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Blog do Xico Graziano

Marco Antonio Villa, o maquiavel mequetrefe

Em 28/01/2012 às 08:48, 49 comentários.
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  • Um artigo esdrúxulo artigo foi publicado pelo historiador Marco Antonio Villa no Estadão deste sábado (28/01). Para argumentar que a oposição está sem rumo, inicia por dizer que FHC faz uma análise “absolutamente equivocada da conjuntura brasileira”. Não é que o professor discorda disso ou daquilo, contrapondo opiniões, o que seria normal. Não. Ele acha que FHC não entende “absolutamente” nada da política nacional. Que empáfia!

    Eu li e fiquei pensando: mas que pretensão exagerada. Quem é esse iluminado, um fenômeno acadêmico, um sabichão, que simplesmente zera a capacidade de análise política de FHC, coisa que nem seus maiores adversários ousam fazer?

    Para provar que FHC nunca foi bom na política, o vaidoso professor arrola 6 episódios históricos. Pois eu estive presente, ao lado de FHC, em todos eles. E posso afirmar, e provar com documentos e depoimentos, que todas as interpretações oferecidas no artigo estão maldosamente equivocadas. Eu desafio o professor Villa para um debate público sobre aqueles episódios para ver se ele sustenta as bobagens que escreveu.

    Ao criticar a oposição, e especialmente o PSDB, o pedante professor enfrenta a situação, taxada por ele como uma “cruel associação do grande capital com os setores miseráveis”, que periga se perpetuar no poder. Quer dizer, o homem é contra o governo do PT. Conclusão: mais que o famoso “fogo amigo” da política, o arrogante historiador se coloca acima do bem e do mal, posa de conselheiro do rei.

    Essa espécie de Maquiavel mequetrefe não percebe, em seus delírios intelectuais, que sua mente está impregnada das velhas idéias da política, formuladas no século passado sob o dogma da dualidade que opõe a esquerda com a direita, a situação contra oposição, o povo contra as elites, utilizadas até hoje, é verdade, pelos últimos populistas, ou autoritários, que vivem de iludir e mandar no povo. Mas eles desaparecerão.

    Tal referencial de análise está ultrapassado pelo fim das ideologias totalizantes, pela globalização da economia, pela crise ambiental, pela luta em favor da diversidade humana, pela defesa da paz e da tolerância, contra a violência e as drogas, pela ascensão das classes sociais, pelas modernas formas de comunicação determinadas nas redes sociais via internet. A democracia e o sistema republicano, incluindo os partidos, precisam se renovar, se abrir, para capturar a demanda que brota da juventude na era digital.

    É por aqui, pelos caminhos dessa nova agenda imposta à reflexão na civilização humana, que perpassa o pensamento de FHC, mesmo quando analisa a realidade política brasileira. Por isso que o professor Marco Antonio Villa, contaminado pelos vícios do passado, não consegue entender nada, e escreve besteira. Paciência.

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    Por Delio Nilton Tonin, em 30/01/2012 às 12:33

    Meu caro Xico, eu discordo totalmente da primeira parte do texto, principalmente quanto aos 6 fatos em que o historiador faz uma interpretação completamente errônia equivocada sobre as ações de FHC. Porem não posso me omitir a realidade dos fatos, por isso concordo (em partes) com a segunda parte do referido texo, a oposição deve se impor sim e deixar de ser omissa ou submissa. Buscar um projeto para o País e reconquistar suas bandeiras, tomar de volta suas grandes conquistas que mudaram os rumos desse País, ás quais o PT as tomou pra sí e estam fazendo uso para se eternizarem no poder.

    Por Jáder Ribeiro, em 30/01/2012 às 09:47

    Vamos lá. Xico está certo em suas críticas ao hitoriador. Xico se refere aos 6 fatos que Marcos Villa faz uma interpretação muuuuuito subjetiva! Assim como se refere à posição subjetiva do historiador de uma maneira subjetiva também! Por fim, Xico Graziano critica legitimamente um artigo do qual discorda! Qual o problema com isso? Xico tem seus argumentos, assim como Marco Antonio tem os seus e, a mim, parece que cada um tem suas razões em um ponto específico de seus textos! Ambos podem ser criticados, mas também aplaudidos por suas idéias! Depende de quem lê!

    Por Antonio Junior, em 29/01/2012 às 23:06

    Xico Graziano simplesmente confirma as críticas feitas por Marco Antonio Villa. Não expõe nenhum argumento, usa a estratégia de desqualificar o adversário, e evoca o argumento da autoridade... Temos que aceditar, pois afinal, Xico Graziano esteve presente em todos os episódios... Esteve presente também na elaboração do programa de governo de Serra? Será que teve participação na estratégia de campanha escolhida nas últimas eleições presidenciais? Aconselhou Serra passer uma imagem de covarde frente a Lula? Acho que e merecemos uma explicação... Por que toda essa arrogância demonstrada na desqualificação de críticas a FHC não foi reforçada com FATOS? Quem sabe explicar o acordo que salvou Eduardo Azeredo e manteve Lula no poder no episódios do mensalão? A pérola final é tentar desqualificar os argumentos de Villa usando crítica ideológica ultrapassada entre direita e esquerda? Será um aceno a uma coalizão entre o PT e o PSDB, PELO BEM DO BRASIL? FHC surgeriu esse pacto em sua entrevista a The Economist, será que tamanho descaramento não merece críticas?

    Por Ou Não, em 29/01/2012 às 22:30

    O que seria "capturar a demanda que brota da juventude na era digital"? Isto me soa meio maquiavélico...

    Por José Antônio da Conceição, em 29/01/2012 às 22:01

    Antes, porém, todavia, contudo... há cinco dias atrás o Marco Antônio Villa já havia abordado a questão da ausência de oposição no Brasil: **//** O incômodo silêncio da oposição - MARCO ANTONIO VILLA **//** O GLOBO - 24/01/12 **//** O silêncio da oposição incomoda. Desde 1945 - incluindo o período do regime militar - nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante. Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial. A oposição desapareceu do mapa. E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível. **//** A fragilidade da ação oposicionista não pode ser atribuída à excelência da gestão governamental. Muito pelo contrário. O país encerrou o ano com a inflação em alta, a queda do crescimento econômico, o aprofundamento do perfil neocolonial das nossas exportações e com todas as obras do PAC atrasadas. E pior: o governo ficou marcado por graves acusações de corrupção que envolveram mais de meia dúzia de ministros. Falando em ministros, estes formaram uma das piores equipes da história do Brasil. A quase totalidade se destacou, infelizmente, pela incompetência e desconhecimento das suas atribuições ministeriais. **//** Mesmo assim, a oposição se manteve omissa. No Congresso Nacional, excetuando meia dúzia de vozes, o que se viu foi o absoluto silêncio. Deu até a impressão que as denúncias de corrupção incomodaram os próceres da oposição, que estavam mais preocupados em defender seus interesses paroquiais. Um bom (e triste) exemplo é o do presidente (sim, presidente) do PSDB, o deputado Sérgio Guerra. O principal representante do maior partido da oposição foi ao Palácio do Planalto. Numa democracia de verdade, lá seria recebido e ouvido como líder oposicionista. Mas no Brasil tudo é muito diferente. Demonstrando a pobreza ideológica que vivemos, Guerra lá compareceu como um simples parlamentar, de chapéu na mão, querendo a liberação de emendas que favoreciam suas bases eleitorais. **//** Em 2011 ficou a impressão que os 44 milhões de votos recebidos pelo candidato oposicionista incomodam (e muito) a direção do PSDB. Afinal, estes eleitores manifestaram seu desacordo com o projeto petista de poder, apesar de todo o rolo compressor oficial. Mas foram logrados. O partido é um caso de exotismo: tem receio do debate político. Agora proclama aos quatro ventos que a oposição que realiza é silenciosa, nos bastidores, no estilo mineiro. Nada mais falso. Basta recordar o período 1945-1964 e a ação dos mineiros Adauto Lúcio Cardoso ou Afonso Arinos, exemplos de combativos parlamentares oposicionistas. **//** E pior: o partido está isolado, fruto da paralisia e da recusa de realizar uma ação oposicionista. Desta forma foi se afastando dos seus aliados tradicionais. É uma estratégia suicida e que acaba fortalecendo ainda mais a base governamental, que domina amplamente o Congresso Nacional e que deve vencer, neste ano, folgadamente as eleições nas principais cidades do país. **//** O mais grave é que o abandono do debate leva à despolitização da política. Hoje vivemos - e a oposição é a principal responsável - o pior momento da história republicana. O governo faz o que quer. Administra - e muito mal - o país sem ter qualquer projeto a não ser a perpetuação no poder. Com as reformas realizadas na última década do século XX foram criadas as condições para o crescimento dos últimos dez anos. Mas este processo está se esgotando e os sinais são visíveis. Não temos política industrial, agrícola, científica. Nada. **//** Este panorama é agravado pelo sufrágio universal sem política. Temos eleições regulares a cada dois anos. Foi uma conquista. Porém, a despolitização do processo eleitoral acentuado a cada pleito é inegável. Para a maior parte dos eleitores, a eleição está virando um compromisso enfadonho. Enfadonho porque vai perdendo sentido. Para que eleição, se todos são iguais? O eleitor tem toda razão. Pois quem tem de se diferenciar são os opositores. **//** Ser oposição tem um custo. O parlamentar oposicionista tem de convencer o seu eleitor, por exemplo, que os recursos orçamentários não são do governo, independente de qual seja. Orçamento votado é para ser cumprido, e não servir de instrumento do Executivo para coagir o Legislativo. Quando o presidente do principal partido de oposição vai ao Palácio do Planalto pedir humildemente a liberação de um recurso orçamentário, está legitimando este processo perverso e antidemocrático - inexistente nas grandes democracias. Deveria fazer justamente o inverso: exigir, denunciar e, se necessário, mobilizar a população da sua região que seria beneficiada por este recurso. Mas aí é que mora o problema: teria de fazer política, no sentido clássico. **//** Já do lado do governo, qualquer ação administrativa está estreitamente vinculada à manutenção no poder. Não há qualquer preocupação com a eficiência de um projeto. A conta é sempre eleitoral, se vai dar algum dividendo político. A transposição das águas do Rio São Francisco é um exemplo. Apesar de desaconselhado pelos estudiosos, o governo fez de tudo para iniciar a obra justamente em um ano eleitoral (2010). Gastou mais de um bilhão. Um ano depois, a obra está abandonada. Ruim? Não para o petismo. A candidata oficial ganhou em todos os nove estados da região e na área por onde a obra estava sendo realizada chegou a receber, no segundo turno, 95% dos votos, coisa que nem Benito Mussolini conseguiu nos seus plebiscitos na Itália fascista. **//** Se continuar com esta estratégia, a oposição caminha para a extinção. O mais curioso é que tem milhões de eleitores que discordam do projeto petista. Mais uma vez o Brasil desafia a teoria política.

    Por Luiz Felipe, em 29/01/2012 às 21:23

    Eu também lí o texto, e até pincei o seu desfecho, para comentar logo mais:" Em meio a este triste panorama, não temos o contradiscurso, que existe em qualquer democracia. Ao contrário, a omissão e a falta de rumo caracterizam o PSDB. Para romper este impasse é necessário discutir abertamente uma proposta para o País, não temer o debate, o questionamento interno, a polêmica, além de buscar alianças programáticas. É preciso saber o que pensam as principais lideranças. Numa democracia ninguém é líder por imposição superior. Tem de apresentar suas ideias. "

    Por Octávio Henrique, em 29/01/2012 às 20:58

    Li o texto, e afirmo que quem acabou escrevendo besteira aqui foi você, sr. Xico Graziano. Primeiro, por qual razão já não refuta os seis fatos históricos? Lembre-se, meu amigo, de que o brasileiro pouco se lixa para a política, e que este vosso debate poderia ter uma audiência até menor do que a do OP. Segundo, creio eu que só o segundo fato é refutável. Afinal, o Plano Cruzado realmente acabou dando com os burros n'água. No entanto, a argumentação de Marco Villa não se focou na capacidade de FHC analisar e prever como ficaria a ECONOMIA do país após o episódio A ou B. A análise foi dos resultados políticos. E nesse quesito, o PMDB acabou se beneficiando SIM do Plano Cruzado. Afinal, até o ponto que conheço, dos 23 governadores eleitos na época, 22 foram do PMDB. Outra coisa: Não é porque uma visão foi elaborada no século passado que está ultrapassada. Ora, meu amigo, a visão cristã foi criada há 2000 anos. A mulçulmana há 1400. A judaica há 5800. E nunca vejo vocês da direita reclamando de que essas visões são ultrapassadas. Quarto: Não venha julgar o historiador moralmente. Desprezar a ideia de alguém porque você ACHA que ele se julga acima do bem e do mal é tão nojento e hipócrita quanto perder a amizade com alguém só porque ele(a) te criticou. Esse é o mal do brasileiro. Reclama muito da 'arrogância' alheia, mas não percebe que quando despreza o 'arrogante', está fazendo pior: Está sendo INTOLERANTE. Concluindo: Quem está dando uma de Maquiavel mequetrefe, meu caro, me desculpe, mas é você. Afinal, há duas formas de se analisar a filosofia dele: A maquiavélica e a maquiaveliana. Quando você diz "maquiavel mequetrefe", você associa o historiador ao maquiavelicismo, o que é uma falácia e uma grande demonstração de parcialidade prejudicial ao debate. Eu vou falar agora sinceramente: Sabem por qual razão eu, mesmo sendo anti-petista, não me alio ao PSDBistas? Porque vocês só veem o erro alheio, e se esquecem dos próprios erros. Condenam a política de alianças petistas, mas se esquecem de que, sem maioria no Congresso, o próprio FHC pouco poderia fazer para mudar o Brasil quando o fez. E por outra coisa: Eu reparo que, quando há um escândalo envolvendo o PT, vocês aproveitam a oportunidade... para ficar criticando sem mostrar como seriam melhores governantes que os petistas. E eu não falo do fator corrupção, porque isso, inegavelmente, existe em todos os partidos. Eu falo da falta de projetos propostos. Eu, por exemplo, até hoje não sei o que afinal quer o PSDB. Sei, até certa medida, o que querem PT, DEM, PSOL, PCO, PSTU e até mesmo o PSD. Mas, desconheço as propostas do PSDB. Não sei o que querem fazer pelo Brasil. Não adianta proselitismo sem propostas contra um governo amado por aqueles mais carentes. É um governo populista? É. É corrupto? É. E mesmo assim, já virou o placar contra vocês nas eleições presidenciais. Está 3 X 2 para eles agora. E então, PSDB, vão esperar virar goleada massacre para mostrar alguma proposta? /fim do protesto

    Por Luís Renato Cruz Vieira de Andrade - VIVAcidade, em 29/01/2012 às 20:04

    FHC, assim como todos os políticos, acertou e errou, e nunca deixou de admitir isso. Ao propor uma abertura nos partidos para uma demanda de jovens que estão na internet, ele o faz com sabedoria.

    Por Ane C. C. Silva, em 29/01/2012 às 19:59

    Deem uma olhadinha no blog dele, veja; www.marcovilla.com.br

    Por Ane C. C. Silva, em 29/01/2012 às 19:58

    Veja o texto em; www.marcovilla.com.br

    Por mario jota, em 29/01/2012 às 19:45

    Voltando ao post: o que o Marco Antonio Vila disse nas entrelinhas é que FHC ao escolher Aécio Neves como candidato a presidente do PSDB, errou. Assim como errou em várias oportunidades. Não entendo o ataque virulento ao Vila, todos erramos e erros, ,mesmo de FHC não tira os méritos dele, que são muitos. O comentário incisivo do Vila se refere a falta de oposição do PSDB nestes dias atuais. Isso é uma verdade. Os ataques virulentos do PT e aliados, de forma demagógica e mentirosa, ficam sem resposta. Principalmente dos caciques do PSDB. Não há contra ataques, o inimigo bombardeia deliberadamente propagando mentiras e onde está o homem escolhido pelo FHC? Ninguém sabe, ninguém viu. A esquerda joga pesado e sujo, é uma característica inerente a essa vertente ideológica.

    Por Julia C. Silva, em 29/01/2012 às 19:42

    Vejam aqui; www.estadao.com.br/noticias/impresso,oposicao-sem-rumo,828275.htm

    Por Octávio Henrique, em 29/01/2012 às 19:27

    Por favor, Xico, mostre a todos o artigo. Concordo com o Zé Reis Cara Cara, digo, José Reis Barata Barata. Sem ver o artigo, não podemos julgar adequadamente.

    Por Luiz Felipe, em 29/01/2012 às 18:47

    Juventude ? Que juventude qual nada Xico. Juventude, de verdade, sadia, consciente, politizada, irriquieta, inconformada, revolucionária, que ainda sonha com um país melhor para todos, somos nós, com 50, 60, 70, 80 anos (como é o caso do FHC, que ainda está por ai descendo a lenha), que ainda nos damos ao trabalho de ficarmos aqui, em espaços abertos e importantes como estes, em pleno domingo, nos digladiando no afã de encontrarmos novos caminhos para um possível Novo Brasil de verdade, para essa juventude cronológica dorminhoca, em grande parte, que só quer saber de comer o prato feito, e quando se imiscuem na política já o fazem com os velhos vícios, piorados, capazes de corar de vergonha até mesmo os Al Capones da vida, em grande parte. Portanto, caros amigos, sejam quais forem as suas siglas, se algo novo, bom e melhor que isso que ainda está, ainda é possível acontecer neste país, somos nós que teremos que fazê-lo, nem que seja como missão derradeira. E se deixarmos essa tarefa para os outros, nada de novo de verdade acontecerá neste país nos próximos 500 anos.

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