Entre tantas dúvidas sobre o Código Florestal, uma certeza o agricultor José Batistela carrega: ele não precisa, nem quer, ser anistiado. Ninguém jamais o convencerá de que incorreu em crime ambiental ao abrir as fronteiras agrícolas do Brasil. Julga tal suposição uma afronta ao seu caráter.
Descendente de italianos, cheio de bisnetos, seu José anda meio depressivo pelo que escutou no rádio e na televisão. Sente-se desprestigiado na sociedade urbanizada que ajudou a erigir e agora lhe vira as costas, não lhe reconhecendo nas mãos os calos ganhos no árduo trabalho da roça. Esquecem-se os citadinos de sua saga familiar, há mais de século iniciada com a abertura daquelas terras roxas na região de Araras, destinadas a plantar os cafezais que forjaram a pujança paulista. O machado, sim, e a maleita, também, fazem parte de sua história. Renegada no presente.
A mistura entre desmatadores e pioneiros representou a pior desgraça gerada nessa infeliz polêmica sobre a legislação ambiental do campo. Uns, condenáveis, outros, elogiáveis, ambos se misturaram no discurso exagerado, enganoso mesmo, brandido pelos radicais do ambientalismo. Em nome de nobre causa – a defesa ecológica -, cometeram uma tremenda injustiça com os nossos antepassados, equiparando-os aos criminosos da floresta. Cuspiram em suas origens.
Semelhantes a qualquer outro povo espalhado no planeta, os pioneiros da Nação brasileira, certamente, suprimiram muitas florestas virgens. Começaram pela Zona da Mata nordestina, onde o latifúndio açucareiro se instalou ocupando a faixa úmida e ondulada que acompanha a costa atlântica. Depois, durante a corrida para a mineração, chegou a vez de o montanhoso solo mineiro ser desbravado. O mesmo ciclo de progresso estimulou a exploração pecuária nos pampas gaúchos. Pedaços da vida selvagem cediam espaço para a civilização humana crescer.
Mais tarde, a frente de expansão adentrou a Mata Atlântica do Sudeste, buscando a excelente fertilidade das terras roxas. São Paulo, por intermédio dos bandeirantes e, depois, dos imigrantes, assumia a dianteira econômica, e política, do País antes mesmo do fim da escravatura. Nessa época, o navio trazendo o pai de José Batistela aportava no Porto de Santos. O que o movia era o sonho da prosperidade no além-mar.
O tempo passou. Somente quando a agronomia realizou uma de suas maiores façanhas tecnológicas – a conquista do Cerrado no Centro-Oeste – a última fronteira se efetivou. Há 40 anos se iniciava a interiorização do desenvolvimento nacional, processo que ainda receberá da historiografia o devido reconhecimento na consolidação do País. Confundir essa ocupação histórica do território com o dano ecológico causado pelos devastadores do presente significa tola, ou mal-intencionada, visão.
Nossos avós, definitivamente, não são criminosos ambientais, tampouco criaram “passivos” a serem recuperados. Ao contrário, eles geraram ativos produtivos para a civilização. Como se teriam erguido, e abastecido, as cidades sem a lavra do solo virgem? Impossível. Derrubar árvores, drenar várzeas, combater peçonha foram exigências do progresso material da sociedade, aqui como alhures, turbinado pela explosão populacional.
Haverá, com certeza, um limite para a exploração planetária. O que permite tal hipótese é o avanço tecnológico. Quanto mais as modernas técnicas garantem, no campo, maior produtividade por área explorada, mais se facilita a preservação de espaços naturais. Boa comprovação disso se encontra na pecuária brasileira. O volume de carne produzido hoje no Brasil exigiria, se mantido o nível de tecnologia de 30 anos atrás, um assustador acréscimo de 535 milhões de hectares nas pastagens. Economizou-se uma Amazônia.
No patamar de conhecimento atual, estima-se que as áreas já exploradas do território nacional seriam suficientes para atender à demanda de mercado por alimentos e matérias-primas. Ou seja, após séculos de expansão sobre os biomas naturais, vislumbra-se um ponto de equilíbrio entre derrubar e produzir. Mais que utopia, o desmatamento zero torna-se uma possibilidade real.
Seu José Batistela, agricultor da velha guarda, tem dificuldade para entender esse assunto da “pegada ecológica” da humanidade. Mas concorda com a punição dos picaretas que, na Amazônia ou onde mais, zunem a motosserra afrontando conscientemente a lei florestal. Sabe que os tempos mudaram.
Aqui está o xis da questão: como consolidar, e regularizar, as áreas produtivas da agropecuária nacional sem facilitar a vida para os bandidos da floresta. Infelizmente, no debate polarizado sobre o novo Código Florestal, tudo virou um só dilema: anistiar, ou não, os desmatadores, colocando todos no mesmo saco. Desserviço à inteligência.
Chegou a hora de passar a limpo essa encrenca entre ruralistas e ambientalistas. Má interpretação, exageros, preconceitos confundiram a opinião pública, até no exterior. Na Europa, especialmente, ecoterroristas venderam a ideia de que o Código Florestal acabaria com a Amazônia. Mentira deslavada. Abaixada a bola com a (correta) promulgação da Lei 12.651/2012, com vetos, seguida da imediata publicação da Medida Provisória 571, há que retomar a capacidade de interlocução.
Doravante valeria a pena ouvir a voz da sensatez. Recuperar a biodiversidade não se sobrepõe à proteção humana. Não faz nenhum sentido regredir, salvo o imprescindível nas matas ciliares, o território produtivo do País. Muito menos facilitar os desmatamentos.
Código Florestal, o Retorno. Assim se poderia chamar o filme. Só que, nesse novo enredo, José Batistela ocupará um papel honrado.
Publicado originalmente no Estadão (29/05/2012)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,codigo-florestal-o-retorno,879328,0.htm
Tem algo a dizer?
11 opiniões publicadas
O que você tem a dizer?Por augusto josé sá campello, em 12/06/2012 às 13:54
Caríssimo Xico Graziano. Boa tarde. Já faz tempo que seu texto está aqui e eu, francamente, não havia reunido paciência para articular uma opinião que fosse,para meus critérios, válida.==Pois, acho tudo muito estranhamente concidente. E inócuo.== A conicidência entre os tempos da tramitação do tal código e a Rio+20 me cheira a oportunismo político. Fracassado, segundo tudo indica. Assim como fracassaram outras coisas, como a reforma agrária e agora, parece, fracassam as tristes políticas de territorialização das nações indígenas. Afora o francamente escandaloso caso dos quilombos. Sempre, note-se, envolvendo a terra, o meio de produção. Parece evidente que há uma agenda de cunho ideológico subjacente.. "Voilá", sai-me do peito o que mais forte dor me causa.=== Enquanto se ouve um discurso político de "republicanismo", "federação" ou federalismo" ou de "políticas de estado", o que se lê nas entrelinhas é ideologia. Velha e mofada. Inservível para uma nação, para uma sociedade que quer um futuro melhor. Questões de estado tratam-se com seriedade e aderência à realidade. A realidade desde há muito deixou de suportar ideologias do século XIX. Vide Grécia. Vide a mexicanização da Rússia, com seus gângesters travestidos de empresários.== Inócuo. O debate falso entre agro alguma coisa e ambientalistas é inócuo. Ruído. Disfarce. Triste e fatal morte anunciada da esperança de futuro da nação. Se não for morte, ao menos mais um postergar.=== Não quero ler mais uma versão idiotizada deste código. Não quero mais ouvir falsos debates sob os quais há agendas ocultas de parte a parte. Não vou desistir. Não vou me calar. Mas me recuso a entrar em debates inócios. Não quero mais assistir a documentários mostrando a "nobre" atividade de catadores de caranguejos sabendo que isto é a morte anunciada do bioma. Ajscampello
Por roberto argento filho argento, em 08/07/2012 às 18:11
@ajcampello: Ele sabe.
Por Elza A., em 30/05/2012 às 19:37
(Encurtei meu texto) ... Não quero ir muito mais longe não. mas seu José, o senhor já ouviu falar na Ilha de Páscoa? Da "RapaNui"? Pois ´é.. Estudos apontam que o aumento da população levou a um uso excessivo do solo que acabou ocasionando uma grande escassez de comida levando as aldeias a guerrear entre si. O desmatamento das árvores para proporcionar mais locais de cultivo, para transportar os cada vez maiores moais (estátuas de pedra imensas) que eram construídos e para construir canoas com as quais os rapanuis pescavam golfinhos, empobreceu o solo e selou de vez o destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. E, até hoje, são raras as árvores na Ilha de Páscoa.Pode olhar, tem fotos aí. http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/treehugger/2011/04/desmatamento-colapso-e-polui%C3%A7%C3%A3o-pl%C3%A1stica-na-ilha-de-p%C3%A1scoa.html A civilização Maia, tão importante na historia mundial, desapareceu por causa do desmatamento! Já foi cientificamente comprovado que a extração de árvores para a queima do calcário com que revestiam suas cidades e pirâmides acelerou a extinção de sua civilização... http://educacao.uol.com.br/historia/civilizacao-maia.jhtm Seu José, compreendemos seu sentimento e sei que compreenderá o nosso. Foi duro ver pessoas mal intencionadas e metidinhas a espertas invadindo rapidamente terras NOSSAS, terras DO BRASIL, de nosso POVO, para depois requererem "regularização e titulação" E OBTIVERAM, MESMO TENDO COMETIDO CRIME DE DESMATAMENTO sobre o QUE NÃO LHES PERTENCIA...AINDA! Esta experiência não é de outros não! É minha! Não minto, seu José! EU, PROFISSIONALMENTE E PESSOALMENTE, vi terras serem tituladas "pros amigos" e benfeitores, quando já não mantinham o mínimo de cobertura vegetal exigidas por lei e pelo Incra... Mas a politica, seu José, é criminosa. Ela multa o cidadão por tão pouco e sempre da um jeito para -por baixo dos panos- "perdoar" seus financiadores por crimes contra nossos interesses, contra o interesse público... Seu José, acho que lhe devemos uma satisfação... TEMOS A OBRIGAÇÃO MORAL E CIDADÃ de RESGATAR sua posição de PIONEIRO! Devemos isto ao senhor, que se sacrificou como pioneiro. Não podemos deixar que misturem, na mesma poça de estrume, quem é honrado e quem é safado! E é tão simples, seu José! Simples e limpo como a água! Sabe como podemos fazer? Podemos pedir ao nosso amigo Xico que use a sua influência E SEUS CONTATOS POLÍTICOS para que cobre da bancada do PSDB e dos que possam, divulgar esta "campanha de resgate" de dignidade dos nossos pioneiros, fazendo que a União PROCEDA A UM LEVANTAMENTO DAS TITULAÇÕES DESTAS TERRAS AMAZÔNICA E PANTANEIRAS que foram destroçadas, para ver em que situação estavam QUANDO FORAM "TITULADAS"! É fácil! Já fiz isto por muitos anos! O INCRA TEM AS INFORMAÇÕES! Além disso, se quiserem mesmo, é só entrar no Google Earth ou pedir ao governo os dados que eles tem e, mediante o levantamento AEROFOTOGAMÉTRICO, AVALIAR A RAPIDEZ PREDATÓRIA DO DESMATAMENTO durante a tramitação e das discussões deste CÓDIGO BANDIDO, que está se impondo mesmo contra as manifestaçõese a VONTADE do povo deste país...AÍ ninguém mais vai poder "confundir" bandido COM o pioneiro.! TENHO "TARIMBA" NISTO. Nunca facilitei pra "bandido" e posso até trabalhar DE GRAÇA, POR PURA CIDADANIA, para ajudar o meu país e o meu povo, resgatando DE VERDADE,A ESTÓRIA E A MEMÓRIA DOS PIONEIROS...
Por Elza A., em 30/05/2012 às 19:19
Por que não está registrando a minha opinião?
Por augusto josé sá campello, em 31/05/2012 às 18:09
@zazamir Oi Elza. O OP andou em reforma. Talvez seja por isso. Agora mesmo, está flutuando. Ou melhor dando uma de pirilampo. Insita. Gosto de suas idéias. AjsCampello
Por Elza A., em 30/05/2012 às 19:19
@zazamir PIONEIROS E BANDIDOS Caro senhor José Batistela. Quando suas mãos calejadas estavam trabalhando nas lavouras de Araras, para lutar por um futuro mais ditoso para sua família estes, que hoje se "misturaram" com o senhor, estavam em suas cidades, bem protegidos por seus pais, sendo levados aos bons colégio de automóvel, passando o inverno bem agasalhados com roupinhas coloridas da Benetton... Os seus filhos, certamente que lhe acompanhavam na lavoura, acordando cedo,tomando café do fogão a lenha e iam caminhando para suas escolas... Sabe, seu José, que bom que o Xico nos deu esta oportunidade de conversarmos.Aliás, como neta de imigrante italiano que sou, sei reconhecer o trabalho digno que ajudou a desenvolver esta terra. Seu José, o Xico disse que as discussões geradas por este "código", que de "florestal" não tem nada, não separam os pioneiros dos "bandidos" e que é difícil "consolidar, e regularizar, as áreas produtivas da agropecuária nacional sem facilitar a vida para os bandidos da floresta." Ele tem uma certa razão. O que aconteceu foi aquilo que meu avô sempre dizia e que.,, nestes "tempos modernos" todo o mundo se "esqueceu": ESQUECERAM DE CORTAR O MAL PELA RAIZ! Não se cortou o mal pela raiz, então ele se desenvolveu, cresceu e se "adonou".Chegou ao ponto de dominar as mentes dos outros que passam a ver como "próprias" as "mentiras" que lhes foram implantadas nas cabeças, pela repetição incessante da mesma inverdade... A grande diferença , que pode sim e DEVE SER RESGATADA, entre pioneiros e bandidos, é que os pioneiros sabiam que iriam derrubar árvores, que deveriam, drenar várzeas, combater peçonhas. Sem isso seria impossível produzir. No entanto fizeram tudo com as ferramentas que tinham na época, ceifando apenas oO NECESSÁRIO, sem que o espírito de ganância desenfreada os movesse. Não derrubavam florestas inteiras com tratores e grossas correntes,violando não só a vida vegetal mas também nossa fauna que está em extinção.Não entravam nas matas sagradas que aprendemos na escola a respeitar, para sangrá-las em todas as suas espécies de vida e EM TEMPO RECORDE, para não para não ser pego em "flagrante" e obrigado a arcar com a responsabilidade pelos crimes praticados contra as LEIS DESTE NOSSO PAÍS que foram tão VIOLENTADAS QUANTO A NOSSA própria NATUREZA, EXIGINDO, depois serem "PERDOADOS"das multas pelo crime perpetrado contra todos, que deveria ser inafiançável, tamanha a covardia e o OPORTUNISMO com QUE o praticaram. Dizem, aqueles que tentam "desviar" o foco da questão verdadeira, que estrangeiros que já destruíram o Meio Ambiente de seus países não querem que nós possamos "progredir"! Querem "nos manter selvagens"! Tentam banalizar o crime contra a nossa humanidade que os "espertinhos" estão praticando enquanto nos enganam para "ganhar tempo" e estão ganhando mesmo! Imagine, seu José, se estes vândalos argumentam como se preservar o que levou SÉCULOS para se formar E QUE É NECESSÁRIO NÃO SÓ PARA NÓS, MAS PARA O TODO O PLANETA, fosse uma enganação! Qualquer argumento que os favoreçam são IMPIEDOSAMENTE usados, mesmo que não respeitem o minimo da nossa inteligência... Mas sabe, seu José, como disse o Xico, "Haverá, com certeza, um limite para a exploração planetária." Só que me preocupa que "limite será este... Porque "ARGUMENTOS" existem de todo o tipo para estender as discussões enquanto o IRRECUPERÁVEL está agora mesmo acontecendo... Fico triste de ouvir a frase do nosso Xico: "..após séculos de expansão sobre os biomas naturais, vislumbra-se um ponto de equilíbrio entre derrubar e produzir. Mais que utopia, o desmatamento zero torna-se uma possibilidade real." É VERDADE! Mas sabe o por quê? Porque quando acabam as florestas, não há mais nada que se desmatar! É aí que chegaremos ao "desmatamento zero"! Quando não houver nada mais para proteger! Não quero ir muito mais longe não. mas o senhor já ouviu falar na Ilha de Páscoa?Da "RapaNui"? Pois ´é.. Estudos apontam que o aumento da população levou a um uso excessivo do solo que acabou ocasionando uma grande escassez de comida levando as aldeias a guerrear entre si. O desmatamento das árvores para proporcionar mais locais de cultivo, para transportar os cada vez maiores moais (estátuas de pedra imensas) que eram construídos e para construir canoas com as quais os rapanuis pescavam golfinhos, empobreceu o solo e selou de vez o destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. E, até hoje, são raras as árvores na Ilha de Páscoa.Pode olhar, tem fotos aí. http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/treehugger/2011/04/desmatamento-colapso-e-polui%C3%A7%C3%A3o-pl%C3%A1stica-na-ilha-de-p%C3%A1scoa.html A civilização Maia, tão importante na historia mundial, desapareceu por causa do desmatamento! Já foi cientificamente comprovado que a extração de árvores para a queima do calcário com que revestiam suas cidades e pirâmides acelerou a extinção de sua civilização... http://educacao.uol.com.br/historia/civilizacao-maia.jhtm Seu José, compreendemos seu sentimento e sei que compreenderá o nosso. Foi duro ver pessoas mal intencionadas e metidinhas a espertas invadindo rapidamente terras NOSSAS, terras DO BRASIL, de nosso POVO, para depois requererem "regularização e titulação" E OBTIVERAM, MESMO TENDO COMETIDO CRIME DE DESMATAMENTO sobre o QUE NÃO LHES PERTENCIA...AINDA! Esta experiência não é de outros não! É minha! Não minto, seu José! EU, PROFISSIONALMENTE E PESSOALMENTE, vi terras serem serem tituladas "pros amigos" e benfeitores, quando já não mantinham o mínimo de cobertura vegetal exigidas por lei e pelo Incra... Mas a politica, seu José, é criminosa.Ela multa o cidadão por tão pouco e da um jeito para -por baixo dos panos- "perdoar" seus financiadores por crimes contra nossos interesses, contra o interesse público... Sabe, seu José, acho que lhe devemos uma satisfação... TEMOS A OBRIGAÇÃO MORAL E CIDADÃ de RESGATAR sua posição de PIONEIRO! Devemos isto ao senhor, que se sacrificou como pioneiro. Não podemos deixar que misturem, na mesma lama, quem é honrado e quem é safado! E é tão simples, seu José! Simples e limpo como a água! Sabe como podemos fazer? Podemos pedir ao Xico que use a sua influência E SEUS CONTATOS POLÍTICOS para que cobre da bancada do PSDB e dos que divulgar esta "campanha de resgate" de dignidade dos nossos pioneiros, fazendo que a União PROCEDA A UM LEVANTAMENTO DAS TITULAÇÕES DESTAS TERRAS que foram destroçadas, para ver em que situação estavam QUANDO FORAM "TITULADAS"! É fácil! Já fiz isto por muitos anos! O INCRA TEM AS INFORMAÇÕES! Além disso, se quiserem mesmo, é só entrar no Google Earth ou pedir ao governo os dados que eles tem e, mediante o levantamento AEROFOTOGAMÉTRICO, AVALIAR A RAPIDEZ DO DESMATAMENTO durante a tramitação deste CÓDIGO BANDIDO, que tenta se impor mesmo contra as manifestações do povo deste país...AÍ ninguém mais vai poder "confundir" bandido COM pioneiro.! TENHO "TARIMBA" DISTO. Nunca facilitei pra "bandido" e posso até trabalhar DE GRAÇA, POR PURA CIDADANIA, para ajudar o meu país e o meu povo, regatando DE VERDADE, OS PIONEIROS...
Por Elza A., em 30/05/2012 às 19:18
Caro senhor José Batistela. Quando suas mãos calejadas estavam trabalhando nas lavouras de Araras, para lutar por um futuro mais ditoso para sua família estes, que hoje se "misturaram" com o senhor, estavam em suas cidades, bem protegidos por seus pais, sendo levados aos bons colégio de automóvel, passando o inverno bem agasalhados com roupinhas coloridas da Benetton... Os seus filhos, certamente que lhe acompanhavam na lavoura, acordando cedo,tomando café do fogão a lenha e iam caminhando para suas escolas... Sabe, seu José, que bom que o Xico nos deu esta oportunidade de conversarmos.Aliás, como neta de imigrante italiano que sou, sei reconhecer o trabalho digno que ajudou a desenvolver esta terra. Seu José, o Xico disse que as discussões geradas por este "código", que de "florestal" não tem nada, não separam os pioneiros dos "bandidos" e que é difícil "consolidar, e regularizar, as áreas produtivas da agropecuária nacional sem facilitar a vida para os bandidos da floresta." Ele tem uma certa razão. O que aconteceu foi aquilo que meu avô sempre dizia e que.,, nestes "tempos modernos" todo o mundo se "esqueceu": ESQUECERAM DE CORTAR O MAL PELA RAIZ! Não se cortou o mal pela raiz, então ele se desenvolveu, cresceu e se "adonou".Chegou ao ponto de dominar as mentes dos outros que passam a ver como "próprias" as "mentiras" que lhes foram implantadas nas cabeças, pela repetição incessante da mesma inverdade... A grande diferença , que pode sim e DEVE SER RESGATADA, entre pioneiros e bandidos, é que os pioneiros sabiam que iriam derrubar árvores, que deveriam, drenar várzeas, combater peçonhas. Sem isso seria impossível produzir. No entanto fizeram tudo com as ferramentas que tinham na época, ceifando apenas oO NECESSÁRIO, sem que o espírito de ganância desenfreada os movesse. Não derrubavam florestas inteiras com tratores e grossas correntes,violando não só a vida vegetal mas também nossa fauna que está em extinção.Não entravam nas matas sagradas que aprendemos na escola a respeitar, para sangrá-las em todas as suas espécies de vida e EM TEMPO RECORDE, para não para não ser pego em "flagrante" e obrigado a arcar com a responsabilidade pelos crimes praticados contra as LEIS DESTE NOSSO PAÍS que foram tão VIOLENTADAS QUANTO A NOSSA própria NATUREZA, EXIGINDO, depois serem "PERDOADOS"das multas pelo crime perpetrado contra todos, que deveria ser inafiançável, tamanha a covardia e o OPORTUNISMO com QUE o praticaram. Dizem, aqueles que tentam "desviar" o foco da questão verdadeira, que estrangeiros que já destruíram o Meio Ambiente de seus países não querem que nós possamos "progredir"! Querem "nos manter selvagens"! Tentam banalizar o crime contra a nossa humanidade que os "espertinhos" estão praticando enquanto nos enganam para "ganhar tempo" e estão ganhando mesmo! Imagine, seu José, se estes vândalos argumentam como se preservar o que levou SÉCULOS para se formar E QUE É NECESSÁRIO NÃO SÓ PARA NÓS, MAS PARA O TODO O PLANETA, fosse uma enganação! Qualquer argumento que os favoreçam são IMPIEDOSAMENTE usados, mesmo que não respeitem o minimo da nossa inteligência... Mas sabe, seu José, como disse o Xico, "Haverá, com certeza, um limite para a exploração planetária." Só que me preocupa que "limite será este... Porque "ARGUMENTOS" existem de todo o tipo para estender as discussões enquanto o IRRECUPERÁVEL está agora mesmo acontecendo... Fico triste de ouvir a frase do nosso Xico: "..após séculos de expansão sobre os biomas naturais, vislumbra-se um ponto de equilíbrio entre derrubar e produzir. Mais que utopia, o desmatamento zero torna-se uma possibilidade real." É VERDADE! Mas sabe o por quê? Porque quando acabam as florestas, não há mais nada que se desmatar! É aí que chegaremos ao "desmatamento zero"! Quando não houver nada mais para proteger! Não quero ir muito mais longe não. mas o senhor já ouviu falar na Ilha de Páscoa?Da "RapaNui"? Pois ´é.. Estudos apontam que o aumento da população levou a um uso excessivo do solo que acabou ocasionando uma grande escassez de comida levando as aldeias a guerrear entre si. O desmatamento das árvores para proporcionar mais locais de cultivo, para transportar os cada vez maiores moais (estátuas de pedra imensas) que eram construídos e para construir canoas com as quais os rapanuis pescavam golfinhos, empobreceu o solo e selou de vez o destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. E, até hoje, são raras as árvores na Ilha de Páscoa.Pode olhar, tem fotos aí. http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/treehugger/2011/04/desmatamento-colapso-e-polui%C3%A7%C3%A3o-pl%C3%A1stica-na-ilha-de-p%C3%A1scoa.html A civilização Maia, tão importante na historia mundial, desapareceu por causa do desmatamento! Já foi cientificamente comprovado que a extração de árvores para a queima do calcário com que revestiam suas cidades e pirâmides acelerou a extinção de sua civilização... http://educacao.uol.com.br/historia/civilizacao-maia.jhtm Seu José, compreendemos seu sentimento e sei que compreenderá o nosso. Foi duro ver pessoas mal intencionadas e metidinhas a espertas invadindo rapidamente terras NOSSAS, terras DO BRASIL, de nosso POVO, para depois requererem "regularização e titulação" E OBTIVERAM, MESMO TENDO COMETIDO CRIME DE DESMATAMENTO sobre o QUE NÃO LHES PERTENCIA...AINDA! Esta experiência não é de outros não! É minha! Não minto, seu José! EU, PROFISSIONALMENTE E PESSOALMENTE, vi terras serem serem tituladas "pros amigos" e benfeitores, quando já não mantinham o mínimo de cobertura vegetal exigidas por lei e pelo Incra... Mas a politica, seu José, é criminosa.Ela multa o cidadão por tão pouco e da um jeito para -por baixo dos panos- "perdoar" seus financiadores por crimes contra nossos interesses, contra o interesse público... Sabe, seu José, acho que lhe devemos uma satisfação... TEMOS A OBRIGAÇÃO MORAL E CIDADÃ de RESGATAR sua posição de PIONEIRO! Devemos isto ao senhor, que se sacrificou como pioneiro. Não podemos deixar que misturem, na mesma lama, quem é honrado e quem é safado! E é tão simples, seu José! Simples e limpo como a água! Sabe como podemos fazer? Podemos pedir ao Xico que use a sua influência E SEUS CONTATOS POLÍTICOS para que cobre da bancada do PSDB e dos que divulgar esta "campanha de resgate" de dignidade dos nossos pioneiros, fazendo que a União PROCEDA A UM LEVANTAMENTO DAS TITULAÇÕES DESTAS TERRAS que foram destroçadas, para ver em que situação estavam QUANDO FORAM "TITULADAS"! É fácil! Já fiz isto por muitos anos! O INCRA TEM AS INFORMAÇÕES! Além disso, se quiserem mesmo, é só entrar no Google Earth ou pedir ao governo os dados que eles tem e, mediante o levantamento AEROFOTOGAMÉTRICO, AVALIAR A RAPIDEZ DO DESMATAMENTO durante a tramitação deste CÓDIGO BANDIDO, que tenta se impor mesmo contra as manifestações do povo deste país...AÍ ninguém mais vai poder "confundir" bandido COM pioneiro.! TENHO "TARIMBA" DISTO. Nunca facilitei pra "bandido" e posso até trabalhar DE GRAÇA, POR PURA CIDADANIA, para ajudar o meu país e o meu povo, regatando DE VERDADE, OS PIONEIROS... Foi um prazer conversar com o senhor, seu José!
Por augusto josé sá campello, em 29/05/2012 às 14:51
Boa tarde. Já andei aqui no OP, dentro deste tema. === Perdoem se torno a mencionar minhas atividades de consultor. Mas, prestei consultoria para algumas empresas agropecuárias. Aprendi muito. Aprendi por exemplo, que a organização do sistema cartorial - registro de propriedade privada rural versus terras devolutas, patrimonio da União, Reserva indígena, Parque Nacional, patrimonio estadual e municipal, é uma chaga. Aberta , purulenta e centenária. O "caminho das pedras" para a "grilagem" do trabuco e agora do dinheiro e do tapetão.=== Aprendi também que o pioneiro e eventualmente seus dependentes, em sua maioria, pensam e agem de modo diferente do desbravador de hoje. E, estes dois, são radiclamente diferentes do desmatador que derruba, queima e põe boi branco na terra para em breve tempo passá-la adiante. Pois é disso que se trata - passar adiante. O otário que comprar, terá de se ver com pressões ambientalistas e fica pendurado no pincel de uns pápéis fajutos.=== Ia esquecendo de definir um pouco melhor o desbravador de hoje. É bem o caso daqueles que estão no sertão do Piauí, desbravando, abrindo estradas, plantando, gerando riqueza onde antes só havia miséria.=== Desmatador é, hoje, a multidão que se assanha sôbre o Jalapão, derrubando, queimando, o´que talvez seja o último fragmento considerável de cerrado. AjsCampello
Por Elza A., em 30/05/2012 às 19:39
@ajcampello Não estou conseguindo colocar meu texto. Vou tentar por aqui: Não quero ir muito mais longe não. mas o senhor já ouviu falar na Ilha de Páscoa?Da "RapaNui"? Pois ´é.. Estudos apontam que o aumento da população levou a um uso excessivo do solo que acabou ocasionando uma grande escassez de comida levando as aldeias a guerrear entre si. O desmatamento das árvores para proporcionar mais locais de cultivo, para transportar os cada vez maiores moais (estátuas de pedra imensas) que eram construídos e para construir canoas com as quais os rapanuis pescavam golfinhos, empobreceu o solo e selou de vez o destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. E, até hoje, são raras as árvores na Ilha de Páscoa.Pode olhar, tem fotos aí. http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/treehugger/2011/04/desmatamento-colapso-e-polui%C3%A7%C3%A3o-pl%C3%A1stica-na-ilha-de-p%C3%A1scoa.html A civilização Maia, tão importante na historia mundial, desapareceu por causa do desmatamento! Já foi cientificamente comprovado que a extração de árvores para a queima do calcário com que revestiam suas cidades e pirâmides acelerou a extinção de sua civilização... http://educacao.uol.com.br/historia/civilizacao-maia.jhtm Seu José, compreendemos seu sentimento e sei que compreenderá o nosso. Foi duro ver pessoas mal intencionadas e metidinhas a espertas invadindo rapidamente terras NOSSAS, terras DO BRASIL, de nosso POVO, para depois requererem "regularização e titulação" E OBTIVERAM, MESMO TENDO COMETIDO CRIME DE DESMATAMENTO sobre o QUE NÃO LHES PERTENCIA...AINDA! Esta experiência não é de outros não! É minha! Não minto, seu José! EU, PROFISSIONALMENTE E PESSOALMENTE, vi terras serem tituladas "pros amigos" e benfeitores, quando já não mantinham o mínimo de cobertura vegetal exigidas por lei e pelo Incra... Mas a politica, seu José, é criminosa. Ela multa o cidadão por tão pouco e sempre da um jeito para -por baixo dos panos- "perdoar" seus financiadores por crimes contra nossos interesses, contra o interesse público... Seu José, acho que lhe devemos uma satisfação... TEMOS A OBRIGAÇÃO MORAL E CIDADÃ de RESGATAR sua posição de PIONEIRO! Devemos isto ao senhor, que se sacrificou como pioneiro. Não podemos deixar que misturem, na mesma poça de estrume, quem é honrado e quem é safado! E é tão simples, seu José! Simples e limpo como a água! Sabe como podemos fazer? Podemos pedir ao nosso amigo Xico que use a sua influência E SEUS CONTATOS POLÍTICOS para que cobre da bancada do PSDB e dos que possam, divulgar esta "campanha de resgate" de dignidade dos nossos pioneiros, fazendo que a União PROCEDA A UM LEVANTAMENTO DAS TITULAÇÕES DESTAS TERRAS AMAZÔNICA E PANTANEIRAS que foram destroçadas, para ver em que situação estavam QUANDO FORAM "TITULADAS"! É fácil! Já fiz isto por muitos anos! O INCRA TEM AS INFORMAÇÕES! Além disso, se quiserem mesmo, é só entrar no Google Earth ou pedir ao governo os dados que eles tem e, mediante o levantamento AEROFOTOGAMÉTRICO, AVALIAR A RAPIDEZ PREDATÓRIA DO DESMATAMENTO durante a tramitação e das discussões deste CÓDIGO BANDIDO, que está se impondo mesmo contra as manifestaçõese a VONTADE do povo deste país...AÍ ninguém mais vai poder "confundir" bandido COM o pioneiro.! TENHO "TARIMBA" NISTO. Nunca facilitei pra "bandido" e posso até trabalhar DE GRAÇA, POR PURA CIDADANIA, para ajudar o meu país e o meu povo, resgatando DE VERDADE,A ESTÓRIA E A MEMÓRIA DOS PIONEIROS...
Por Jose Reis Barata Barata, em 29/05/2012 às 11:28
Xico, como sempre, belo texto. Só não precisava elogiar os tais vetos. Você me fez lembrar de meu pai, português, seringalista do alto Madeira que faleceu em Porto Velho ne década de 50 (Francisco Simões Barata) quando eu ainda era menino. Não que a recordação se deva a ser ele um seringalista, seringalista nunca desmatou, mas pelo que tange a desbravadores. Sim, meu pai foi um desbravador. O Código Florestal não me anima sequer lê-lo. Virão outros tantos códigos e mais outros. A tábua de salvação não é a da lei. Leis não mudam o homem e mesmo chego acreditar que não educam, elas o estão deseducando pois com ela encontram um culpado fictício, um mundo irreal. A questão é complexa, muito pois se solve na insolúvel questão ética de meios e fins que está no individual, na consciência de cada um. O mais tenebroso agente na questão ambiental , irmão Xico, está no espectro da pessoa jurídica inimputável, insensata, insensível, inflexível e imortal. Sds.
Por augusto josé sá campello, em 12/06/2012 às 13:14
@jose-reis-baratabarata Olá, amigo Barata. Me perdoe mas não tinha visto sua intervenção. O amigo termina sentando a pua na pessoa jurídica. A tal da "PJ". Em termos de pessoa jurídica, amigo, é de importância lembrar que de tendência - na atividade agropastoril, ela se tornou exigência a partir da década de 70 e com mais força ainda na década de 80.=== Quem não é PJ são os fumageiros, e os hortifrutigrangeiros da vida. Estes sim, vão pagar o pato. E o engraçado é que nosso governo tem um discurso no sentido de proteger o pequeno agricultor. Talvez em função da falência do modelo de reforma agrária com seus "assentados", que por limitação da extensão de terra de cada um, seriam os pequenos agricultores do futuro, que jamais chegou. Deu para perceber o elo? E o viés ideológico da coisa. Ajscampello