Educação

Por Educação em Debate, em 19/07/2011 às 19:58  / 37 opiniões.

O professor deve ser avaliado baseado no desempenho dos alunos?

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Por Guiomar Namo de Mello

Avaliar um profissional implica não apenas aferir o conhecimento que ele tem de sua área como também o modo como o aplica e, principalmente, os resultados que produz.

Mas no caso do professor, embora os resultados se expressem em aprendizagens de seus alunos, há quem argumente que é impossível usar esses resultados para avaliá-lo porque as aprendizagens são fortemente determinadas pela origem sócio econômica dos alunos que não depende da escola nem do professor. Não é só isso que sugerem os dados das avaliações em larga escala como a Prova Brasil, o ENEM ou o SARESP.

Embora confirmem o peso maior da origem social do aluno no desempenho escolar, esses dados também mostram que o professor faz uma diferença importante. Na verdade, entre todos aqueles fatores que podem ser controlados pela escola e pelas políticas educacionais, tais como recursos didáticos ou tecnologias, o professor é o único que tem um peso significativo na aprendizagem dos alunos: a variação de resultados entre alunos de diferentes professores numa mesma escola pode ser maior do que a variação de resultados entre alunos de escolas diferentes.

O debate sobre esse tema está longe de ser encerrado, mas ao longo da última década a necessidade de considerar a aprendizagem dos alunos como indicador da competência do professor vem se fortalecendo. Afinal, se é o único a ter peso entre os fatores que o sistema educacional pode controlar, é indispensável dimensionar melhor que peso é esse e seu potencial de mudança para melhor. Também na última década várias soluções metodológicas foram desenvolvidas com o objetivo de atenuar o peso da origem social dos alunos nos resultados de seu desempenho.

O que parece predominar até o momento é a adoção de um modelo multidimensional, que além dos resultados dos alunos em avaliações em larga escala, utiliza outros indicadores como os resultados das avaliações formativas realizadas no âmbito interno da escola, a observação do professor em ação na sala de aula, o conhecimento que esse professor demonstra dos conteúdos curriculares que ensina, a avaliação de seus pares e superiores, entre outros. O grau de sofisticação ou complexidade desse modelo varia muito de acordo com os recursos e o tempo disponíveis para investir na avaliação docente.

Não obstante o entendimento sobre levar ou não em conta para a avaliação do professor o desempenho dos alunos, depende também de soluções políticas. A primeira questão neste caso será aceitar o mérito como critério de avaliação. A segunda será identificar até que ponto os professores devem responder pelas aprendizagens de seus alunos, uma vez que existam soluções técnicas para controlar ou atenuar as limitações que esses alunos enfrentam em função das condições em que vive sua família.

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    37 opiniões publicadas

    O que você tem a dizer?

    Por JONAS DOS SANTOS SILVA, em 02/09/2012 às 11:57

    O Governo do Estado de São Paulo em Julho de 2012 convocou diversos professores em seu concurso público, porém a irrealidade do ato administrativo é um absurdo: PROFESSOR MORA NO INTERIOR DO ESTADO, ADMITIDO PARA DAR AULA A MAIS DE 100KM DE CASA, GANHANDO UM SALÁRIO DE FOME. Se no estado mais rico da federação isso acontece. Imagine no resto do Brasil. O cenário da avaliação é que agora um treslocados VAI PASSAR UMA META PARA ESSE PROFESSOR: CHEGAR TODOS OS DIAS NO HORÁRIO, DAR UMA BOA AULA. Isso é avaliação de desempenho.

    Por JONAS DOS SANTOS SILVA, em 02/09/2012 às 11:54

    A avaliação de desempenho uma ferramenta de administração militar, se é que podemos empregar o termo administração, quando a prática é induzir o avaliado a cumprir certas tarefas, perante momentos em que poderia se acorvadar. Isso nos revela o lado por que tantos militares em determinados momentos em que a morte é imininente se atiram aquela situação, quando um ser normal, não sujeito a avaliação certamente desistiria. avaliar o professor equivale a dizer que ele tem fazer certas tarefas mesmo quando o sistema já está ruído. SISTEMAS: condições de trabalho precárias, salários irreais, alunos desinteressados, diretores que não sabem utilizar ferramentas de disciplina, longa jornada de trabalho, etc.

    Por Cleonildo Rebechi, em 15/05/2012 às 18:10

    Devemos levar em conta que o aluno precisa estar disposto a aprender. Por outro lado, as pessoas tem níveis de interesse por certos assuntos. . Alguns ""especialistas"" acham que o professor precisa ser um animador de platéias. Existem profissionais carismáticos em todos os ramos, mas nem por isso pode-se considerar um mal profissional por não ser carismatico. . Na verdade, esses ""especialistas"" são agentes governamentais que colocam nas costas largas dos professores todas as responsabilidades pela catastrofe que se tornou a educação pública.

    Por chesca, em 14/05/2012 às 00:05

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    Por hpv, em 12/05/2012 às 00:57

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    Por kim kardashian, em 19/04/2012 às 09:15

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    Por Richardson Pereira, em 20/03/2012 às 11:10

    Bem .. primeiramente não sou professor, mais gostaria de deixar a visão de ex aluno de escola publica e de pai de aluno de escola publica. Certo da legitimidade da luta de classe, venho convidar a todos uma analise critica deste movimento, tenho hoje 40 anos e aos 11 no ano de 1984 comecei a viver a minha primeira greve, era o Maximo para um menino de 11 anos ficar sem aula, hoje depois de quase 30 anos meu filho esta de greve, 30 anos quantos alunos ficaram sem o direito de estudar 1 bilhão seria um numero talvez, quantos desanimaram e nunca voltaram para escola... brigamos nas escolas nas empresas para plantarmos uma arvora para o amanhã e não esperamos o governo plantar uma arvore, plantamos nos mesmos, e nossa cidade fica mais verde, não damos educação para os nossos filhos e criamos uma geração burra, que só vai alimentar a massa submetida a mercê social, quer revolução professor, faça mais como já dizia um revolucionário ela só vai acontecer a estudo a trabalho e sim a fuzil, deixem de educar tirem os alunos das salas de aulas, fiquem em casa, viagem nos períodos de greve, e se preparem para ficar mais 30 anos ou mais de greve, vamos criar consciência política nos alunos e nos pais. Não adianta falar de Japão, que se hoje o imperador respeita um professor e La o professor recebe bem, e por que talvez eles não levaram 30,40,50 anos fazendo greve para conquistar este respeito. Foram dar aula mesmos que seja de graça, mais toda conquista tem perda mais estão jogando pólvora fora do canhão, a força desta luta esta nos alunos consciente, critico, revolucionário, não com esta briga infantil e irresponsável, entre um governo corrupto, e professores irresponsáveis, que planta a idéia de plantar uma arvore, economizar água para salvar o planta mais não planta o futuro nos nossos jovens. Tomara que os médicos, e outras classes importantíssimas como os professores não se dê o direito de parar por quase um ano, por que o nosso governo corrupto não pagam eles bem. A luta e justa o foco que é errado, e as conseqüências é tudo o que os políticos quer.... Cidadão Alienados e burros, grandes ditadores descobriram rápido que pessoas mal instruídas são de fácil domínio.

    Por Vitor Junior, em 12/03/2012 às 20:52

    Precisamos lembrar o seguinte, há uma quantidade enorme de jovens que não estão interessados em aprender "O AMBIENTE ESCOLAR É FORMADO POR DOIS ATORES O ALUNO E O PROFESSOR " para funcionar esse processo de ensino aprendizagem é necessário que os dois estejam com suas respectivas obrigações em mente, pois se um não estiver interesse o processo não anda.

    Por Ricardo Garcia Palanicki, em 12/03/2012 às 20:44

    Claro que não somente nisso (desempenho dos alunos) seria muito simplismo achar que apenas isso traria uma avaliação correta. Mas que no Brasil muita gente tem "horror" a medir resultados a isso tem...rs

    Por roberto argento filho argento, em 28/02/2012 às 18:55

    Se a moda pega, não sobra um político pra contar história...

    Por franciele santos, em 28/01/2012 às 00:28

    Todos sabemos que os adolescentes de hoje em dia são totalmente distraidos e são raros os bons ouvintes com tanto barulho,faz dois anos que terminei o ensino medio e tinha professores maravilhosos que ensinavam a materia muito bem mas ninguem prestava a atençao,inclusive eu que era bem bagunçeira,me envergonho disso e ainda sonho em ser professora!Eles não devem ser avaliados pela desatenção principalmente aqui no Brasil que o assunto é samba e futebol..(aff!)

    Por Dionatan Nascimento, em 26/02/2012 às 03:34

    @atena Concordo com você, pois tenho uma estátistica simples que de 40 alunos numa sala 10 são alunos que se interessam em aprender o conteúdo do professor, mais também é claro que devido a grande maioria, alguns professores acabam se acomodando nesse dislexio dos alunos, isto é fato.

    Por Dionatan Nascimento, em 26/02/2012 às 03:28

    o professor faz uma diferencial muito importante sim! pois é o único que tem um peso significativo na aprendizagem dos alunos, mas convenhamos que a família tem a função de condicionar o aluno com a educação prímarias, aquela que vem de casa.. essa é definitiva, pois bom filho, é também bom aluno.

    Por Ernando Sousa, em 22/01/2012 às 07:21

    O professor não é o culpado pelo não aproveitamento educacional por parte dos alunos, a aprendizagem é um processo muito complexo, é claro que deve haver o empenho do professor, mas quanto mais os alunos se tornarem receptivos aos conteúdos e as aulas em geral mais se aprenderá. Logo o modelo multidimensional é sem dúvidas uma boa solução, mas creio que os critérios devem ser muito bem estudados, por pessoas responsáveis e conscientes.

    Por funcionaria publica, em 08/11/2011 às 06:24

    professores no Brasil e em muitos lugares do mundo são tratados como lixo...mas em tudo que fazemos tem a mão de um professor. Pensem nisso!

    Por PAULA GONÇALVES, em 06/11/2011 às 02:26

    Quem reafirma as políticas públicas que "acusam" ou "bonificam" os professores pelo desempenho dos alunos ou nunca deu aula, ou já saiu da sala há muito tempo, ou só conheceu as exceções das realidades privilegiadas. Não sabe o que é ter que se virar sem recursos, com alunos subnutridos, sem assistência familiar, em escolas sem uma mínima biblioteca... Mesmo com toda a formação a gente não muda o mundo pois as políticas públicas apesar de terem um discurso sedutor sempre amarram as nossas mãos com ações incoerentes e ausência de recurso melhor aplicado.Então pra piorar a situação,vem a banalização dos cursos de pedagogia...parece que qualquer um se forma hoje em dia. Não acho isso ruim no sentido do acesso ao ensino superior, mas acho ruim as pessoas entrarem nessa pq parece fácil ficar lá na escola, só pq foi aluno um dia... As pessoas que acham que o professor deve ser pressionado com ranking não sabe o que é ter que alfabetizar alunos que sofrem problemas da fala e não consegue assistência na rede pública de saúde, não sabe o que é ter que ensinar crianças com altos índices de falta pq a família não tem consciência da necessidade dele estar ali e a escola tem que ficar acionando conselho tutelar pq se cansa de entrar em contato e nada acontece, não tem consciência do que é arrumar material para crianças sem condição e toda semana ela perder tudo só Deus sabe como, não sabe o que é trabalhar com crianças sofridas que nem conseguem se comunicar, com um autoconceito tão em ruinas que fica disperso durante toda uma aula, fora o resto... Numa situação dessas, tenho certeza que qualquer um não gostaria de ter uma plaquinha colada na sua testa te acusando do fato desses alunos não terem o mesmo desempenho que os demais...Sim, pq a questão não é o fato desses alunos não aprenderem, não é isso que é avaliado, o que é avaliado e quantificado é o fato deles não aprenderem como os demais alunos. Eles aprendem muito nas mãos de um professor eficiente e preocupado, mas eles dificilmente apresentam os mesmos resultados de alunos em situações mais favoráveis.Esses alunos aprendem muitas coisas, que não são avaliadas nessas provas ou são consideradas ínfimas e só quem transpira na sala de aula sabe o quanto professor e aluno teve que se esforçar pra ele dar esse passo que na sociedade é desprezado:um pequeno passo para a humanidade e um passo gigante para o fulaninho de tal. Queria ver se os hospitais e postos de saúde recebecem uma plaquinha na porta deles acusando-os pelo fato da população local apresentar um alto índice de diagnóstico de dengue. A culpa é do posto? A culpa é do médico? Vamos colocar uma plaquinha...é justo? O professor já é um profissional de altas responsabilidades, muita burocracia, pouca valorização e condição de trabalho na esfera pública, ainda querem colocar esse peso deprimente nos seus ombros pra ele ir trabalhar pior todo dia? E humilhar a população que tiver que se servir de uma escola "avaliada" com baixo desempenho? A avaliação do desempenho de uma escola deve servir para se direcionar um olhar atento ao que pode ser feito naquela escola, naquele bairro e naquela região pra isso mudar e não pra jogar na cara do professor dizendo que a culpa é dele. Eu como professora tenho consciência e responsabilidade com as vidas das crianças com as quais me relaciono todo dia e sei que eles não são tripas pra eu encher de carne de porco até virar linguiça, são pessoas que sofrem, que vivem, que são felizes, que tem uma história e que existem e acontecem para além do espaço/tempo da escola. Eu sei que posso fazer muita coisa por eles, mas não tinha técnicas de magia e nem varinha de condão na universidade e nem em livro algum. Parem, por favor, de tornar nosso trabalho mais difícil do que já é.

    Por mario chineo fukushima, em 23/09/2011 às 23:11

    O que tenho lido sobre educação e os resultados pífios dos testes obtidos pelos alunos da educação fundamental é de uma falta de análise e entendimento que dá arrepios. Como podem criticar os professores se quem faz a análise não entende como funciona uma escola pública? se dizem que entendem é porque se basearam em dados oficiais. É preciso frequentar uma escola pública para opinar sobre ela. O professor, na maioria dos casos, é uma vítima do processo. Quem critica a educação e o professor também deveria criticar com mais contundencia os responsáveis pela educação no país. Mas não fazem isso por uma questão de covardia. Se esquecem que exemplo vem de cima e os nossos homens públicos numca dão exemplos dignos. Vejo jornalistas criticarem a educação e em especial, os professores...mas elogiam certos políticos que numca deram algum exemplo de boa conduta......exatamente por isso, problemas da educação numca são resolvidos. Fazer a coisa certa da trabalho e não rende frutos a curto prazo. O que vemos é só critica e nenhuma ação digna de aplausos. Portanto.....continuaremos como está....infelizmente.

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