Sociedade

Por Observador Conteúdo, em 26/03/2012 às 12:27  / 4 opiniões.

Violências entre torcidas organizadas: até quando?

Tamanho da fonte: a-a+

Em artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, o colunista Antero Grecco explora a violência entre as torcidas organizadas no futebol brasileiro. O assunto voltou à tona com a morte de um torcedor envolvido em uma briga de torcidas organizadas após o clássico entre Corinthians e Palmeiras. Para Grecco, “a cultura da violência não será extirpada enquanto os moleques não tiverem a consciência de que o Estado age, de que existe Lei. Na verdade, eles percebem que ocorre justamente o contrário. E se fortalecem.”.

Confira um trecho do artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo

Até quando?

O clássico de ontem à tarde no Pacaembu foi emocionante, como só um Corinthians e Palmeiras costuma ser. Muito bom público, virada (desta vez alvinegra), catimba, fim de invencibilidade e mudança no topo da classificação. Mas ambas as torcidas perderam, a sociedade se machucou mais uma vez, pela violência, pelas pauladas, pelos tiros, pela morte como consequência da briga que houve antes do duelo esportivo.

Não há como festejar a alegria da bola na rede, se por causa disso jovens se agridem, armam tocaias, se preparam para um espetáculo como se fossem para a guerra. E eles encaram esses momentos como batalha de verdade, com barras de ferro, soco inglês, paus, pedras, rojões. Revólveres. Não são refregas juvenis à base de empurrões, tapas e xingamentos banais. Trata-se de emboscadas, de armadilhas preparadas com antecedência. A estratégia de luta é a de guerrilha urbana. Os choques não ocorrem entre turmas de amigos, mas com tropas paramilitares que querem terror, sangue, medo. E cadáveres.

O mais triste, revoltante, estarrecedor é constatar que as vendettas são marcadas na base do boca a boca, rádio peão, torpedos por celulares, redes sociais e o diabo a quatro! São tragédias anunciadas, previsíveis, até com lugar certo para acontecer. E ninguém faz coisa alguma! Há décadas se perde tempo com reuniões entre líderes de facções, se ameaça com pressão aqui e ali, e todos prometem paz. Para se baterem no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte, no ano seguinte! Sempre!

Os bandos zombam das autoridades, apostam na inércia e na impunidade. A todo momento morre um rapaz – e não acontece nada, nada. Nada! Ou melhor, acontece sim: um assassinato é compensado com outro, na pior tradição do crime organizado, da máfia. A cultura da violência não será extirpada enquanto os moleques não tiverem a consciência de que o Estado age, de que existe Lei. Na verdade, eles percebem que ocorre justamente o contrário. E se fortalecem.

É covardia ostentar indiferença ou desprezo por esses choques de moços desnorteados. Fingir que está tudo bem porque, afinal, “são bandidinhos que se matam”, é referendar a incompetência de quem deveria atuar, com educação e com repressão quando necessário. Fazer de conta que não temos nada com isso é a melhor maneira de estimular a barbárie. Até que entre na casa de todos.

Leia o artigo completo publicado no site Estadão.com

Tem algo a dizer?

    4 opiniões publicadas

    O que você tem a dizer?

    Por att uverse promotion code 2011, em 20/05/2012 às 09:07

    Not a chance...... [...] involves pretty long time for building an improvement. One must have real persistence [...]...

    Por chesca, em 14/05/2012 às 01:09

    Nice Focus...... [...] Here is a great blog you might find interesting that we recommend you [...]...

    Por Arkansas social security lawyer, em 13/04/2012 às 23:43

    Related Sites...... [...] Left you a trackback for your own site visitors to obtain additional info [...]...

    Por sana pan, em 30/03/2012 às 13:31

    Related Blogs..... [...] always a big addict of backlinking to blog owners that I love yet aren't getting quite a few link love coming from [...]...