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Por João Varella, em 16/01/2012 às 11:38  / opiniões desativados.

Rayman Origins é o melhor game de 2011

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É isso mesmo que você leu no título e eu não tenho nenhuma publicação ou especialista que me respalde. Estou solitário nessa opinião, mas explico os porquês

Rayman Origins é um game de plataforma em 2D, gênero parecia relegado a ser um DLC (conteúdo para baixar) no Playstation 3 e Xbox 360.

DLC nesses consoles é para jogos menores, com preço mais baixo e feito por produtoras novas e com custos menores.

O Wii, que também recebeu Rayman Origins, teve recentemente New Super Mario Bros. Wii (2009) e Donkey Kong Country Returns (2010).

2011 teve os dois maiores heróis dos games de plataforma: Mario, com seu Super Mario Land 3D, e Sonic em Sonic Generations.

Mas coube ao mascote da Ubisoft, que está longe de ter a fama dos dois supracitados, fazer o elhor jogo de plataforma em muito tempo.

Rayman tem um visual cartunesco. Mas não pense na tradição de Tex Avery em seus transloucados Looney Tunes.

Rayman rende homenagens a geração daqueles desenhos animados dos anos 90, como os do programa Liquid Television, Ren & Stimpy, The Tick, etc.

Porém, ao invés da escatologia e do visual dark característicos de alguns dos citados, Rayman Origins entra numa vibe lisérgica nunca antes vista na série.

O clima é festeiro, parecido com Earthworm Jim em seus melhores momentos.

Fazer o visual do game nessas condições não é fácil.

Pegue como exemplo os games blockbusters que provavelmente foram eleitos os melhores do ano pela sua revista favorita.

Todos eles tem um norte bem definido: emular o mundo real. Ok, Batman Arkham City tem o elemento dos heróis e vilões, mas você dribla isso e o resto é fácil de se achar.

No caso de Rayman, é pura doideira.

Tem fase que o cipó é a barba de uma espécie de monge, que fica flutuando no cenário.

Dorgas, mano, muitas dorgas.


A sensação de que o povo tomou um doce na hora de fazer esse game é reforçada pela trilha sonora “feliz”.

Quando você passa de fase, entre uma trilha arrebatadora feita por uma explosão de banjos e violas à caribe.

É tudo inusitado, porém feliz.

É como se David Wise, que compôs a trilha de Donkey Kong Country, do SNES, tivesse ganhado na loteria e festejasse com música.

Alguns instrumentos usados são difíceis de identificar – parecem vindos da peça gaúcha Tangos & Tragédias ou da argentina Les Luthiers.

Outro mérito de Rayman que o diferencia dos outros é o controle agradabilísimo.

São só três botões, além do direcional, sendo que um deles é para correr. Dá a sensação de que um controle de Nintendinho poderia fazer todos os comandos que o game precisa.

Por último, acho que o desafio do game em camadas merece aplausos. Para os que jogam para passar de fase rápido e terminar o game logo, é fácil.

Aqueles que gostam de fazer a limpa na fase, conseguindo todas as medalhas e descobrindo todos os segredos, a coisa complica.


Na boa, vejo muitos méritos em Gears of War 3, Call of Duty: Modern Warfare 3, Uncharted 3 (quantos 3 neste ano, não?), Batman Arkahm City, L.A. Noire (jogaço), PES 2012, entre muitos outros.

Reconheço que Zelda é outro ponto fora da curva.

Mas nem mesmo essa franquia tradicional da Nintendo tem a psicodelia sem freios que Rayman Origins propõe.

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