 23:27

    @rebechi Corretíssimo Ciel! Mas isto é para gente estudada e preparada, que sabe que determinados comportamentos demonstram as tendências sádicas de um ser sombrio... Aqui, com a "contra-cultura" brasileira, o que se ve é o desprezo pelo estudo e pelo o conhecimento... Ai de quem for capaz!

    Por regina oliveira, em 18/06/2012 às 19:40

    Sutil Totalitarismo.

    Por Gustavo Adolpho Junqueira Amarante, em 18/06/2012 às 19:19

    Quando o estado não faz sua lição de casa, começa a se intrometer na vida dos cidadãos, e assim tenta desviar a atenção de sua incompetência. Formulam leis estúpidas que ferem a privacidade das pessoas e de instituições; vão forjar uma geração de frouxos mimados.

    Por Jose Reis Barata Barata, em 18/06/2012 às 15:57

    Por oportuno, noto, fico feliz e faço público que percebo que o OP passa a ter mais respeito com o que resolveu chamar de DESTAQUE. POR OPORTUNO , INSISTO NA SUGESTÃO PARA QUE SE DEDIQUE UM PEQUENO ESPAÇO PARA INDICAR AS ÚLTIMAS PARTICIPAÇÕES POR ESTIMULAR O DEBATE. sds.

    Por Jose Reis Barata Barata, em 18/06/2012 às 15:42

    Na verdade se trata de uma entrevista da Dr.ª Janaina em continuidade a um texto dela já posto em discussão aqui no OP. Na oportunidade, além de trazê-lo na íntegra, declinei algumas observações que reproduzo logo após a primeira: 1ª - a causa dessas sugestões de alterações meramente formais no CP não se faz, como acredita a Dr.ª, por equívocos da intelectualidade ou histeria coletiva. Tampouco em se optar por prender, não prender, fianças ou penas alternativas. Está na função social dúbia do Direito em si e na aplicação instrumental dele. Talvez fosse despiciendo indicar que tanto a aplicação teórica do Direito no Brasil é extremamente vexatória, expõe o Judiciário ao ridículo; quanto não existe em razão de um Código Processual Penal obsoleto para os dias atuais e pela escandalosa deficiência física e estrutural do aparato policial e prisional. Portanto, falar de leis e códigos desconsiderando esta terrível evidência é enxugar gelo ou ensacar fumaça. Contudo, no plano do debate teórico nunca é demais discutir. Com a fragilidade política do Estado Constitucional; com o Executivo forte, detentor do Poder; com a inexistência da independência entre os Poderes o Direito produzido e aplicado por governos e bacharéis (pessimamente formados) coniventes abandonou a fonte moral e passou a trilhar o caminho estritamente político. O legal só ocasionalmente é moral, legítimo; o Direito não mais caminha na busca da verdade, mas, na da aparência dela e ainda assim nas mãos de quem esta aparência de verdade é interessante. Por vezes chego a aplaudir não as previsões de Nietzsche em substância, porém, a genialidade dele: ”...a democracia moderna é a forma histórica da decadência do Estado”. 2ª - O que devemos combinar como “Politicamente correto”? Em conceito sério, não depreciativo, qualquer Direito deveria tender para o “politicamente correto”; para a moralidade (claro que a Dr.ª distingue de moralismo) . O Direito deve tender e respeitar o clamor social sim, nele, de algum modo, a sinalização da moral. O Direito, e o Estado é o Direito em tese, existe para o cidadão e não o inverso. Certo que se há de ter especial atenção para a difícil distinção entre “opinião pública” e “opinião publicada”. Este é o árduo trabalho das elites jurídicas, a verdade da opinião e não o parecer da opinião tão comum nas hostes e lides causídicas quando defendem por razões inconfessáveis e acintosamente, mitos, hipocrisias, cinismos e inverdades. E pior, é o que se insufla nos iniciados em nome de espúrio direito de defesa. Mentira não se defende, pune. 3ª - Não penso que as acertadas contradições e desproporções punitivas arroladas pela Dr.ª possam ser inseridas em qualquer conceito que se tenha de “politicamente correto”. Dificilmente poderia aceitar que a sociedade clamasse por aberrações. Não serão sim e de outra feita, estas aberrações, agudamente apontadas pela Dr.ª, reflexo da falta de equilíbrio no todo das sanções? Não se estará escutando um determinado clamor sem a consideração social dele com o todo, o todo moral e assim, com o Código Penal?

    Por roberto argento filho argento, em 18/06/2012 às 15:39

    Não me espantaria nem um pouco ver as ruas tomadas por Tonton Macoute . . .

    Por augusto josé sá campello, em 18/06/2012 às 15:22

    Boa tarde. Parece que há coisas novas e boas e novidades meio esquisitas. Vamos ver. Ajscampello