A revista Veja considerou o editorial “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”, um marco nas lutas democráticas. Engana-se quem pensa que o jornal fundado por Roberto Marinho, o general civil da ditadura militar, é novo na defesa da democracia, o editorial de 2 de abril de 1964, intitulado “Ressurge a democracia”, está para provar que ,desde sua fundação, ele luta pela democracia. Como a família explicaria que um golpe militar fez “ressurgir” a democracia, é outro caso desses que só acontecem no Brasil. Segue o editorial, na íntegra:
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.
Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.
As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.
Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.
A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”
Tem algo a dizer?
13 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por Jose Reis Barata Barata, em 11/06/2012 às 04:46
A era dos energúmenos. De uns dias para cá tenho notado alguém que quer ser notado não pelo que possa contribuir, mas, pelo que possa destruir. Nem os mais calmos e distantes recantos da internet escapam dessa sanha maldita. Talvez um desejo inconsciente de justificar o injustificável que tanto incomoda um plano de poder cuja pátria brasileira é mero corolário. Traz agora um épico, histórico e instrutivo editorial de O Globo de 64. Se o interesse era desinformar, conseguiu o contrário. Conclui o editorial com a justa conclamação à união: “Sejamos dignos de tão grande favor.” Infelizmente sempre existirão os apátridas, os indignos, os adePTos da mentira e da insídia. Conviver com a mesquinhez de caráteres oportunistas e aproveitadores que textos descompromissados sem o menor indício de verdade, que se contradizem por si expõem é o que mais a tão espoliada e vilipendiada democracia exige, tolerância. Do ilógico surge muita coisa boa como o que consta deste material histórico: ”Entre as coisas que podem levar um pensador ao desespero figura o reconhecimento de que o ilógico é necessário para os homens e que do ilógico surgem muitas coisas boas – NIETZSCHE” Sejamos tolerantes! Mentes assim, despreparadas, que primam por rejeitar que o mundo não se fez hoje: “Mas somente se nos voltarmos pensando para o já pensado, seremos convocados para o que ainda está para ser pensado – HEIDEGGER”; que é o mundo deles, de palavras que fazem fatos, fazendo do universo o inverso, fazem de pérolas, farelos; postulam por uma democracia Bombril, de mil e uma utilidades; para eles. Democracia, irmão, é princípio de convivência, linha do horizonte, objetivo político; jamais forma de governo. Sem dúvida que o grupo que detém o poder constituído por mais terríveis terroristas que os de ontem por destituídos de identidade usurpam o que sequer conhecem e mesmo estimam pelo que foram e sim pelas vantagens que deles auferem; covardes, mascaram-se via demagogia e abandonam a força física que sabem impotente ante a organizada; despidos de ideologias outras que não o poder que tanto lhes dá prazer fazem, assim, na ainda insubstituível fé social no poder do Estado (força, moeda e Direito) que garante a lei e a ordem a cunha imoral de irresponsáveis condutas anticívicas. O editorial é sério e sóbrio: “-Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. -Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez. -Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. -No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. -…o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.” Moço, estuda, pesquisa inventa outra. Esta, o tiro saiu pela culatra.
Por roberto argento filho argento, em 09/06/2012 às 15:08
Texto nota 10 no ENEM. Só, nada mais. Mas é bonito pra Cacête - assim mesmo, com "C" maiúsculo e Circunflexo, para indicar o tamanho e a chapeleta GG (grande e grosso).
Por roberto argento filho argento, em 11/06/2012 às 12:07
@argento: . . . só um Mimo . . .
Por erikssom patos, em 09/06/2012 às 10:35
O socialismo e o comunismo é um péssimo regime que exclui o processo democrático, basa observar ao redor do mundo os países que adotaram esses regimes. Os militares nos poupou desse processo. Se o socialismo e o comunismo fosse muito bom não teria que ser implantado na marra, na base da marreta e do martelo. Esses regimes falam muito em liberdades, mas desprezam as liberdades individuais e cultivam as liberdades coletivas que nada mais são do que a vontade unica de um partido único e do todo poderoso estado que é dirigido pela classe dirigente. O socialismo acabou oficialmente...
Por lauro esteves, em 10/06/2012 às 21:17
@patos O golpe de 1964 foi realizado para evitar a continuidade de um processo de ampla democratização por que passava o Brasil. A política econômica do governo Jango, a extensão da sindicalização – aos funcionários públicos, aos trabalhadores rurais -, as lutas populares por mais direitos, o começo de reforma agrária, incorporavam crescentes setores populares a direitos essências. Mas isso não era funcional aos interesses das elites dirigentes, comprometidas com interesses econômicos voltados para o consumo das camadas mais ricas da sociedade – a indústria automobilística era o eixo da economia – e para a exportação, em detrimento do mercado interno de consumo popular. Portanto, ameaça comunista foi a desculpa dos militares e da própria elite paulistana que apoiou de forma inconteste o golpe, capitaneado pelo Carlos Lacerda, que como acreditavam os paulistas seria empossado presidente pelo regime. Quebraram a cara. O golpe e a ditadura militar fizeram um mal profundo para o Brasil, mas favoreceram o capitalismo fundado nas grandes corporações nacionais e internacionais, que lucraram como nunca – entre elas os próprios grupos econômicos da mídia. A gritaria de que a democracia estava em perigo, em 1964, serviu para acobertar a ditadura e o regime mais antipopular que já tivemos. Agora o quadro se repete, já não mais como tragédia, mas como farsa. Vivemos de novo um processo de ampla e profunda democratização da sociedade brasileira. Dezenas de milhões de brasileiros, que nunca haviam tido acesso aos bens mínimos à sobrevivência, adquirem o direito de tê-los, para viver com um mínimo de dignidade. O mercado interno de consumo popular passou a ser elemento integrante essencial do modelo econômico. A sociedade brasileira, que era a mais desigual da América Latina - que, por sua vez, é o continente mais desigual do mundo -, pela primeira vez, começou a ser menos desigual, menos injusta. Isso incomoda às elites conservadoras brasileiras. Já não podem dispor do Estado brasileiro – e das empresas estatais – como sempre dispuseram. Os donos de jornais, rádios e TVs, já não têm um presidente da república que almoce e jante com eles, com todas as promiscuidades decorrentes daí. Sentem que o poder se lhes escapa das mãos. Que um presidente – nordestino e operário de origem – conquistou um prestigio e um apoio popular, apesar deles. Tem medo do povo. Quando se dão conta da democratização que começou a acontecer, logo retomam os seus fantasmas da guerra fria e gritam que a democracia está em perigo, quando o que está em perigo são os seus privilégios. São os mesmos que confundiam seus privilégios com democracia – porque assimilavam democracia com regime que protegia seus interesses -, que agora tem medo da democracia, porque sentem que perdem privilégios. Privilégios de serem os únicos formadores de opinião publica, de serem os que filtravam quem podia ocupar a presidência republica e os outros cargos públicos importantes. Privilégios de terem acesso exclusivo a viajar, a comprar certos bens, a ir ao teatro. Privilégios de decidir as políticas governamentais, de eleger e destituir presidentes. O que está em perigo são os privilégios das minorias. O que está em desenvolvimento no Brasil é o mais amplo processo de democratização que o país já conheceu. Um processo que apenas começa, que tem que quebrar o monopólio do dinheiro (poder do capital financeiro), da terra (poder dos latifundiários) e o poder da palavra (poder da mídia monopolista), entre outros, para que nos tornemos realmente um país justo, solidário e soberano. Quem tem medo da democracia? As elites que sempre detiveram privilégios, que agora começam a perdê-los. O povo, os que têm consciência social, democrática, não tem nada a temer. Tem um mundo – o outro mundo possível – a ganhar. De artigo de Emir Sader – 20/09/2010
Por Rafael Braga, em 09/06/2012 às 12:00
@patos A ditadura que a globo apoiou ? falou de tudo, menos disso.
Por Luiz Felipe, em 09/06/2012 às 11:39
@patos . Que tal um editorial da era da ditadura vargas onde o globo tb aprontou das suas, usando otários, e azarando a vida de inocentes ?
Por Luiz Felipe, em 09/06/2012 às 10:54
@patos . Idem a ditadura militar que a globo nos impos.
Por Dmitri Razumikhin, em 09/06/2012 às 15:22
@luisfelipe Já sabemos que você jogava bola de gude em 1964 e, portanto, tudo que conhece (sic) da época é de ouvir falar. Pois bem: 1. foi a sociedade brasileira que exigiu dos militares uma ação restauradora da ordem e dos princípios constitucionais, em face às reais ameaças à democracia existentes, devido à fraqueza de Jango diante das pressões dos comunistas. 2. o ex-capitão Lamarca, em que pese a dor, saudade e o respeito que têm a sua memória os seus familiares, assassinou a sangue frio um tenente do exército que não poderia ser deixado vivo, posto que conhecera-lhe o rosto, modificado em operação plástica. Pela impossibilidade de usar arma de fogo, para não denunciar a posição do aparelho, o tenente foi assassinado a coronhadas. No estilo dos sovietes.
Por Dmitri Razumikhin, em 08/06/2012 às 23:12
Na manhã de 12 de julho de 1966, o Marechal Costa e Silva, então candidato à Presidência da República, era esperado por cerca de 300 pessoas que lotavam o Aeroportodos Guararapes. Às 08:30h, poucos minutos antes da chegada do Marechal, o serviço de som anunciou que, em virtude de pane no avião, ele estava deslocando-se por via terrestre até Recife e.. O comunicado provocou o início da retirada do público. O guarda-civil Sebastião Aquino percebeu uma maleta escura abandonada junto à livraria "SODILER", localizada no saguão do aeroporto. Julgando que alguém a havia esquecido, pegou-a para entregá-la no balcão do DAC. Ocorreu uma forte explosão.Passados os primeiros momentos de pavor, viu-se que o atentado vitimou 16 pessoas. Morreram o jornalista Edson Régis de Carvalho e o vice-almirante reformado Nelson Gomes Fernandes. O guarda-civil feriu-se no rosto e nas pernas, o que resultou, alguns meses mais tarde, na amputação de sua perna direita. O então Tenente-Coronel do Exército, Sylvio Ferreira da Silva, sofreu fratura exposta do ombro esquerdo e amputação traumática de quatro dedos da mão esquerda. Ficaram, ainda, feridos os advogados Haroldo Collares Barreto e Antonio Pedro Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro, os estudantes José Oliveira Silvestre, Amaro Duarte Dias e Laerte Lafaiete, a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária Idalina Maia, o guarda-civil José Severino Pessoa Barreto, o deputado federal Luiz de Magalhães Melo e Eunice Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade. Além das pessoas listadas, há evidências de que várias outras também sofreram ferimentos menores, sem que seus nomes tenham sido mencionados publicamente. O acaso, transferindo o local de chegada do futuro presidente, impediu que a tragédia fosse maior. Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas de Jacob Gorender, foi o militante Raimundo Gonçalves Figueiredo, codinome Chico, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-Palmares. O atentado foi um dos atos que provocaram o endurecimento do regime militar, e é considerado o início da luta armada no Brasil. Muito antes disso, em 1962, Osvaldo Soares, o Osvaldão, e outros membros da dissidência armada do PCB, haviam estado na China em treinamento nas táticas de guerrilha. Nenhum deles desejava a volta da democracia. Queriam implantar no Brasil uma ditadura comunista, nos moldes cubanos.
Por Luiz Felipe, em 09/06/2012 às 10:47
@razumikhin . Quer dizer então que o culpado é o "Chico" ? E cadê o "Chico" para dar a sua própria versão ? O "Chico" você confessa que foi assassinado, né ? E como morto não fala, vc, na sua demência, julga que acreditemos na sua estória. À época da estupidez histórica, como disse o próprio General Milton Cruz, em sua última entrevista, ainda era apenas um guri, que jogava bolinha de gude na rua, numa cidadezinha do interiror paulista, terra de Júlio Prestes, tb golpeado por uma ditadura, quando vimos passar correndo três ou quadro moços em estado de desespero apenas com a roupa do corpo, e se emprenharam na mata rumo a São Miguel Arcanjo, 7 Barras, Eldorado, e atrás deles várias pessoas fortemente armadas . Meu irmão mais velho e seus amigos que imagino já entendiam o que estava acontecendo despistaram os homens armados fazendo-os convergir à direita ao passo que os moços naquela oportunidade escaparam pela esquerda, sendo que em seguida meu irmão nos ordenou a todos:" saiam da rua e se escondam porque eles vão voltar aqui para se vingar de nós". Apavorado, com o coração quase saindo pela boca, me escondi debaixo da cama dos meus pais, de onde fui tirado puxado pelos pés pelo meu pai. Vi, não entendi nada do que estava acontecendo, mas foi uma cena que nunca mais esqueci, e agora, cerca de 48 anos depois, face aos relatos que tenho visto aqui e acolá, tenho a impressão que o meu irmão mais velho e seus amigos, naquela data, ajudaram a salvar e prolongar a vida do Capitão Lamarca (que tinha como ídolo) e seus companheiros, que, não fosse o gesto deles, poderiam ter sido fuzilado ali mesmo, naquele local, à queima roupa. Hoje, adulto, maduro e minimante instruido, vejo no fato de golpear-se um governo eleito pelo povo, que é o dono legítimo do poder e do pais ( e não a globo e nem um, dois ou três loucos fardados ou à paisana), por si só, um abominável atentado à Democracia, que merece o repúdio de todos. Portanto, a nossa causa, é democrática e só terá sentido se levada a efeito pela vontade livre, consciente e soberana do povo., sem os abomináveis erros do passado, para que aí sim, com sabedoria e métodos inteligentes possamos fazer os negócios públicos e privados fluirem com probidade, boa-fé e honradez, inclusive os negócios midiáticos, impedindo que os espertalhões do ramo continuem usando e abusando da boa-fé e dos bons sentimentos de incautos, chupando-os como laranjas até o bagaço, e depois descartando-os no lixão da história como a globo camaleônica fez com os baratas da vida: ella mocinha da história e os songamongas vilões para toda a eternidade. Elles, os espertos, com esses editorias visivelmente malandros jogoram os idiotas e ernegúmenos na fogueira, enricaram mamando à beça nas ubres gordas da vaca louca que os tolos lhes seguraram pelos chifres, e aí ainda estão os tontos, às voltas com a comissão da verdade, defendendo os verdadeiros algozes da história, que manipuando ignorantes e conduzindo a marcha da história sempre a favor dos seus negócios. Quem são de fato os energúmenos ?
Por Dmitri Razumikhin, em 09/06/2012 às 14:57
@luisfelipe Não, leão que mia. A culpa foi da pólvora.
Por Luiz Felipe, em 08/06/2012 às 17:30
" Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.” Puta tragédia. O pior é que esses psicopatas enriqueceram com essa loucuras, manipulando marionetes ainda mais doidas do que elles. Até o próprio General, Milton Cruz, hoje, classificou isso de estupidez, loucura. É esse banditismo jornalístico que os canalhas chamam de liberdade de imprensa ?