Tecnologia

Por João Varella, em 26/03/2012 às 12:52  / opiniões desativados.

Kindle Fire só chega no Brasil depois que Amazon estiver forte

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Quando o Kindle Fire chega ao Brasil? Surpreendentemente para mim, essa foi a principal pergunta que amigos me fizeram depois da matéria sobre a Amazon para a IstoÉ Dinheiro.

Também tenho enorme simpatia pelo tablet, que foi lançado nos EUA no ano passado. Barato desde seu nascimento (U$ 199), o que vai ao encontro da política Jeff Bezos de margens mínimas, o grande barato do Kindle Fire é que ele serve de porta de entrada para o conteúdo em nuvem da Amazon.

Sim, a Amazon vem, mas não vai lançar o Kindle Fire porque essa nuvem (entenda: músicas, filmes, livros, por streaming ou download) não está forte no Brasil ainda. Sem contar que eles vão precisar trazer a Amazon App Store para que a coisa tenha alguma graça aqui.

Aí é que o Kindle e-reader se encaixa na estratégia como o primeiro passo. Mal comparando é como o Gmail para a Google Account – chegou arrebentando, com 1GB de espaço (ei, para época isso era muito) e conseguiu que um monte de gente fizesse login e senha. Daí foi um pulo para vincular as contas com outras coisas, como a loja de aplicativos.

O Kindle entre R$ 149 e R$ 199 muito possivelmente vai atingir a ubiquidade. Aí com todo mundo já participando da nuvem da Amazon, é um toque passar a oferecer o resto do pacote.

O bom dessa história é que diversas pesquisas apontam que quem tem Kindle aumenta a média de livros lidos por ano. Ele também é uma mão na roda para quem tem problemas de visão.

No entanto, como disse na matéria, a Amazon está enfrentando uma série de dificuldades por causa dos concorrentes. Normal, a Amazon fatura sozinha o triplo do que o e-commerce brasileiro inteiro. Eu também ficaria com medo.

Se a data do próprio Kindle é incerta, imagine a do Fire.

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