Brasil

Por Observador Diário, em 25/06/2012 às 12:37  / 15 opiniões.

MERCOSUL PUNE PARAGUAI POR IMPEACHEMENT

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O Paraguai sofreu sua primeira punição após seu Senado, por ampla maioria e em um processo de 30 horas, decidir pelo impeachment do presidente Fernando Lugo. Pela primeira vez desde que foi criado o grupo, um país é suspenso de participar das reuniões de cúpula do bloco. Como noticia o Estadão.com, a punição vale até que o país realize suas eleições presidenciais, programada para abril de 2013. Para a diplomacia brasileira, segundo a reportagem, essa é uma punição política ao Paraguai.
Veja a íntegra da reportagem e deixe sua opinião:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,mercosul-aplicou-punicao-politica-ao-presidente-do-paraguai-avalia-itamaraty,890985,0.htm

(Foto da Home: Paraiba.com/G1. Manifestantes protestam contra o impeachment em Assuncion)

Mercosul aplicou punição política ao presidente do Paraguai, avalia Itamaraty

Calendário da sanção estabelecido em costura no Itamaraty coincide praticamente com o fim do mandato do atual presidente paraguaio

Ao suspender de forma inédita um país do Mercosul, o bloco aplicou uma punição política ao presidente do Paraguai, Federico Franco, impedindo-o de participar das duas reuniões de cúpula do bloco que ocorrerão durante o seu mandato de oito meses, na avaliação do Itamaraty. O calendário da sanção estabelecido em costura no Itamaraty coincide praticamente com o fim do mandato do atual presidente paraguaio. Ao mesmo tempo, ficam mantidas todas as vantagens comerciais e os acordos firmados pelo país. A suspensão, decidida em rito sumário e por consenso, não deu chance de explicação aos paraguaios.
O Brasil avalia que a suspensão política do Paraguai vale tanto para a reunião de cúpula do bloco prevista para quinta e sexta-feira, na Argentina, quanto para o próximo encontro de chefes de Estado, previsto para daqui a seis meses. Dessa forma, Franco, que ocupará a presidência por oito meses, não participaria de nenhuma cúpula do Mercosul.
Segundo a assessoria do ministro Antonio Patriota, os próximos passos da diplomacia brasileira serão dados em conjunto com Argentina e Uruguai, os outros dois sócios plenos da união aduaneira neste momento. Como o Paraguai não possui embaixadores destes países, convocados após o impeachment do ex-bispo Fernando Lugo na sexta-feira, uma via de diálogo terá que ser aberta, de acordo com o Itamaraty.
Defesa
Um primeiro contato com o governo paraguaio foi feito, logo após o impeachment, segundo o Itamaraty. Patriota estava na capital paraguaia quando o Senado aprovou o impeachment e conversou com parlamentares e com Franco, que foi eleito vice de Lugo mas distanciou-se politicamente do ex-bispo. Com base nestes diálogos, o Brasil avaliou que o processo de afastamento do presidente paraguaio ocorreu dando pouca margem de defesa para Lugo, em uma velocidade sem paralelo quando comparado com outros impeachments no mundo.
A presidente Dilma Rousseff ouviu as impressões de Patriota anteontem, durante uma reunião no Palácio da Alvorada que também contou com os ministros da Defesa, Celso Amorim, e de Minas e Energia, Edson Lobão. Jorge Samek, presidente da usina Itaipu binacional, que pertence a Brasil e Paraguai, também participou do encontro.

 

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    15 opiniões publicadas

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    Por Fernando Augusto Rodrigues da Costa, em 25/06/2012 às 18:07

    Essa reação parte dos demais grupos, que governam outros países latino americanos, que têm medo de passar pelo mesmo processo. A justificativa para apear o Lugo do poder, poderia ser aplicada à Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador ou mesmo o nosso Brasil. Tivessemos uma oposição descente e corajosa e Lula teria caído no primeiro mandato, com o episódio do "mensalão". Como ele (Lula) é tratado como filho adotivo de FHC, pelo PSDB, continua aprontando das suas, sem ter quem o enfrente.

    Por jose alberto de toledo, em 25/06/2012 às 21:37

    @farcosta CERTO, CERTO, CORRETO - DEMOCRACIA É ASSIM, NÃO PRESTA JOGA FORA, PORQUE TEMOS QUE ATURAR TANTOS ALOPRADOS. BRAVO

    Por mario jota, em 25/06/2012 às 21:31

    @farcosta Voce está correto. Esse medo é real e a reação às barbaridades dessa esquerda fajuta e irresponsável da america latina já iniciou. As esquerdas tremem de medo e por isso a reação destes países está virulenta.

    Por augusto josé sá campello, em 25/06/2012 às 16:49

    Boa tarde. Penso que a questão é interna, de exclusiva competência dos paraguaios. Assim como a venezuelana, a equatoriana....Ajscampello

    Por José Antônio da Conceição, em 25/06/2012 às 17:09

    @ajcampello Você está correto em pensar assim Campello. O problema é que nem todos pensam. Vale citar aqui, parte da marinha de guerra dos Estados Unidos estacionada no Atlântico sul por volta dos dias que antecederam o 31 de março de 1964. O que eles estavam fazendo por aqui? Turismo? Ou será que se deslocaram para estas águas aleatoriamente e aconteceu uma incrível coincidência de datas e de fatos?

    Por ricardo luiz da silva costa, em 25/06/2012 às 16:31

    Eu concordo com Jader Ribeiro. Acho que esse é um problema interno do povo paraguaio, criado por ele mesmo e somente ele saberá resolver. Ninguém tem o direito de se intrometer ou retaliar o país vizinho, a não ser que fosse solicitada algum tipo de ajuda, e não é o caso. O bravo e sofrido povo paraguaio não merece ser penalizado (retaliado) pela má cabeça de seus governantes. Será que a História está se repetindo? Argentina, Brasil e Uruguai, a tríplice aliança do século XIX ataca de novo em pleno século XXI e faz a nova Guerra do Paraguai? Ontem como hoje isso é uma tremenda covardia.

    Por Ale Freitas, em 25/06/2012 às 16:14

    Se fossemos seguir os pressupostas de democracia paraguaia FHC teria que ser deposto do governo. Em uma semana de janeiro de 1999 o dolar pulou de 1 para 3 reais. Desemprego nas alturas, e ainda em 2001, faltou energia. Mas fizemos o correto, o depomos, mas nas eleições livres e democráticas de 2002 quando seu candidato, Serra, foi rejeitado. ISSO É DEMOCRACIA, É RESTO É GOLPE!

    Por Jáder Ribeiro, em 25/06/2012 às 15:20

    Amigos. A Suprema Corte Paraguaia acaba de rejeitar o recurso de Lugo, pois entendeu que não há qualquer inconstitucionalidade no procedimento, já que a Constituição dá ao Senado a prerrogativa de fixar o prazo para a defesa, ou seja, pode ser mais demorado, mais também pode ser mais rápido. Como se vê, golpe é o que estão tentando fazer os Países da UNASUL e do MERCOSUL, pois querem levar Lugo de volta na marra!!

    Por José Antônio da Conceição, em 25/06/2012 às 16:05

    @jader Creio eu que não é "na marra" não. O que se está tentando é impor respeito à vontade popular... senão a moda pode pegar e, aí sim, quero viver para presenciar você mudar o discurso (mais uma vez na sua vida).

    Por Jáder Ribeiro, em 25/06/2012 às 16:28

    @joseantonio400 a vontade popular se manifesta de forma soberana na Constituição e tudo o que foi feito está previsto lá. Pode procurar.

    Por Dmitri Razumikhin, em 25/06/2012 às 15:10

    A punição ao povo paraguaio foi promovida pelo Foro de São Paulo, entidade semi-secreta que Lula presidiu, e de cujas reuniões participou quando ainda na presidência, em claro desrespeito à Constituição brasileira. Lula estupra frequentemente a Constituição brasileira e não há reclamos por parte do PT. Nem um mínimo reparo. Nuestro hermanos de Paraguay seguem sua Constituição e expulsam um presidente infame e o PT reclama de golpe. Essa raça é podre.

    Por Dmitri Razumikhin, em 25/06/2012 às 15:02

    Não houve golpe. O rito de retirada de Lugo da presidência, sumário, está previsto na Constituição de Paraguay. Seguir a Constituição é golpe?? Vejam se não é assim. Se for contra o Foro de São Paulo será golpe, caso contrário..

    Por roberto argento filho argento, em 25/06/2012 às 13:20

    Pergunta: "Quanto tempo levou o Impedimento ao Collor?" - como um Merda, me resta inferir que, a despeito do que digam por aí (ou pensem) Foi um Golpe.

    Por roberto argento filho argento, em 25/06/2012 às 14:50

    @argento: ... talvez aprendamos algo com nuestros hermanos paraguayos . . .

    Por acir carlos ochove, em 25/06/2012 às 12:56

    A OPOSIÇÃO TEM TODO O TEMPO NA CAMARA FEDERAL E NO SENADO, AO VIVO, PARA SE POSICIONAR AO POVO BRASILEIRO E AO POVO PARAGUAIO, ABS